Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Felizes são os que conseguem ver riqueza onde o dinheiro jamais conseguirá se apossar, os que enxergam através dos olhos e sentem a energia alheia independente do lugar. Somos moldados com o legado dos antepassados e neles temos exemplos a compartilhar com os interessados. Os superficiais são rasos, tem validade e enganam os transparentes, profundos e reais. Temos tudo nas nossas mãos para o melhor mas muitas vezes optamos sem razão pela tristeza e solidão. No fim estamos na mesma missão, buscando a tal felicidade que muitas vezes não quer ser encontrada, apenas ser sentida de coração.
Lá nas alturas onde tu estás Senhor
Eu te peço com voz ardente
Que dês paz a este Mundo
Que de ti anda carente.
Senhor não negligencie as pobres das criancinhas
Dai-lhes os cânticos das aves
Dai-lhes o variegar da borboleta
Dai-lhes uma infância de alegria
E aos do Inverno da vida
Que de bengala caminham
Dai-lhes Senhor a tua mão
Até à finitude da vida
"Os homens de boa vontade",
onde estão?
Esqueceram-se de lançar as sementes do amor
no solo das almas famintas por compaixão?
Talvez nesse Natal
os que têm a mesa farta, se sensibilizem
e lembrem de dividir o Pão.
Tantos com tanto e quantos sem nada!
Olhemos em volta,
logo ali na esquina,
padece de fome, um irmão.
É hora de compreendermos, de fato,
o verdadeiro sentido do "Amai-vos uns aos outros",
em toda a sua grandeza e extensão.
Cika Parolin
Quero viver num mundo onde os humanos sejam apenas humanos, sem rótulos e sem estrelas invisíveis. Quero que todos possam ser felizes nas igrejas, nas bibliotecas, nos espaços públicos e nas escolas. Quero que ninguém seja obrigado a balir, que ninguém seja perseguido por pensar de forma diferente, e que ninguém se sinta preso estando em liberdade. Quero viver num mundo sem inveja, sem preconceitos, sem hipocrisia, sem excomungados e sem escorraçados.
Tanto quis ter você.
Muito sonhei em encontrar-te.
Procurei por onde passava,
Onde vivia, quando sorria e quando chorava.
Tanto, tanto quis ter você. Que esqueci de me querer.
Querendo tanto te encontrar!
Te encontrei e te quis tanto!
Tanto quanto queria te ter.
Tendo-te, vivi, sorri e chorei.
Chorei mais do que vivi.
E chorando descobri
Que de tanto que eu te quis;
Perdi a noção do meu bem querer!
Escrever é fácil...
Falo do concreto e do frágil,
Onde em linhas, me tornei hábil!
Mas, escrever é difícil...
Porque é o início da construção,
Do meu maior edifício!
Leandrowski
LHR Thoughts ™
Não Ser,Mas Ser
O que é isso que está ali?
Não há nada.
Eu nasci nas profundezas,onde a luz não alcança.
Envolto pelas trevas.
Incerto sobre futuro.
Nascido sobre aqueles resíduos negros...Completamente negros.
Meus companheiros tinham corpos negros.
Esses corpos negros...
Com suas bocas descobertas e olhos reluzentes...
...sem dúvidas,eles devoravam algo.
E então...
Eu possuía um corpo alvo.
Em mim,nada havia.
Eu não sentia nada.
Não.
Eu fui incapaz de notar que o que eu sentia era "vazio".
Incapaz de ouvir.
Incapaz de comer.
Incapaz de sentir cheiros.
Incapaz de sentir toque.
Incapaz de dormir.
Não possuía companheiros.
Apenas...Vagava sozinho.
Não há nada.
O que reflete em meus olhos,não possui significado.
O que não reflete em meus olhos,não existe.
Vagando...Vagando...Vagando...Vagando...
Vagando...Vagando...Vagando...Vagando...
Vagando...Vagando...
Quando dei por mim...
Encontrei algo extraordinário.
Foi,de certa forma,o local de nascimento...
Para estranhos objetos translúcidos que povoavam esse mundo.
