Meu Amor Viajou
Poema do Amanhã
Entardecer adiante meu velho horizonte, cheio de ternura avermelhado, as vezes com cheiro de chuva, as vezes com cheiro de queimado!!!! Saudoso horizonte que não desiste. De em inúmeras formas o sentido de existir...
Dor
Você é o melhor poema,
Que o meu coração eternizou,
Sua ausência é um dilema,
Devido a saudade que deixou.
Pétalas coloridas e perfumadas,
Encantam esse necessitado ambiente,
Coração cansado da dura jornada,
Coração puro,quebrado e carente.
Coração que caminhou o duro deserto,
Que navegou os grandes mares,
Que teve a coragem sempre por perto,
Coração que foi privado de manjares.
Você é o inexplicável,
De um mundo imensurável,
Desejável e amável,
De segredo,insondável.
Segredo de um momento vivido,
Naquela noite de êxtase e prazer,
Como foi bom ter conhecido,
E no meu coração, a ter.
A maldade do destino,
No universo de um menino,
Como o soar de um sino,
Causando tamanho desatino.
Silêncio e solidão,
Sentimentos e emoção,
Tormento e devoção,
Fragmentos e ressurreição.
Lourival Alves
Hoje me cansei das sirenes, vou fechar o meu armário pela última vez
Velhas fotografias fixadas na porta, cenas que eu escrevi uma longa história
Por aqui eu deixei a minha juventude, e tentei com amor dar o melhor de mim
Ser bombeiro é algo incrível e o fio da navalha, entre a vida e a morte
Nas cortinas de fogo, eu nunca fui herói e nas águas bravias do mar, eu também senti medo
Mas vi no olhar, do sorriso daquele, que eu pude tirar das mãos do perigo
Não fui herói, nem salvei meus irmãos, só fui instrumento um anjo de Deus
Estou indo pra casa, a vida continua e sempre haverá um toque de emergência
Aos meninos que chegam e aos bombeiros que vão
Que fique pra sempre, o amor a missão, de olhar se inteiro ao serviço do bem, seja ele qual for sem olhar a quem
Seja rico ou pobre, raça ou religião quando sem esperança estender suas mãos
Mas eu vi no olhar, no sorriso daqueles, que eu pude tirar das mãos do perigo
Não fui herói, nem salvei os meus irmãos, só fui instrumento um anjo de Deus
Nem sempre o meu importante,
é o mais importante...
Mas de que importa o importante;
se sempre nos prendemos ao resultado final mesmo.
Então adicione o que lhe faz importante,
pois que o outro observará o que lhe é importante...
Basta apenas que se sintam bem, curtam o momento
Sei que o momento e difícil más seguirei contigo sua simplicidade e honestidade mexeu comigo meu querido amigo estarei contigo aqui e no infinito.
Durante a madrugada eu acordo, sinto que meu braço esquerdo está meio dormente e vejo que ela dormiu no aconchego do meu peito e prendeu meu braço. Quando tento move-lo um pouco, sem atrapalha-la, para ficar mais confortável para mim, ela, sem acordar, ajusta mais seu rosto entre meu peito e meu braço, joga sua perna esquerda sobre a minha direita e passa seu braço por cima da minha barriga me abraçando ainda mais calorosamente. Um sorriso que com palavras não consigo expressar o sentimento que flui pelo meu coração se desenha em meu rosto. A fraca luz de led azul da mesa onde meu computador está, ilumina a linda pele morena de seu doce rosto e eu reparo em cada sutil e delicado detalhe dos traços que compõe minha amada. Seus olhos fechados, levemente puxados, semelhantes a uma japonesa, perdidos em um mundo de sonhos que em mil anos eu não imaginaria. Seus cabelos negros jogados entre o travesseiro branco e o colchão azul claro da cama, sua respiração calma e tranquila está no mesmo ritmo da minha e nesse momento eu me toco de que meu coração bate calmo, meus pensamentos ruins e preocupações do dia a dia se vão; e eu percebo que naquele momento, naquele instante da madrugada, não existe lugar no mundo que eu queria estar mais do que ali. Ali era perfeito e ali eu peguei no sono novamente
O silêncio é meu professor mais novo, um velho cheio de rugas fundas duro e confuso, não responde perguntas, olha dentro de mim como se tudo que já tivesse uma resposta.
Gildásio de Almeida Souza
evangelista da silva
Era meu primo, Dazinho, o extremo do racional...
Uma Comédia Divina, não fosse trágico o seu fim
Lá nas bandas do Sul da Bahia, às margens do Rio Almada...
O cenário fora Coaraci... um lugarejo acanhado e frio...
Entretanto, um tanto quente para se matar gente.
Gente estirada nas ruas às madrugadas e vista ao amanhecer...
Deixara Santo Antônio de Jesus, - a terra mãe estuprada...
Para trabalhar naquelas plagas cinzentas e montanhosas.
Em lá chegando casado... descasara... O tempo é o Senhor!...
Nasce a criança de quem sou padrinho, - o fruto de uma dúvida
E brutal incerteza de sê-lo pai. Um inferno abala a sua vida...
Lembro-me de um dia Tê-lo dito que a vida é uma cachaça!...
Cônscio, embora constantemente encachaçado, negara-me
A infeliz filosófica em mal traduzir o existir de infinda mágoa,
Em meio a um silêncio ensurdecedor que lhe destruía su'alma.
Assim, como uma criança espancada sob a maldição do coturno,
Partira o meu amado primo para o desconhecido mundo,
Deixando para mim ao certo, a incerteza da verdade...
Ela foi-se sem dizer que iria. Nem disse adeus, a importância não se importa.
Dedilho o meu violão sozinho e a música segue.
Guerra!
Eu desejo Guerra contra meu coração
Quer me jogar num abismo por causa de uma decepção
Ela que vá para o inferno com suas amigas,
não vai roubar meu sorriso, paz e alegria.
Moreno chega mais pra cá
Meu dengo vem me chamegar
Seu jeito de balancear o corpo inteiro
Faz meu coração bater ligeiro
Assim eu vou me apaixonar
Meu paredão é dentro do mar
Mestre nunca me derrubou
Eu entrei no oceano nas asas de uma baleia
Mas eu fui no fundo da areia
Um boto foi que me levou
Quando a sereia cantou
Eu comecei a olhar
Mestre nunca me derrubou
Meu anjo de guarda noturno
Você é quem sabe de tudo
E quando eu peço proteção
Não é pra fugir do ladrão
Nem pra me esconder na igreja
Eu quero que Deus nos proteja
Das dores do coração
Meu anjo de luz que ilumina
compositor da minha sina
não deixe que espinhos me ceguem
Guarde meus caminhos que seguem
Só pra você
Eu tenho os olhos e meu coração
Espero o teu sorriso e as tuas mãos
Não esquece, o Sol renasce amanhã
A vida, enfim vivida de manhã
