Minha Mãe
Muito do que aprendi está escrito aqui, no livro da minha vida.
Aprendi com minha mãe que não sou todo mundo e a ficar em silêncio quando necessário. Aprendi a ser mãe como ela, a ter educação e a agradecer por isso.
Aprendi com a Cora Coralina a fazer doces (como brigadeiro) e a escrever poemas.
Aprendi com a Clarice Lispector que sou companhia, mas também posso ser solidão. Que sou tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. E também a guardar minha dor no bolso e a cuidar das amizades, dos familiares e dos parentes quando for necessário.
Aprendi com a Frida Kahlo a cerrar as sobrancelhas quando algo não me agrada ou quando me sinto mais feliz do que imaginava.
Aprendi com a Cecília Meireles a escrever sobre a lua e suas fases, assim como sobre as minhas fases, boas e ruins.
Aprendi com a Rachel de Queiroz a gostar de cada detalhe de mim, sem me preocupar para que os outros gostem.
Aprendi com a Lígia Fagundes Teles a ficar sozinha, pois tenho a necessidade de me libertar de tudo e todos.
Aprendi com a Adélia Prado que não tenho tempo a perder, pois ser feliz me consome. Caso contrário, ou eu “viro doida, ou santa”.
Aprendi com a Hilda Hilst a escrever, a falar, a sentir e a recitar o amor.
Aprendi com a Carolina Maria de Jesus que temos um quarto de despejo dentro de nós, onde jogamos tudo, inclusive o amor que nos falta.
Aprendi com a Ana Maria Machado que devemos escrever, aprender a falar e lidar com a criança interior, principalmente com aquelas pessoas que esquecem de crescer e amadurecer.
Aprendi com a Lya Luft que podemos ser mais irmão, mais amigo, mais filho, mais pai ou mãe, mais humano, mais simples e mais desejoso de fazer os outros felizes.
Aprendi com a Martha Medeiros a brincar seriamente de “faz de conta”.
Aprendi com o Fernando Pessoa, meu xará, que “o que chega, chega sempre por alguma razão”. Tenho certeza de que todos que chegaram até mim foram por causa da minha própria maravilhosidade e da minha linda pessoa. Agradeço por fazerem parte da minha vida, e se alguém partiu, foi porque “tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível”.
Também aprendi muito com Machado de Assis, Carlos Drummond, Mário e Oswald de Andrade, José de Alencar, Castro Alves e outros escritores que li na infância e adolescência. Eles ajudaram na construção do meu saber e do meu ser, tornando-me mais humana e menos ignorante.
Aprendo até hoje com meus pais, irmãos, filhos, parentes, amigos e até inimigos o ato de pedir perdão, me retratar, me desculpar e amar incondicionalmente, independentemente dos defeitos e erros.
E aprendo demais com Chico Xavier, Allan Kardec, Paulo de Tarso, Lucas e toda a Espiritualidade Amiga que se faz presente em minha vida. Principalmente com Jesus, o nosso Mestre, que me ensina a ser eu mesma, a aceitar minha condição de espírito inacabado e imperfeito, mas que posso e devo ser melhor a cada dia da minha existência, ora humana, ora espiritual.
Gratidão!
Mãe...
Eu somente entendia da minha.
Aquela guerreira, mulher batalhadora.
Minha mãe tinha o colo mais aconchegante do mundo.
Eu me deitava sobre suas pernas e dormia tranquila, sabendo que nenhum mal me aconteceria.
Eu sabia que ela não tinha superpoderes, mas confiava que nada de ruim me aconteceria se eu estivesse no colo da minha mãe.
E quando eu estava doente ela me dava remédios caseiros. Não me importava o sabor, eu sempre confiei que eles resolveriam tudo, pois era minha mãe que preparava para mim.
Ah, mãe... como eu sinto falta de como batia levemente em minhas costas, cantando para mim, enquanto eu dormia.
Eu entendi que o amor, o carinho, aquele afeto de mãe não "estraga" ninguém.
Eu me tornei mais forte porque tive o seu amor de mãe.
Eu vi minha mãe chorar e superar suas dores.
Eu vi minha mãe batalhar, ser humilhada, mas nunca perdeu a fé e a coragem.
Minha mãe... quanta honra eu sempre terei em ser sua filha.
Talvez eu não seja metade da mãe que vc sempre foi para mim, mas sempre farei como você me ensinou... com amor.
Minha mãe queria que entendêssemos que as tragédias da nossa vida um dia têm potencial para ser as histórias engraçadas no dia seguinte.
Eu sempre fui um menino incomum minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão.
Sem uma bússola moral apontando para o norte, apenas uma insatisfação interna.
Daí quando eu peço alguma coisa, minha Mãe desenterra coisas que eu fiz em 1930, pra usar como desculpa pra me dizer "Não".
Não nasci para uma coisa só.
Desde criança, minha mãe dizia que sempre quis fazer além.
