Migalhas de Amor
Pare de se esforçar por migalhas. Não implore por atenção de quem diariamente demonstra que te usa.
Que se entenda eu não escrevo para nenhuma geração, não procuro que migalhas de atributos sejam dadas às minhas palavras;
Antes uma criatura feito eu escreve para si, tudo manifesto para o Eu, e não o Eu que vos fora dado à saber;
Quem afirma para si, que se achou nas minhas palavras, com certeza perdeu-se.
Não há resposta para vós aqui, idem e procurai em outros sítios;
Fiz uma vez uma desprezível criatura aos olhos de criaturas ainda mais desprezíveis humanas, provar o verdadeiro Amor, ela aprendeu e ganhou asas para voar.
Tudo quanto se pode convencionar à respeito de um Eu assim, não chega a ser próximo da minúscula coisa que concerne à verdade do mesmo;
A música que toca no fundo sou eu quem a fez, tudo nela bem definido, e vocês gozam da felicidade quando escutam-na;
Todo tipo de crença que estais depositando no incerto, cabe sempre à vós responder pela mesma...
Que não são daqui já se tem manifestado como um fragmento da verdade;
Bom, são de vários sítios excepto daqueles que se afirmam com convicção;
Alcançarão a verdadeira humanidade quando aceitarem as diferentes formas de existir;
A correção do tu é individual, procede que ninguém interfira nesse processo;
Que não se venham a manifestar àqueles que farão das minhas palavras as suas, responsabilidade tomem das deles;
Nisto me firmei acima da ilusão que leva a tolices dos homens;
O homem que se dobra uma só vez para si, alcança um já para o auto conhecimento ainda mais profundo de si próprio;
Consagrei para que sabido fosse, que o único mundo o qual o homem viveu e foi verdadeiramente amado, fora no ventre da Mulher;
De certo que tal criatura feito Eu, não mais será achada;
Assim consagramos a vida;
In, Marduk os Olhos de um Deus
963
Quem está acostumado a receber e se contentar com as migalhas; nunca entenderá a paciência e o valor do que se espera.
Ricardo Baeta.
BARBA
Hoje não quero emoções de barba feita.
Antes as migalhas do pão amanhecido.
Servido na fétida e úmida sarjeta
Gastronômica de um viver já morrido.
Hoje no café não quero açúcar.
Quero gotas de sangue nos versos da poesia.
Com gosto de fel sem adoçar.
Morre uma vida quando acaba a fantasia.
Hoje amor não trago em mim.
Prefiro a morte a ficar sem teu pão.
De longe vejo a luz chegando ao fim.
Como ondas foi-se o emocional da razão.
Amar uma pessoa é o maior privilegio da vida e um dom de Deus, agora se arrastar e mendigar migalhas desse amor é a maior humilhação que um ser humano pode passar durante sua vida e quem sabe por toda eternidade, ame com os pés no chão, cuide de seu coração, pois você foi criado para amar e ser amado, existem milhares de pessoas prontas a corresponder com seu amor, se valorize.
Eu não quero restos, não aceito sobras e nem me acostumo com migalhas. Eu quero é tudo, eu quero muito, eu quero o mesmo infinito que eu posso te dar.
Não quero migalhas da vida, ceder por algo que não vale meu esforço, viver ao lado de pessoas covardes e egoístas. Que te invadem sem pedir licença e que cobram sem motivo a sua presença. Não quero a imagem de melhor homem, de um sonho. Quero a verdade, a crítica construtiva, quero enxergar meus defeitos e ter alguém com paciência para mudar cada um sem a necessidade de pedir nada em troca. Quero ser o melhor de mim pra quem realmente mereça. Quero a paz de um encontro sem pressa, sem planos incertos, sem vaidade e sem carência. Quero o apego natural, espontâneo, o carinho fora de hora, o beijo roubado nos lugares mais inusitados. A química diária, o toque, o gosto que fica de quero sempre mais. A saudade que invade, mas que deixa viver. O encontro sem hora marcada, o olhar que grita em silêncio. Quero tudo assim, sem que nenhuma expectativa seja criada, apenas a história escrita no imaginário do dia a dia, do viver cada dia, do dormir e amanhecer ao lado de quem realmente preencha meus dias.
