Mim Mesma
Nunca deixei de acreditar em mim, sempre me fiz como uma grande inspiração de mim mesma. Isso pode até parecer egoísmo, será!?
Sinto-me tão desprezada por tua ausência que ouso a desprezar-me a mim mesma
Ainda que inseparável seja o meu olhar do Teu
Vejo-te como
Raios que anunciam estrondoso trovão,
exuberante em sua potência!
Desperta-me o ouvido - Ruído em dor
Da dor que deveras sinto
Que brinco para não ser dor!
Sorrio e saio do gemido que altera meu pranto
Desencanto
Vivo e morro!
Com fragmentos de mim mesma, existe um caos onde um espelho se torna o meu abismo insondável. A visão de meu reflexo desencadeia uma tempestade interna, com borboletas agitadas percorrendo cada fibra do meu ser, sangrando os vestígios do desgosto alojada em minha alma. Perdida em um limbo interminável, anseio ser apenas ossos, despida de tudo… para aprender a me amar, ou talvez me forjar em ferro, para suportar a pesada carga que carrego.
Segredar o meu pensar
Minha dor é sentir-me iludida por mim mesma, por meus conselhos pretensiosos,
Por esta cabeça de vento que sempre encontra motivos para enganar-se dentro do mesmo mundinho frio, escuro e triste.
Minha ilusão é acreditar que pessoas podem ser tão sinceras quanto eu ao falarem de suas vidas, ao se envolverem de modo limpo e sem maldades.
Minha tristeza é permitir ser enganada sempre que vejo um sorriso brilhante na face da mentira, é sorrir de volta dando em dobro sem receber a certeza do outro.
Minha angústia é remoer noite adentro o quanto sou fácil de ser enrolada, a me sentir uma adolescente num primeiro encontro.
Meu desespero é esperar, esperar o que não se sabe se vai voltar olhar, olhar e nada mudar porque o passo principal já foi dado, o passo errado.
Meu tormento é chorar por dias da mesma dor que não muda, não passa, não acaba.
Meu medo é continuar sendo quem sou esquecendo sempre de onde vim e pra onde vou, passando horas dando voltas pelo quarto, me olhando no espelho esperando que ao menos aquela imagem de mulher fraca e devastada me responda quem sou eu...
Meu momento de dizer que acabou e que não mais sentirei teu cheiro por entre os meus cabelos, é o momento que mais me destrói, é o instante em que vejo diante dos meus olhos, a tua imagem me dizendo adeus.
Minha prova de que ainda existo após não querer existir, é necessitar buscar uma saída para não sucumbir de tanta tristeza.
Minha falência é ter a certeza de que logo que o sol raiar e as folhas secarem, num outono qualquer, tudo voltará a acontecer, e novamente verei face a face meu verdadeiro eu, um eu que sente a dor, sofre a ilusão, transborda de tristeza, decai de agonia, sente medo do depois, dá asas a imaginação, mente pra si mesma, se dedica a encontrar, mas não morre de paixão.
Porque resta a esperança de quem sabe encontrar o que não há em meus meados, de pensar e logo amar.
Resgato-me lá do fundo, sinto o cheiro do verão, outro dia é outro tempo, outras marcas, outro olhar, outra face do segredo, que jamais irei contar.
prometi pra mim mesma e peço muito à Deus que me permita viver o suficiente para olhar as fotos e enxergar nelas a realização exata da minha vida, e entender que é a hora de partir.
Buraco de minhoca 🪱
Estou aqui para falar
O deslize é só nosso!
Para todos
E para mim mesma
A vida está um caos
Sei
Não posso passar um pano
E pensar que tudo vai ficar limpo
Para o agora éimpossível!
Mas olhe
Pensando bem
É possível sim
Vou sussurrar no seu ouvido
O que é preciso para tudo acabar
Não se espante
Na real
Estou bem
Tudo parece que vai desabar
Será que é possível?
