Meu Eterno Amante

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Cego estigma

Barragem explodida de lama impura,
desce o morro derrubando meu tudo,
me fere, mata, destrói e ver, me apura,
embora, sobrevivente deste absurdo!

O que ignora lama enfurecida de vício?
Se sou pessoa, sou criança, sou a cria;
sou planta, sou animal, menos seu cio!
A tua soberba gananciosa é vil autoria,

desta lama desastrosa que me vitima,
me faz órfão desta miséria do mundo,
onde tua ganância, a ambição estima!

Na minha inocência te mostro a língua,
a esta escorrida lama de cego estigma,
em que o poder aumenta e não míngua!

Inserida por marialu_t_snishimura

Instinto selvagem

Cuido de mim que sou onça selvagem;
O meu rugido estronda floresta afora,
passos velozes deixo sobre a aragem
e sobre as árvores fico pra por a mira...

Pois, da justa forma que me caçam, caço,
a generosidade é somente da natureza,
pelo instinto que fez livre sem duro laço
na selva sem mestrado da cruel certeza!

Em que no tudo se foca a padronização
do quanto mais se pode, mais se explora,
amansa, amassa e no dito, a regra, a lição!

No mais cuido de minha vida de onça
dos outros animais, cuidam a criação...
Entre uns, se extinguem nalguma lança!

Inserida por marialu_t_snishimura

Perigeu em órbita

Perigeu meu cosmo em órbita
Entre os períscios, projeto de luz
Hastilho as estrelas que reluz
No faetone de uma reta!

Meu giro certo feito falena
Pouso no céu faisqueira
E na terra todo o bem conjuro
Sem rasto de mal ratinheiro!

Sou ninféia de dons celestiais
Em fradice ensina os frades
Eu não tenho mais que ais!

Dado que, conto meu passo
Que contérmina não se escondes
Á ser livre e conter-me no espaço!

Inserida por marialu_t_snishimura

Entre elos

Ah! Meu amor tão ardente,
Coração em brasa quente!
Na boca o beijo puro, doce,
No amor somente eu e você!

O ninho aconchega a cama
Entre lençóis a perder-me!
Embebo do mel que derrama
No meu feitiço a envolver-te!

Nesta hora a esperteza,
No corpo esguio e belo
O carinho faz destreza!

O instinto faz-me o zelo
Enverda-me na correnteza,
O coração e a flor em elo!

Inserida por marialu_t_snishimura

Meu novo sol

A noite é triste e longa,
mas em mim a certeza, que amanhã
um novo sol vai raiar;

tenho me sentido tão sozinho
e penso em gritar mas não tenho voz,
eu queria te encontrar
mas há uma barreira entre nós.

e me sinto perdido ...
entre lagrimas e devaneios
e eu esperava a alva cair,
mas o meu novo sol já veio.

e o dia vai ser melhor
e a dor e a tristeza terá fim
pois um novo sol brilhará
a cada manhã sobre mim.

Inserida por samuelmoreiradelana

epílogo

se te pareço ingrato
cerrado
olhe o meu aparato
verás que não sou errado
nem sem tato
apenas um saudoso
do meu lugar exato
amoroso
onde eu fui e sou
verboso
pois, aqui acabou
o que vim fazer
e se fico ou se vou
é escolha, não só prazer.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

eu que nada sou.
que nada sei.
só tenho de mim
o meu corpo.
e faço dele,
histórias que
jamais conseguirei
contá-las.

Inserida por rubobrobsky

Meu palpite sobre o amor, o amor não é aquilo que todo mundo diz que é, às pessoas não conhecem realmente o amor, o amor é simplesmente inexplicável, só quem realmente conhece o amor são aqueles que acreditam em Deus, porque Deus é o amor.

Inserida por Patrik357

Uns choram, alguns falam
Eu aqui simplesmente me calo
Meu sofrimento é em segredo
Minhas lágrimas são invisíveis
E minha melancolia acompanha
A longa decaída do meu ser
Até o ponto de dizer
"Morri por dentro"

Inserida por CastelhanoWolf

Notou as lágrimas alheias
Mas as minhas são invisíveis
O som da minha voz é inescutável
O meu semblante é indecifrável
Aos seus olhos sou uma estatua
A qual não se move e nem se fala

Inserida por CastelhanoWolf

Fico muito agradecido por estar sempre ao meu lado na hospitalidade da moradia de minha vida, eu me aceito pelo quem eu sou e não pelo que queria que eu fosse. Eu não seria capaz de escrever uma história de amor sem você na minha vida, e certamente escreveria sobre as dores já vividas, cada um de nós é a soma total dos momentos que já tivemos, com todas as pessoas que já conhecemos e são estes momentos que se tornam nossa história como se fosse uma coleção de nossas músicas preferidas que ouvimos na nossa mente repetidamente, sem parar. minha teoria é que momentos de felicidade acaba fazendo você sorrir para o vento , após vivenciar um expendido momento no passado. Quais são os benefícios do presente, quando os flashes das lembranças daquele dia não será apenas passado amargurado, por não ter mais ela do seu lado. As águas dos riachos que faz você reviver as sombras do passado, que recolher os cacos dos pedaços do estilhaços do passado, para definir o que é o coração estraçalhado. Porque foi recordar de algo do que se tornou uma cicatriz, e lembranças dos riachos causa o impacto, de não poder reescrever tudo aquilo que vivenciou em páginas escritas que virou um rascunho. A minha teoria diz; " Não se torne prisioneiro do seu passado a cada amanhecer é uma nova chance para escrever uma nova página de sua vida".

