Metáforas em Poesias
A metáfora do humano animal ferido
O animal quando assutado, acoado e ferido, foge loucamente em busca de um lugar seguro para se proteger.
Foge da maneira que pode. Se arrasta, manca, manca, manca, manca...
Se desloca até o mais longe e isolado possível, lá chegando, se encolhe em um canto e lambe a ferida com a finalidade de estancar o sangramento e lá aguenta suas dores. Resmunga, chora, grunhe, lamenta sua má sorte. Após isso, se encolhe em uma bola de pelos e lá permanece. Após alguns dias sem comer ou beber água, esboça os primeiros passos de um recomeço. Anda com dificuldade atrás do que comer e beber. Magro e fraco, sobrevive como pode. Assim se reergue, até que surja novamente outro "humano" que o maltrate novamente e torne esse processo um ciclo.
A questão é que isso não é só com com os animais. Nós humanos também somos assim. Lambemos nossas feridas, aguentamos nossas dores, nós isolamos e choramos, emagrecendo e recomeçamos, até que permitamos que outros venham e nos maltratem novamente até aprendermos a saber qual o nosso valor, nosso território, nosso lugar. O humano também tem sua semelhança animal. Estamos todos aprendendo a viver na selva urbana.
As estações do ano são uma metáfora poderosa para refletir sobre a natureza da vida e sobre como nos relacionamos com as mudanças que ocorrem ao nosso redor. Assim como as estações se sucedem em um ciclo constante, nossa vida também passa por fases distintas, cada uma com suas próprias características e desafios.
Na primavera, vemos o renascimento da natureza, com as flores desabrochando e os animais se reproduzindo. É uma época de renovação e de novos começos, em que devemos buscar o crescimento e a expansão de nossas vidas.
No verão, o calor e a luz do sol nos energizam, e temos a oportunidade de colher os frutos do trabalho realizado na primavera. É uma época de plenitude e de celebração, em que devemos aproveitar os bons momentos e buscar o prazer e a felicidade.
No outono, as folhas começam a cair e a natureza se prepara para o inverno. É uma época de reflexão e de introspecção, em que devemos avaliar nossas conquistas e nos preparar para os desafios que virão.
No inverno, a natureza se recolhe e o frio nos faz buscar abrigo. É uma época de quietude e de introspecção, em que devemos refletir sobre nossas vidas e nos preparar para os novos começos que virão na primavera.
Assim como as estações se sucedem em um ciclo constante, nossa vida também passa por fases distintas. Devemos aprender a nos adaptar às mudanças e a aproveitar cada fase da vida da melhor maneira possível. Se soubermos lidar com as estações da vida de forma equilibrada e consciente, poderemos colher os frutos de uma existência plena e significativa.
Metáfora
A vida é um floco de neve.
Também pode ser uma lata de lixo se você prefere;
A vida é como uma prece.
Mas também pode ser uma melodia simples;
A vida é uma vidraça.
E também pode ser um gume com duas facas...
...
Fulgurei no picadeiro ao transformar dor em metáfora. Maquiei a minha retórica e retoquei a sua anáfora.
Recitei tais repetições ao esgotar minhas alegorias. Evitei as contradições e mergulhei na poesia.
Cunhei minha resiliência ao acordar da letargia. Carreguei as raízes nas asas e abdiquei da nostalgia.
Amputei um passado longínquo ao bancar tal decisão. Alinhei o que era oblíquo e persisti na fulguração.
A noite é o novo dia
Metáfora são estas palavras que escrevo já no entardecer,
Candentes emoções escritas na alva frialdade destas letras,
Aproximação súbita dos versos que me parecem distantes ...
A noite nos transporta até o amanhecer!
Essas palavras perfazem imagens,
Põe retratos diante de nossos olhos.
É necessário que um sonho seja devaneio para que algo aconteça?
É necessário que um certo sonho seja quimera para que algo seja dito?
Em certa medida na ausência do imaginário,
É possível abandonar-se na realidade!
Noites raramente comentadas,
Contudo dias não menos fundamentais.
Uma metáfora
A nossa história não chegou ao fim.
Apenas adormeceu nessa estação,
Mas segue germinando
Para florescer numa outra dimensão.
Adormeceu numa metamorfose
Precisa e dolorida
Em busca da liberdade e da beleza
Da sua própria maturidade.
E como as folhas que caem no outono,
Deixou vazio os ramos que desenham o coração.
Mas ele sabe que em uma vindoura primavera
As flores irão desabrochar,
Encher de alegria e colorir a vida
Por hora tão sentida.
E a mim, resta nesse recolhimento
O reconhecimento abnegado
De que não era a hora determinada.
Esperneei, lutei, sofri, chorei e quase me entreguei.
Amarguei todas as dores que aguentei.
Expurguei a solidão e fiz do coração
Um umbral de dolorosas sensações.
