Mistério
Encarar o mistério do cosmos com humildade é infinitamente mais profundo do que as respostas fáceis das religiões.
O Estado laico não precisa resolver o mistério do universo para garantir a liberdade de seus cidadãos.
A ciência não destrói necessariamente o mistério; às vezes apenas demonstra que o primeiro mistério escondia outro ainda maior.
O casamento não necessariamente extingue o amor; às vezes apenas substitui o mistério que o alimentava pela familiaridade que o administra.
O conhecimento ilumina o fenômeno, mas o mistério permanece além da janela, lembrando-nos que compreender não é possuir.
A ciência não precisa matar o mistério; basta impedir que o mistério seja falsificado como conhecimento.
A razão não elimina o mistério; elimina apenas algumas das falsas respostas que inventamos para suportá-lo.
Um problema pode ser colocado diante de nós; um mistério nos envolve, porque nele aquele que pergunta também está implicado.
A razão não precisa declarar guerra ao mistério; precisa apenas impedir que o mistério seja usado como licença para afirmar qualquer coisa.
Não é preciso escolher entre razão e mistério. É preciso saber em que momento estamos investigando, em que momento estamos interpretando e em que momento estamos simplesmente acreditando.
O maior mistério do universo talvez não seja saber se estamos sozinhos, mas saber por que existimos.
Anjo por fora, tempestade por dentro.
Me amo exatamente assim: um mistério que
poucos conseguem decifrar. ✨"
— — Anjinha Sensual
Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.
Florescem Cosmos
nas duas Américas
cada Hemisfério
guarda o seu mistério.
Continuo esperando
por você como a noite
espera o dia clarear:
te quero ver raiar.
O nosso Sul é o norte,
o coração é ciente
de que o amor tem
a sua própria sorte.
Você é meu fraco,
o meu ponto mais forte,
e na vida não há outro
amor que em mim horte.
O teu olhar feiticeiro
cheio de liberdade
e mistério das florestas
faz que floresça tal
qual o Sombreiro
levando-me do teu jeito
e toca tão fácil o peito,
Buscar o caminho
de volta não mais reconheço,
Elegi em ti mora o travesso
para me virar a melhor parte
do teu amor que mereço.
Sem escapatória o mistério,
o sagrado, o profundo - efusivos;
capturaram os teus sentidos,
e os meus entregue infinitos.
Sem a gente se dar conta
todos os caminhos coincidem
como tudo silenciosamente
que eleva o senso de rebeldia.
O inevitável e o imensurável
orbitando ao redor da minha
intimidade têm sido inefável.
Como quem faz convicta uma
colheita de Pêras-do-cerrado,
viver sem amor será passado.
O mistério, o sagrado e a profundidade,
todas de minh'alma feminina,
e da palavra perfumada de Guapuriti
carregada de frutos doces e deliciosos,
capturam o inevitável e o atrativo,
que conquistam a tu'aura masculina,
talhada de mistério de anos a fio,
dedicada orbitando ao meu redor,
mesmo que ainda com a vestal
do capricho: é por mim que tens amor.
Convencida de que sou a única
que tem angariado a hipervigilância,
a intimidade profunda,
mesmo que o silêncio e a distância
ainda resistam e se protejam.
sob a tua índole de muralha e fortaleza,
cada uma, entre si, têm se mostrado
totalmente abissais e absolutas;
e não têm, de fato, me convencido.
Sem nenhuma escapatória,
não estás mais livre de cada sinal sensual,
sensível e atentatório sensorial
da minha natureza selvagem e indomável,
porque a nossa essência é a mesma;
e para a tua fome sou a única
que nasceu ser o seu banquete.
De delícia em delícia, buscando
algo que amanse, renda mesmo
que ainda lentamente a sua brava
resistência assim com o meu hálito
fresco e herbal sobre a sua nuca
escrevo o total épico e convicto
- a total captura do seu delíquio.
De emanação em emanação
o inebrio para trazer o langor,
na penumbra da distância
e fazer a rendição recôndita
que roça e sussurra no interstício,
entre o que é ainda feito de veledo
sobre a tua silenciada volúpia,
o prazer em estado de arte que ofereço;
profetizo não haverá outro alguém
que alcance o que enternura com igual
capacidade de fazer do meu jeito,
até quando te coloques em ausência
ou refúgio, seja lá qual for o motivo,
tu me celebrarás satisfeito e convicto,
porque, mais do que nunca, te pertenço.
És o meu mistério favorito
todo cheio de magnetismo.
Com Acaçá nas mãos,
bem servido e envolvido
em folha de bananeira,
Você haverá de ser meu,
queira ou não queira,
Na tua imaginação tenho
todo o dia sido o poema.
Diante do teu olhar entreguei
beleza, mistério e poder
como a marianeira ao frutificar
generosa concede ao sabiá,
estamos dispostos a esbanjar,
e sei que a gente se envolverá.
O nosso silêncio há de vir
com a progressão voluptuosa
dos fatos e do encontro
para a gente envolver
a mente, o coração e a alma,
e com a mudez derreter.
De longe ando percebendo
quando fala ou pensa em mim,
até a sua respiração muda.
Isso não é sedução por acaso —
é o retorno à ordem universal:
o masculino e o feminino
em encontro se rendendo total.
Olhe para mim. O que passou, passou.
Não me interessa nenhum pouco
o que não pude fazer antes de te conhecer;
a sua peregrinação já me previa antes de ser.
O que importa é que, depois de mim,
toda carícia conhecida será esquecida,
e só irá obter o desejável êxtase
com a minha atemporal delícia.
Longe de mim querer igualdade,
o que desejo entre nós é intimidade.
Você foi feito para ser meu
com magnitude e intensidade,
nos teus toques que nos dissolverão
nos andares da alta sedução,
como âmbar e mel em fusão.
Ser além da curva com reverência,
acariciado com a minha presença
e adorado na alma por eu que
sei como solenemente cortejar,
e não irei jamais precisar implorar.
Sempre que for necessário,
virei ou receberei sem pedir
por tudo aquilo que é meu
por natureza: a sua entrega total
para alcançarmos juntos o sideral.
