Mim Mesma
Em algum lugar está escondido o meu amor, que me quer como sou. E vai me resgatar até de mim mesma.
Foi na solitude que encontrei a mim mesma. Dentro de mim havia outras Izes que não cabiam em mim. A solitudide me uniu a mim mesma e me fez evoluir.
O que é a solidão, senão a chance de seduzir-me a mim mesma? Estar a sós comigo mesma nada mais é do que a oportunidade de apaixonar-me por minha própria companhia.
"Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim."
Eu falo sobre a vida para mim mesma,
E sempre que tenho, sequer um segundo para não pensar em nada,
Me questiono: o que é a vida? O que é estar vivo?
E qual o sentido disso tudo? Por que tem fim?
Falo de vida, de como vale a pena viver pelas coisas boas,
Mesmo elas sendo pequenas e mínimas.
Tudo pode estar horrível agora, mas, como eu,
Prometa sobreviver e viver pelos detalhes que fazem você feliz.
Viva pelas músicas que te dão prazer ao ouvir,
Viva pela companhia de alguém que você gosta,
Viva pelo hobby que te faz feliz,
Viva pelas sensações. E sim, vale a pena,
eles vivem por você, viva por eles também.
O que seria das músicas se você não existisse para sentir prazer em ouvi-las?
O que seria daquele pobre ser, sem você para desfrutar de sua companhia?
O que seria dos seus hobbies, sem você para executá-los e chamá-los de "meus"?
O que seria dos sentimentos, sem você para senti-los?
Viver vale a pena sim, a vida é bonita sim, é cor de rosa sim!
Você enxerga a vida do jeito que quiser.
E essa é a graça, você tem todo controle.
Sinta, respire, ouça, olhe,
VIVA!
Quando menos esperar, você vai perceber que já está de luto pelo fim, e não mais desejando antecipá-lo.
"Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim."
Todos que passaram na minha vida, me fizeram enxergar melhor a mim mesma, senão teria dado ouvidos aos meus próprios argumentos, acreditaria nas minhas próprias mentiras, e concordaria com as minhas próprias ilusões.
A única opção dada é a de ser forte. Não descobri nenhuma outra, quando só dependo de mim mesma. Abaixo de Deus, é claro!
Penso por mim mesma. Talvez isso crie problemas com pessoas que gostam de manipulação ou de encontrar parecer igual. É aquela filosofia: Penso, logo existo (Descartes).
Hoje ao passar numa rua vi uma moça com uma criança bem novinha nos braços. Eu disse a mim mesma que um dia eu também tive um filho assim em meus braços. Essa saudade mareou meus olhos.
Outro dia dirigindo eu disse a mim mesma o quanto sou feliz em minha companhia. O quanto sou feliz só comigo. E dei altas risadas.
Sinto o amor dos meus amigos, de mim mesma e de alguns, que me rodeiam, e eu os amo também. Recebo carinhos sinceros, sem interesses vinculados, ou verdades ocultas, e dou também. EU mereço, eles merecem. Oramos uns pelos outros...
Porque quem está do meu lado recebe de mim nada menos que isso, nada menos que o melhor de mim. E claro que os que merecem.
Porque eu também não sou fácil. E geralmente quem não é fácil, quem é de verdade, repele quem é de mentira.
Na despedida jurei para mim
mesma que jamais olharia
para trás.
Mas a dor da saudade me fez
lembrar que mesmo depois
da separação, o amor se veste
de esperança.
Eu tenho sumido das redes, das ruas, dos bares.
Tenho buscado a mim mesma no lugar mais difícil de se visitar, o âmago, que por vezes é amargo, mas que assim como o café sem açúcar estou aprendendo a gostar.
Nada contra todos estes lugares, onde as pessoas tanto sorriem, se arrumam para estar em seu melhor, cabelos bem penteados, maquiagens construídas em camadas, perfumes que se misturam no ar; é até admirável a dedicação para ser ornamental.
Tenho apenas neste momento, apreciado mais a cara limpa, as sardas, os linhas de expressão, os cabelos menos alinhados, e os amigos que falam o que pensam sem rodear, que levantam uns aos outros nem que seja a base de chutes, que abraçam pra sufocar, que não medem o riso, o risco, a circunferência do corpo, ou histórico bancário, aqueles que estão dispostos a dividir do melhor ao pior, a ouvir no silêncio e a gritar juntos se precisar.
No final das contas, na multidão, nos pequenos grupos, na solidão e até nas mídias, estamos sempre buscando uma conexão real: conosco, com o nosso mundo, com o mundo do outro e essa colisão de existirmos todos na mesma época, mas ainda assim em nosso próprio espaço e tempo.
Nunca haverá uma resposta para o que foi feito.
Eu sou um enigma de mim mesma.
Nunca encontro nada além de perguntas, as mesmas, sempre as mesmas.
Me apaixono a cada dia, a cada momento, a cada toque...
sou amante de mim mesma e da vida! Amo sem medo,
apesar de saber das dores que os amores trazem consigo,
sou apaixonada compulsiva.
Meu riso é solto, espalhado, desaforado! Às vezes dirigido,as vezes pedido, outras perdido!
Mas sempre apaixonado!
13/07/2011
Tantas vezes eu prometi a mim mesma que ia esquecer, ia virar a página, viver outra história.
(do livro desencontros)
