Mesma Moeda
A Crueldade da Poesia
A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.
“Os animais foram criados
pela mesma mão caridosa de
Deus que nos criou é nosso
dever protegê-los e promover
o seu bem-estar.”
Madre Teresa de Calcuta
“Cada ser carrega sua própria jornada: ainda que nasça na mesma família ou no mesmo lugar, o caminho que trilha é único, feito de escolhas, sonhos e descobertas que só pertencem a ele.”
Roberto Ikeda
“Se sua vontade for verdadeira, interaja suas palavras, pensamentos e ações, com a mesma reciprocidade de outros corações.”
Desejo que tudo dê certo na sua vida.
Não vou desejar à você a mesma
maldade que fizeram contra mim.
Desejo que a arma da perversidade se transforme em benções, e que a vibração que você cria, acompanhe você.
Gratidão Universo.
O sangue carrega a mesma água que assistiu ao início dos tempos.
Se a própria pureza aprendeu a destruir,
abrace tanto os seus deuses quanto os seus monstros.
Modele com eles uma nova existência ou devore todos eles.
No fim, tudo deve servir de alimento para a sua ascensão.
"Sei que meu corpo esta envelhecendo, sei que minha cabeça já não é mais a mesma de outrora, mas meu espírito ainda é jovem..."
Eu achava que seria diferente, sabe?
Que iriam me olhar da mesma que enxergam os outros, que enxergam a opinião dos outros,
Mas eu sempre fui assunto de pautas exageradas, sempre fui um descaso pras pessoas, como se eu fosse um peso, como se meu silêncio fosse desagradável, como se a minha desistência de tudo e de todos incomodasse, às vezes me sinto em uma bolha, não respiro e nem sinto, eu queria ser um tubarão, sabia que tubarões são como humanos ansiosos? Eles parecem ser tão agressivos, mas eles são frágeis, se formos ver...só querem sobreviver no meio de uma imensidão profunda, eu poderia ser um leão, mas mesmo assim eu seria solitário, eu poderia ter tudo que eu quisesse, mas uma hora ou outra eu iria cair como um homem fraco que só pensa em si mesmo em todas as ocasiões, aprendi comigo mesmo que não podemos confiar, mas cada vez eu insistia, eu insisto em tudo...pois acho que é assim que se resolve, insistindo como louco, como um desastrado infame da vida, do desastre ocupacional, odeio quando falam que sempre fui uma criança brincalhona, nunca, eu só queria atenção, eu tentava ter carinho, eu barganhava o afeto, mas acho cômico que poderia ter tido aquilo tudo de qualquer pessoa da rua, que eu poderia cumprimentar qualquer vizinho da rua que iria preencher o vazio que minha própria família não concluiu.
Ao mesmo tempo, sinto que pareço o gato de botas, engraçado não? Tão destemido, insistente na vitória, cego por achar que deveria vencer em tudo, por achar que poderia vencer de qualquer batalha, de qualquer briga, mas no final, é só um gato ansioso...
Me sinto como Napoleão Bonaparte, independência ou morte, mas no meu caso? Eu escolheria a plena morte no resplendor da própria bandeira insignificante que carrego
É tão vazio por dentro que não me encontro, me sinto caindo... é estranho como esqueci do meu passado, não consigo me enxergar e nem me ver como aquela criança, aquele rosto inocente
Não encontro razão alguma para não comparar a política ao que há de mais ignóbil, pois nela mesma já transborda a imundície que a define. (Furucuto, 2025)
A verdade é flexível. Sempre há outra maneira de contar a mesma história, outro revés para jogar na narrativa.
