Mistério
O Retrato do Ingrato
Existem laços que, em vez de sustentar, sufocam. É o mistério doloroso daquela mãe que, em nome de um amor incondicional, permite que o próprio filho transforme seu lar em arena e sua alma em banquete. Ele chega como se o mundo lhe devesse tudo, portando o título de "filho" apenas para exercer uma tirania mesquinha. Com o nariz empinado e o coração seco, ele não entra na casa da mãe; ele a invade.
O narrador da vida observa: enquanto ela oferece o pão e o afeto, ele devolve o palavrão, a piada de mau gosto e a encenação barata que visa humilhar quem mais o apoia. Ele sente inveja da felicidade dela, como se cada sorriso da mãe fosse um roubo ao seu próprio ego. Ele tenta mandar nos irmãos, ditar as regras de um teto que não é seu e sugar a energia de um ambiente que deveria ser sagrado.
É o filho que se acha "dono do mundo", mas não consegue sequer dominar a própria má educação. E a mãe? Ela assiste a tudo com os olhos marejados de quem vê um tesouro onde só existe cascalho. Ela silencia, não por falta de voz, mas porque o amor a faz acreditar que, em algum lugar debaixo daquela armadura de arrogância e desrespeito, ainda existe a criança que ela nalgum dia embalou. É o sacrifício silencioso de quem aceita ser ferida para não ter que ferir o fruto do próprio ventre.
Nota do Narrador: "Há filhos que são âncoras, que nos prendem ao chão pelo peso do amor; e há filhos que são tempestades, que nos destroem por dentro enquanto juramos que o céu ainda está azul.
As correntes da pobreza rebentam se quando entendes que a miséria é um miStério que não precisa da sua explicação, mas a riqueza é um
miNIstério que precisa da sua dedicação.
A aparência é o disfarce do mistério,
e o mistério é a morada do Espírito.
Por isso, quem é sábio não aponta, ora.
Quem tem discernimento, não despreza, intercede.
Porque a luz de Deus brilha em vasos simples,
e a glória não se veste de vaidade, mas de verdade.
Indescritível
Sou interior da lasca
A água límpida
Caos
O mistério em vida
A floresta viva
Que em ti habita
A história incrédula
Sem início e fim
Indescritível presença
O olho do furacão
No centro do vendaval
Que acampa nas
Areias desertas do
Manto acolhedor.
Leia mais, sinta a escrita
Fale menos, deixe implícito.
Não conte tudo de você
Mistério faz querer saber.
Pare de pensar demais
Só sente e deixa fluir.
"O amor deixaria de ser um mistério para se tornar a única equação matemática onde um mais um resulta em um inteiro indivisível."
A ciência do nosso adeus era um mistério que eu tentei resolver, mas a única fórmula que preciso é a do perdão. É uma pena a distância, mas é uma honra a oportunidade de reescrever o destino. Eu me desligo das estatísticas da dor e me ligo à força indomável de quem decide reconstruir a ponte.
Quando morremos no sonho, o despertar nos resgata, pois o mistério da morte é um silêncio que nem mesmo a imaginação ousa sustentar.
O Reflexo Misterioso entre Olhares
O mistério que reflete dos olhos, como se estivesse diante de um espelho; os mistérios dentro do íntimo, que para o observador, também são mistérios por serem para ele desconhecidos — um misterioso reflexo que quem observa não poderá decifrá-lo. Apenas quem o tem terá a chance de desvendá-lo.
o mistério não está te ajudando, está criando um abismo. Se você não comunicar que existem fatores externos travando sua atitude, ela vai continuar acreditando que o problema é a falta de vontade sua.
“Cada um dos 125 poemas do Reiki é um mistério, que deve ser decifrado pelo Reikiano e incorporado em seu coração.”
O mistério da água é o mesmo da infância: simples, puro e infinito, como a fé que renova a vida a cada gota.
MISTÉRIO EM OFFLINE
Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.
Lu Lena / 2026
Há um mistério no caminho dos teus olhos sedutores.
Eles atravessam a noite como quem conhece segredos que o coração ainda tenta esconder.
E os meus, assustados pela intensidade do sentir, me traem sem defesa, procurando os teus antes mesmo que o dia desperte por completo.
Continuo caminhando pelos corredores da madrugada, ouvindo pensamentos que ninguém escuta. É nessa delicada inquietação que vou colhendo estrelas pelo caminho — pequenas luzes espalhadas pela escuridão — para iluminar os teus sonhos enquanto o universo decide o destino inevitável e silencioso desses encontros que acontecem primeiro na alma, antes de acontecerem no mundo.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