A lição era dos menores, mas copiava o dos grandes.
Em treinos eram para iniciantes, mas gostava de ir no de competidores.
Sou assim, nunca gostei do simples, sempre quis e quero ir além.
Minha ambição é gigantesca, não posso parar.
Quando eu era pequeno, minha mãe me disse, cuidado com quem você anda, nessa mundo de hoje, existem muitas amizades falsas!
Minha mãe descrevia suas reações muito melhor do que jamais conseguirei descrever as minhas: ela falou que estava “trovejando de surpresa” por seu menino ter retornado e que a alegria em seu coração era “profunda como o mar”.
Já pensou se não fosse a fé? Como a minha mãe se levantaria todos os dias para cuidar da minha irmã Aline que vive há 30 anos em cima de uma cama após um erro médico? Se não fosse a fé, como a minha vizinha teria fôlego para se recuperar diante da perda de um jovem filho em um fatídico acidente de moto? Só a fé abraça as mães que esperam o tempo passar em suas dores internas e invisíveis. Se não fosse a fé, como uma colega sobreviveria a um tratamento agressivo contra o câncer? E da fé tirava o riso e a certeza de que tudo ficaria bem um dia. Se não fosse a fé, como seria a vida da minha prima que, após anos de casada, precisou recomeçar a vida por dentro para sobreviver com o que restou na sua casa vazia. Se não fosse a fé, como a minha irmã Lucinha suportaria o luto pela perda do Geraldo após cinquenta anos de casada? Se não fosse a fé, como eu escreveria todos os dias? Como eu abraçaria os distantes corações doloridos de quem me alcança através das palavras? Como você chegaria até essa parte do texto, se não fosse a fé? Não digo a fé que lotam as igrejas, que lotam os bolsos dos que lucram com a fé alheia. Estou falando da fé destemida. A fé que enxergo ao olhar nos olhos da minha mãe. A fé que sinto na vida da minha irmã Aline sob a cama. Estou falando da fé. Simplesmente, fé.
.
Minha mãe tava passando por um grande problema em sua vida, sua depressão estava a voltar.
E tudo pra ela era gritar
Em um certo dia percebia que ela não estava bem, ela só gritava, ela me tratava nesse ritmo de gritos por nada...
E eu entendia ainda mas que a culpa não era dela, por mas difícil que estava sendo pra mim, sei que pra ela era bem mais ruim.
Sabe a verdade vontade que me dava? Era retribuir com gritos também, e falar que a culpa não era minha disso tudo estar acontecendo, pois realmente não era
tudo isso me duia Sabi? minhas noites eram frias e eu só perguntava a Deus porque eu ?
Mas de milhões de pessoas no mundo🌎
O senhor tinha que escolher logo eu!
enfim lá no fundo bem lá no fundo minha esperança dizia assim "Você não sabe a surpresa que estar por vim".❤️
Talvez eu só deveria ter ouvido minha mãe
Talvez eu deveria pensar como ela
Talvez a minha mãe tinha razão
Talvez ela só queria o meu bem
Talv...
Para minha mãe a felicidade era esforço, repetição, e se nos esforçássemos em ser felizes, de tanto fingir, em algum momento nos pegaríamos sendo realmente felizes, assim, desavisados, por puro hábito.
Vejo a angústia em meu rosto em frente do espelho.
A angústia que minha mãe sente por estar sofrendo.
A tristeza que em meu rosto não demonstro.
A vontade de mudar minha história.
As lágrimas que meu coração chora ao vê-la.
A tristeza em saber que estou presa a essa situação.
As lágrimas que secam em minhas faces.
A solidão que sinto em meu coração.
As receitas de medicamentos que parecem não ter fim.
As horas que no relógio passam e o sofrimento que acaba de recomeçar.
queria
que minha mãe
soubesse
que
não adianta
limpar
tanto
a casa
de fora
se
a casa de dentro
continua suja.
O passeio pelo paço
Eu peço tanto para a minha mãe me levar ao Paço Municipal. *Isso* porque sempre que eu passo lá em frente, fico olhando abismado, procurando entender o que acontece por trás daqueles imensos portões azuis, trazidos da Europa no século passado.
Se eu desse alguns passos longos e pulasse, talvez eu *conseguiria* alcançar a campainha e viesse alguém abri-los.
Quaquer dia irei pedir uns passes para que eu possa fazer uma visita guiada com meus parças.
Penso que seria interessante.
Assim eu entenderia bem melhor o que de tão especial se passa ali dentro.
Aproveitaria a ocasião para comer uva passas e brincar no belo jardim PORTUGUÊS que consigo vislumbrar quando por ali passeio.
Paulo Shangio
Já dizia a minha mãe, a sábia Dona Cotinha: “Dinheiro ganho honestamente, sempre traz bem-estar e tranquilidade e, isso, é um pouco de felicidade; porém dinheiro que vem de atividades fraudulentas, sempre nos traz dissabores, não importa onde você esteja"!!!
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