Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Admito que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou.
Não quero falar de flores nem de amores perdidos,
Nem das tardes de domingos que eu não sabia onde ir.
CORRIDA
Não sei bem qual o motivo
Que eu chamei o aplicativo
Nem sabia onde ir
E tão pouco estar ali
Não foi muito o que esperei
Mas o fato é que embarquei
Gratidão pela corrida
Mais que um beijo a despedida!
Eu morria a cada dia de saudade de você que nunca havia conhecido.
Percebia que não sabia para onde ir.
Mais eu sabia que lutar sempre, vencer talvez e desistir jamais.
Não podia perder, pois me perdi em mim e senti a solidariedade em você.
Envolvi-me em um sentimento puro que eu acreditava que era um caminho da felicidade.
Vivi intensamente a esperança de tocar, amar, saborear e voar onde ninguém fosse.
Tirei as vendas dos meus olhos e vi que o mundo não era um conto de fadas.
Mais aprendi que não se deve conjugar o verbo amar quando não se conhece uma pessoa inteiramente.
A canção que eu te canto toca o seu coração, onde o sabiá encanta... Desperta uma paixão
A natureza dá o auxílio para eu te conquistar.
Eu me inspiro no auxílio, onde canta o sabiá...
Minha noite têm mais estrelas... Para quem sabe amar!
Sozinho eu componho palavras para te exaltar, meu galanteio têm verdades, onde eu me inspiro em te cantar!
Desequilíbrio
Eu não sabia onde estavam as fotografias
sempre me perguntava em que lugar estavam
eu não entendia a pergunta
eu não sabia sobre quais fotografias
Também me perguntava sobre o edifício
se tinha elevador ou era de escada
para mim não fazia sentido
esqueceu do meu grau de exigência
já não me conhecia
Eram questionamentos estranhos
sobre meus carros, trabalhos, números de assoalhas,
piscina, festas e alegrias...
mas, do meu eu, do meu interior
não queria saber nada
Através das perguntas insensatas
me subjulgava
como uma mandriona interesseira
eu já não valia nada
As minhas fotos sem filtro
meu rosto sem maquiagem
meu corpo não é malhado
e sem bronzeado
Minha vida é trabalho
meu espaço de lazer é tomado por livros
Como consequência, homeostasia
Só bem mais tarde eu entendi
que ele tinha outras fotografias
subia de escadas e nem era da própria casa
pois casa, já não possuía
seu carro uma lata velha desengonçada
seu trabalho acabou em nada
em festas não encontrava alegria
Tentou outras mulheres que me substituísse
as perguntas eram para as sua comparações
que tolice...
O que ele pretendia de mim se desacreditava?
O que vale a estética?
Vale um alto grau de entropia.
No pecado mim joguei !
Andei por todos os lugares,
no pecado mim joguei.
Ninguém, sabia por onde andava
e nem onde me encontrar.
Todos ficavam preocupados,
e eu, nem aí para o azar.
Mas, quando cheguei ao
fundo poço, a Cristo eu chamei,
ele veio ao meu encontro.
Sem nem mesmo eu merecer,
transformou a minha vida,
e mudou o meu viver.
Hoje sou uma nova criatura,
então posso lhe dizer:
Abra o seu coração,
pra que Cristo possa entrar,
e verás na mesma hora,
a sua vida transformar.
"Ontem eu era alguém
Que não sabia quem era
À espera do dia de hoje
Onde, longe de ser quem era
Eu digo que tanto faz
Pois de tanto ter sido quem era
Agora eu não sei quem sou
Mas quem eu era já não sou mais"
Edson Ricardo Paiva.
A vida é sábia, jamais erra. Ela apenas procura o jogador mais forte para que o jogo seja um grande desafio. Desafie a vida.
Mas concluí que talvez justamente esse seja o grande desafio da minha vida. E vamos lá. Adoro desafios.
Lembro como era bom compartilhar minha felicidade com os amigos, falar pelos cotovelos sobre alegrias que soavam até ofensivas àqueles que não entendiam o que se passava no interior de um corpo em festa. Eu costumava ser uma alegoria ambulante. Agora a festa terminou, os copos estão espalhados pelo chão, os pratos sujos, silêncio absoluto, ficou o vazio devorador de uma solidão impossível de ser contada.
Não consigo imaginar minha vida sem algumas pessoas. Talvez elas não saibam o quanto, mas ocupam uma importância sem tamanho para mim.
Bom Jesus do Itabapoana - minha cidade!
Minha cidade é tão simples,
habitada por gente composta
de qualidades plurais,
características singulares,
daquele que vive e gosta
de viver, conviver,
amar demais.
Bom Jesus abençoou esse pedaço de chão,
abriu seus braços imensos,
espargiu muita luz
pra iluminar o caminho de cada cidadão.
É por isto que os lenços
que se usavam pra chorar,
viraram bandeiras de fé
apontados para a cruz,
agradecendo de pé,
pela dádiva: Bom Jesus!
E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória.