Infelizmente os mendigos, ainda existem sobrevivendo de migalhas. O egoismo se alastrou tanto que queremos fazer o amor sobreviver de migalhas também , dizem que o amor tudo suporta, mas como qualquer ser vivo não coexiste se não houver alimento, esse sentimento que nos faz suspirar, murchara num beco escuro chamado narcisismo...
Já abandonei as migalhas, os meios termos, as ausências. Já abandonei as incertezas, as confusões, as dúvidas, os medos e receios. Abandonei a falta de jeito, a falta de coragem, a falta de amor, a falta de fé. Abandonei tudo aquilo que nada me acrescentava. Quando a vida precisa florir a gente precisa colaborar. Temos mania de acumular o desnecessário. A arte do desapego custa para acontecer e para a gente aprender. Queremos ter o controle de tudo e por medo de aceitar que as coisas nem sempre serão como a gente espera, a gente às vezes aceita os pedaços de emoções que nos dão, aceitamos as desculpas que são criadas, aceitamos o sentir bagunçado do outro. E depois nada faz sentido. Atropelamos tudo. E ainda culpamos o universo por não conspirar a nosso favor. A verdade é que não podemos colecionar migalhas, emoções controladas e limitadas. A gente fica com a parte inteira, o prato cheio. Do contrário disso é pedir para viver uma vida vazia. Sem cor. Dependendo da boa vontade do outro. A vida não é feita de doação, ela é feita de alegrias somadas, de histórias bem escritas acompanhadas de quem de fato faz bem. Nada de somatizar quem não agrega. A vida é curta para ser passada mal acompanhada.
Migalhas, pedaços e metades já não me interessam mais.
Estou querendo o que vem por inteiro. Leve. Livre. Simples assim.
Migalhas de pão
Pra saciar tua fome
Vida na contramão
A saudade responde
Mas teu olhar esconde
Esconde o Medo
Esconde a verdade
Esconde o desejo
E a felicidade
Esconde a beleza
Esconde a vontade
Esconde a riqueza
Da realidade
Estou aprendendo a ser. Tenho me feito, às migalhas. Confesso que isso tem me retirado um pouco do submundo, do ridículo das sobras humanas. Não que a companhia das estrelas me seja ruim, mas elas sempre somem ao dia e em algumas noites dormem mais cedo enquanto se enrolam de nuvens. Me deixam só. E eu quero algo que não me deixe sempre. Que não me deixe nunca.
"Mágoas de ontem, migalhas de hoje."
Juntando os cacos meus.
Reconstruindo-me,
para voltar a ser quem sou,
sem voltar ao ventre da mãe,
mas renascendo do meu próprio,
para dar a luz a mim mesma.
Quen não tem coração!!! que viva das migalhas, da intenção sem o poder de justificar oq nunca fez por si mesmo...é isso ai acreditarACREDITARacreditar SEMPRE!!!
Olha, não me leve a mal, mas eu sou boa demais para isso. É sério, eu mereço mais do que migalhas, mais do que isso que você tem a me oferecer.
Eu tenho tanto amor em mim, tanta coisa boa! E apesar de toda e qualquer decepção, eu juro que ainda preservo todo sentimento bom que possa existir.
O problema é que ofereço demais, me dôo demais, me entrego demais, sem receber nada em troca. E isso não está dando mais para mim, já passei por tanta coisa nessa vida! Foram tantas decepções, tantas desilusões, já cuidei de tanto coração ferido que se curou e me deixou aqui, ferida... e nunca ninguém vem me curar, ninguém vem se doar. Então, chega! Se estiver aqui para me oferecer migalhas eu não quero. Fique com elas para você, não vale a pena te dar amor e não receber nada. Porque todo amor deve ser recíproco, se não for, é porque não é para ser. Não vale a pena amar por dois, querer por dois, sentir por dois.
Então, adeus.