Foi a primeira vez...Que algo chamou atenção dos meus olhos.
Sem cor.
Sem som.
Sem fragrância.
Não interagia com nada.Apenas existia.
Foi a existência mais perto do "vazio" que meus olhos encontraram.
Eu atirei meu corpo...Naquele grande "vazio".
Nada havia ali.
Minha visão se esvaiu,e eu me dissolvi no vazio.
Senti como tudo houvesse desaparecido.
Felicidade.
Se a felicidade existe nesse mundo...
Então ela deve ser algo que se assemelha ao completo vazio.
O vazio significa ter nada,e não ter nada a perder.
Se isto não é ser feliz,então o que é?
O que reflete em meus olhos,não possui significado.
O que não reflete em meus olhos,não existe.
Não há nada...
Em você...
E em mim.
Não ser,mas ser."
A frente da pastelaria, onde criam todas essas lendas urbanas,
Eu fiz e foi em casamentos e velorios:
Em praias, igrejas e templos.
Em meu lar, nessa cidade morta
Que nem chover certo, cê sabe.
Tudo vez que vocês quebrão um prédio,
Quebrão uma parte do meu passado.
Imagine um mundo onde cada pessoa compartilhavam tudo.
Onde as diferenças eram respeitadas , onde a vida era propriedade primordial.
Onde o que possuía muito ajudava ao que nao tinha nada.
Onde amar não era uma obrigação mas um dom...
A pobreza e a miséria aguardam como lobos famintos a sua hora de atacar os membros das famílias onde as pessoas são mais maldizentes e invejosas umas das outras, sem união.
Por onde andas coração?
Em que estradas percorres
Procurando o amor em vão
Tendo tu, provado dissabores.
Por que andas em estradas vazias?
Por que amas sem nunca ter amor?
Não busque mais pelas noites vadias
Que além de desalento, só trazem dor.
Para que coração, vais em terras distantes?
Para que se ferir no meio a tantos espinhos?
Desejas tu, conhecer mundos diferentes ?
Me leva onde possa receber mil carinhos
Para que eu saía desta vida errante,
Para de uma vez perceber que nunca estou sozinho .
Canoa Ribeirinha
(A canoa nos leva as paisagens inimagináveis, onde a natureza expõe toda a sua beleza).
Madeira de Lei
Tronco de Itaúba
Árvore sacrificada
Brocaçao, cavação
Trabalhada, lapidada
Árvore nativa
Tronco de Angelim Pedra
Desgalhar, descascar
Esculpir, golpes de Machado
Canoa fabricar
Mata virgem
Tronco de Massaranduba
Ciência milenar
Do caboclo ribeirinho
Queimar, golpes de Enchó, alinhar
Canoa Ribeirinha
Tronco de Cupiúba
Derrubado, escavado
Quilha, bancos
Acabado e calafetado
Canoa Ribeirinha
Meio de transporte
Tronco de madeira
Dos ribeirinhos e ribeirinhas
Desta Amazônia brasileira
Sem a canoa ribeirinha
O caboclo não sobrevive
Ele pesca, ele caça
Trabalha, planta e colhe seu alimento
Ele sonha e viaja
José Gomes Paes
Poeta amazonense de Urucará
Poeta da Abeppa e Alcama
por onde você passa até as arvores e os passaros aprenderam a sorrir e a falar por causa da sua beleza
Lá de onde venho,
aprendi que todos os obstáculos são superados...
aprendi que a vida não vem com manual...
e que isso não faz mal...
aprendi que o medo só atrapalha, congela.. não ajuda em nada...
aprendi que as coisas não vêm de mão beijada...
aprendi que as coisas devem ser conquistadas...
aprendi que se deve parar de quando em quando para sentir o perfume das flores...
aprendi que a gente cai... que até o fundo do poço às vezes vai...
aprendi que a vida deve ser vivida a cada minuto...
aprendi que o que vale é o momento presente...
aprendi a me fazer presente.
Não é pra me gabar, sei fingir ser normal.
Mas gente louca sempre se destaca no mundo onde tudo é igual.