Inserida por WellisonPoeta

CRISTO (soneto)

Quando a teus pés oh Cristo Amado
Desces da cruz e pende no meu peito
Ungindo de amor, luz num tal respeito
Que fazes do meu cigalho imaculado

Eu, pecador e, um tanto imperfeito
Sinto-me nos teus braços, levado
Orando consolo em ti crucificado
Arrebatado no amor, eu a ti preito

Mas quando me vejo, enevoado
De pouca fé, um coração estreito
Perdão! No abatido envergonhado

Fraquejado, pouco ouvi o preceito
Me empanturrando no vil pecado
Só em ti Cristo! És o acaso perfeito!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

As horas correm,
Eu apenas rastejo ao seu calcanhar,
Fico mais próximo de meu fim,
Um nada, impossibilitado de amar.

Eu sou tudo além de mim,
E simplesmente nada além de tudo,
Pois a inexistência do nada,
Coexiste com meu querer, um salto no escuro, uma loucura transladar.

Inserida por renan_ribeiro_cr

SONETO SEM SORTE

Amor, quantos espinhos há na tua haste
Arranhando a solidão aqui no meu peito
Errante nos sóis e chuvas, sem ser eleito
Entre estações sós, num triste contraste

Saudades passam, e não passa o efeito
Porém, tu e eu, amor, no mesmo engaste
O fado faz que a desventura nos arraste
Por outonos, num desfolhamento do leito

Pensar que custa tanto, tanto desgaste
Quando poderia ser diferente, ser feito
Com companhia, desde que chegaste

Mas tu e eu simplesmente sem preceito
Ali onde o passado no remorso choraste
Semeamos a sorte sem nenhum proveito

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Você é o meu substantivo quando eu sou o artigo. Você é meu verbo e sujeito da minha oração. Você se torna meu adjetivo quando eu termino essa declaração.

Inserida por Moisessilvm

Soneto do amor

A ti reservei o meu amor,
Do qual fez pouco,
Transformou-o em dor.
Como você foi louco.

Eu que tanto te amei,
Sofri feito louca.
Contigo me enganei,
De tanto gritar me fiz rouca.

Outro ocupa o teu lugar,
Outro que não vai me machucar,
Como você tanto o fez.

A vida é assim amor,
A fila anda e ninguém,
Ninguém quer viver de dor.

Inserida por leandromacielcortes

SONETO PELO CAMINHO

O meu fado pôs a me versejar
Pelas trilhas do destino nefando
Me fez chorar, rir, foi interrogando
Acerca do amor pôs a ignorar

Subi e desci, e a vida foi forjando
Desafinei certamente ao disciplinar
E pude segredar na noite de luar
Assim, estórias foram desfiando

Por vielas, ruas e, becos a andejar
Andei, e ele comigo foi andando
Pelos caminhos o diverso a poetar

Agora, o canto maduro, no comando
Lembranças, tudo tem tempo e lugar
Na estrada, continuo caminhando...
(até Deus chamar!)

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20/01/2017, 14'00"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO TRISTE

Hoje acordei com meu verso triste
Escorrendo pelo papel só inclinação
Cabisbaixa a inspiração e, pelo chão
Querendo lira na sorte que não existe

Pois, cada cisma, na cisma consiste
E o prazenteiro é em vão, e assim são:
Desferrolha fagulhas infeliz do coração
Petrechando a consternação em riste

As minhas angústias querem expansão
Minha dor, está ali sozinha, é imensidão
Tão calada, não entenderão o que sente

Aí quem me dera, não a ter! Pois então?
A tenho!... E pouco cabe na solidão...
Quando caberia aqui: - verso contente!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro, 2017, 05'55"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Movimento -

Dos Astros o movimento
é a força do meu andar
um andar sem pensamento
na alegria de só estar.

Estar todo, por inteiro,
no instante, no momento
dar à vida voz, primeiro,
só depois ao sentimento.

Na verdade é ser destino
dando vida a cada ser
e ir errando p'lo caminho
até faz parte de aprender.

Talvez tenha muito errado
não me arrependo do que fiz
o passado é só passado
o que importa é ser feliz.

Inserida por Eliot

Congelar seu olhar ao meu
Pra juntar meu corpo ao seu

Inserida por augusto6tavares