Estou sem forças
Acho que agora vou esperar o fim
Não se espante
Na real
Estou bem
Ei, olha para mim
O universo é grande
O tempo não volta
E se voltar,
Vou pegar carona
Nesse buraco de minhoca
Talvez para ir em outro lugar
Ou,
Lembra?
O espaço e o tempo?
Quem sabe, voltar ao início de tudo
E quem sabe
Mudar algumas coisas
Chorar pouco
Só o suficiente
Para lubrificar os meus olhos
Abraçar mais
Até os meus braços doerem
Beijar muito, muito!
Até a minha saliva secar
Colar o meu corpo no seu
Até sentir o prazer
E morrer por alguns segundos!
Dizer muitas vezes
Um bilhão de vezes
EU TE AMO
Agora e sempre
Agora e até a eternidade!
Não se espante
Na real
Estou bem🙂
Algumas vezes, triste,
dentro de uma trincheira
em mim mesma construída,
fico presa na partitura da vida
tentando ser especial canção
que alcançando as paragens todas
se expandisse em alta voltagem,
atingindo os caminhos
por onde teus passos vão...
Disse a mim mesma que nao escreveria mais nenhum pensamento sobre você mas nao consigo...
Como penso em você, lembro em vários momentos do meu dia a dia
Hoje fico a pensar em o que faria se tivesse um momento contigo pra você parar e prestar atenção em mim, se tivesse essa oportunidade o que faria?
Não sei, prefiro esperar deixar acontecer naturalmente, viver o improvável, o imprevisível e senti-lo intensamente me entregando como eu mesma...simples assim
Ansio para este momento de te ver te encontrar e viver o que não posso evitar
Será que é tão errado assim?
Vivo a cada dia por mim pelos meus..mas não consigo viver sem pensar em ti..
todos os dias
Em busca de um consolo da sua ausência, falo para mim mesma.
Não vale apena ele nem merece isso, sai dessa você consegue.
Mas verdade seja dita, é mais difícil que pensamos.
Ando tão anestesiada do autismo que quando passa a crise, eu pergunto pra mim mesma?
- Já passou? Posso voltar pra sala de recuperação?
SAINDO DO CASULO...
Agora, sou apenas um casulo de mim mesma onde borboletas se debatem querendo voar, e quem sabe nesse desencontro entre atalhos e reversos eu possa me encontrar.
Quando pedi desculpas a mim mesma por não ter acreditado tanto quanto poderia, por não ter lutado mais, por ter duvidado da minha capacidade e por ter falhado em uma busca tão importante, a desculpa que dei à minha criança interior por não ter realizado seu sonho… ah, essa desculpa me rasgou. Chorei horas e horas, solucei, e o desespero se fez batuque em meu peito. Já falhei tanto comigo mesma, já me deixei para trás tantas vezes, tudo isso por me ouvir pouco e por acreditar pouco em mim. Eu sei que pedirei perdão a mim mesma a cada dia, e nada nem ninguém me fará pensar o contrário de que eu poderia ter feito mais. Sim, eu sei que terei de me perdoar; estou tentando e me resgatando a cada dia, mas isso não significa que não doa. Isso dói, como dói… A cura dói. Que bom que existe a possibilidade de resgate. Sei que posso ser salva. Talvez por isso eu seja tão boa no que faço; talvez seja porque também necessito desse cuidado, por sofrer e ser tão humana. Ao acolher o outro, também acolho a minha dor. Talvez seja sobre isso, diante do processo de cura: sentir a dor e transformá-la em um resgate diário. Também percebo aprendizado na dor; ela me mostra como sou forte diante de tantas fraquezas. Se você me vê como uma pessoa forte, saiba que grande parte disso vem de marcas e lutas. A dor me fez levantar e seguir; eu escolhi isso. Pois jamais permitirei ser vítima. Eu escrevo minha história e a protagonizo, e para isso terei de rir e chorar. E não leve isso como algo ruim; é bom, é uma vivência real e soberana do meu ser. É o que me faz ser tão, tão, tão… Eu.
Meu presente é um presente do céu. É o que digo a mim mesma toda manhã, quando abro os olhos.
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