Fazes da metamorfose
Que agora me faz entender
A importância da liberdade
Que eu nunca soube dar
E nunca soube ter.
A gaiola se abriu e me recusei a voar,
A vida me empurrou penhasco abaixo
E aprendi na marra, alçando voo solo
Sem a presença da sua mão.
Estou em pleno sono outonal.
A força dos meus sentimentos,
A certeza do reencontro,
A imensidão do meu amor,
Me farão completar a metamorfose
E conseguir a leveza necessária
Para numa outra primavera,
Revestida de borboleta,
Ser eu inteira.
Então merecerei a tal felicidade.
Sério.
Eu nada represento.
Não escrevo por elogios.
Há uma necessidade das palavras.
Há metáforas e suposições.
Não há compreensão perfeita.
Eu não me exponho, enfim.
Deixo palavras soltas.
E as idéias se vão.
Se montam e desmontam
De formas diferentes
Ou vão-se com o vento
Das individualidades.
É como um escape
De intensões e tensões.
É a liberdade de brincar
E não ferir.
E as segundas e terceiras intenções
São privilégios de quem também quer brincar
Sem amadurecer o bastante
Para interromper o ciclo.
Pisca e vê, e nada sente.
Vê e sente, porque pisca.
A vida é uma metáfora, finita.
O passado é, apenas uma teoria, o futuro é apenas uma metáfora, mesmo sendo agora.
A existência resume-se ao tamanho de sua alma, seu ser.
Metáfora da Mesa
Se o filósofo filosofar peripateticamente como Aristóteles e andando pelos jardins à la Epicuro, a tendência é você desenvolver um temperamento blasé e fleumático, alguém que desfruta melhor da solitude, sem necessitar de apego desmedido aos outros.
Talvez, se deva buscar pessoas com esse tipo de disposição para à vida, senão, você pode acabar se tornando aquele sujeito com cara de paisagem no meio da "galera".
Desembrulhei a nova manhã,
ela é somente minha,
assim como essa metáfora
que inventei - registrei - bem levinha
Chamam-me poeta das imagens,
sem modéstia, tenho muitas,
quem as cola e usa que bom !
divulga meu trabalho de forma explícita
É preciso persistir
no ofício de peregrinar
a palavra é metáfora
fonte das almas
pastos de sombras
Livros & pensamentos
-
Envia-nos,
como viajantes
na haste do espírito humano
distintos em consciência
habitando nos quintais
desse mundo
-
Metáfora do Feijão com Arroz
" O Feijão com Arroz que comemos diariamente, que muitas vezes desprezamos para valorizarmos outra tipo de comida, é o que nos dar sustância e nos fortalece para seguirmos firmes na caminhada."
Explicação;
O Feijão com Arroz simboliza o sacerdote que diariamente traz para o rebanho o alimento.
O alimento simboliza a palavra de Deus.
E outras comidas simboliza os outros mensageiros que nem conhecemos, mas passamos a valorizar mais do que o Feijão com Arroz que comemos diariamente.
OÁSIS
Caso sejas comparado a um oásis, sorria! Não se sinta aliciado(a). Essa metáfora mostra o quão és importante. É a maximização daquilo que já é colossal. Uma iniciativa proveniente de quem tem por ti um grande esmero.
120522
Não gosta de mim? Vai catar coquinho..."Isso não é uma metáfora".
Engula este sapo... "Isso é".
—By Coelhinha
Meu coração foi retesado da forma mais cruel... Pela paixão e a razão;
A minha metáfora remete que haja uma direção;
Incentivando os sentimentos dentro do meu coração;
A metáfora do cataclismo poético é não vivermos de maneira que vemos o mundo
Mas como o desenhamos;
A mente humana é nossa maior fortaleza e fraqueza ao mesmo tempo, tudo depende de como alimentamos e usamos
Se vivêssemos em um mundo onde as metáforas fossem realidade, certamente, o seu sorriso seria o sol que ilumina as minhas manhãs.
Alguém escreveu: “A realidade exige mais que metáforas“. Eu respondi: existe algo mais real que o brilho sol, uma noite de lua ou um céu estrelado? Talvez não! O mercado é bem mais efêmero, portanto mais fictício e fácil de ser manipulado. Que bom que é assim !
Religiões são, por definição, metáforas, apesar de tudo: Deus é um sonho, uma esperança, uma mulher, um escritor irônico, um pai, uma cidade, uma casa com muitos quartos, um relojoeiro que deixou seu cronômetro premiado no deserto, alguém que ama você – talvez até, contra todas as evidências, um ente celestial cujo único interesse é assegurar-se que o seu time de futebol, o seu exército, o seu negócio ou o seu casamento floresça, prospere e triunfe sobre qualquer oposição. Religiões são lugares para ficar, olhar e agir, pontos vantajosos a partir dos quais se observa o mundo.
