Mensagens sobre Olhos Verdes
De verdes folhas me vesti
De ocre, marrom e terra me pintei
O cabelo longo e escuro
Com penas de aves trancei
Tirei o peso dos ombros
Arranquei os sapatos também
Suspirei a brisa do Norte
Senti na pele aquecida
O toque dos ancestrais
Mergulhei na mata contente
Na companhia dos seres
Encantados e elementais...
MUCURI
Terra nobre, pequena e saudável!
Águas líricas, verdes campos...
Caminhos que levam à saudade
Mucuri, lamúrias por ter te deixado.
Fonte de prazer, do brilho ardente do sol.
Da frieza da brisa de primavera
Do cantar saudoso do colibri
Mucuri, horizonte azul de minhas quimeras.
Seu infinito é um pouco de meu pranto
Tuas muralhas afastaram-te de mim
Doce jaqueira, pequeno pomar de paz!
Mucuri, terra fértil onde nasci...
E essa chuva?
Chuva de sons, de silêncios
De verdes lavados e sapatos sujos
De pausa pro café
De reflexão mais demorada
Chuva de água na vidraça e palavras não ditas
Ou pensadas e depois lavadas
Chuva de alentos e pormenores
Que por maiores que sejam
Deixam essa água lavar...
Quem nunca sonhou em viver numa ilha?
Florestas verdes, água fresca
Praias de areias brancas, flores perfumadas
Animais exóticos e frutas deliciosas
Uma ilha, solta no espaço
Nossa Terra , nosso nativo lar
Nascemos e vivemos em uma ilha
Essa é a profunda verdade...
Até hoje, ainda não encontramos outro lugar
Não há outro mundo para habitar
Este planeta lindo e único
É nosso presente e legado
Nossa raiz, futuro e passado
Vamos despertar , e com amor
Reconstruir tudo que , às cegas
Nossa desumanidade e ganância destruiu
São tantas dúvidas
Até que ponto podemos acreditar nos sonhos?
Luzes verdes e vermelhas
Corpo estendido ao longe
Conversas com gente simples e sorridente
Nessas horas o véu da ignorância cai e nos damos conta do quanto somos ínfimos, do quanto damos importância ao que nada tem de importante e o quanto precisamos melhorar…
alei mar de minhas andadas
verdes lindas fui...
ao azul que se completa
nesses caros e longos sentidos que me leva
ao canto qual mas quisera...
me leva ares como de uma flecha
qual me entra de peito
e dentro me sopra
como o vento...
procurar me em paisagens
que me vejo perdido
por que sigo onde meu sentido faz estar
acolhido...
os abraços mas queridos
nada mas, é simples estar assim
sem desertos sinto-me...
em areias assim deslizo em grãos brancos
sobre o sol claro e um quente abraço
tremendo de calor qual nunca me faz frio...
mas com o frio é bem melhor
a natureza me fez querer o frio
qual descobri a não mas ficar sem...
um cair as chuvas molhou
e regando se formou
delicada ao proceder
sem saber as gotas a me molhar
admiro sim você...
e enxugo como lágrimas em meu rosto
de verdades sinto o gosto
de saber que é bom estar de novo
reencontrado sem notar
estou em qual quer lugar
que pensar.
Entre Galhos Verdes
O preço de qualquer coisa, é a quantidade de vida que você troca por isso. Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda. Para onde o pensamento vai, quando ele é esquecido?
Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência de medo.Qual seria a sua idade se não soubesse quantos anos tem?
Estou morrendo sem estar doente, estou morrendo de uma existência fria demais para resistir.
Sonhei que havia um pé de mangas verdes e amarelas num lugar de muito boa vista e que lá do meio da folhagem uma voz perguntava, baixinho: "Eles já foram embora? Será que eu já posso descer?"
Nas trilhas verdes, onde a luz dança,
A lente captura o instante que avança.
Pássaros no céu, em voo sereno,
E o pôr do sol, com brilho ameno.
Flores, rios e montanhas majestosas,
Natureza em suas formas grandiosas.
Cada clique, um pedaço de eternidade,
Imortaliza a pura simplicidade.
Em meio à beleza, já se faz presente,
Uma assinatura, um selo, um repente.
O logotipo, registro do olhar,
Que ao fotógrafo dá seu justo lugar.
Não é só a imagem, mas quem a molda,
O artista que ao momento dá sua solda.
Cada foto é uma obra genuína,
Honra o olhar que a visão aprimora e destina.
A marca registrada, guardiã do talento,
Protege a visão e o seu intento.
Em cada logo, uma história contada,
Cada foto, uma memória eternizada.
Leila Farias
Ondas verdes
Há um mundo sem censura
Pois renovo quando te vejo
O que já desesperançava tanto
Um modelo de ternura
Segurança e ansejo
Traz me um ar de encanto
Ondas mais verdes da calmaria
É o teu dom de mar me levar
No breve instante em que cruzo
O meu olhar no teu olhar
Sul do Brasil
Não faz sol
Faz frio
Faz chuva
Muros verdes
Céu cinza
Verão com frio
Europemos todos
Achei que era poema, mas era só frieza
Passou o inverno, os brotos espiaram verdes e ainda pequenos a luz do sol nova e dourada. Abraçaram-lhe aqueles braços de raios e os brotos se tornaram grandes flores e coloridas de multicores, soube-se então naquele coração que o inverno havia passado e demoraria a voltar. Um rouxinol pousou na ponta de uma crisálida aórtica e cantou, enchendo aquele porão de vida e assustando os fantasmas que fugiram atordoados para um lugar com ódio. Ali não havia mais rancor, nem culpas imperdoáveis, nem tristeza jorrando em riachos silenciosos. Então, o coração soube outra vez e de vez anunciou em retumbos galantes: "O inverno passou, vejam todos, chegou aqui o amor, o amor aqui chegou...".
Caminhos de esperanças
No caminho da esperança amarela
Simplicidades, verdes de incertezas
Monstros, cáritas, sombras de dúvidas
Avalanches, credos, carmas, sentenças
Questão de não entender ou desentender
Ausência do desejo do caótico controle
Do saber, pelo fluido cósmico, livre ou leve.
Vibrando ao leu, entre o tempo e o espaço.
O mistério acena, acendendo alquimia
Uma força fractal, vibração para dentro
Altar sagrado voltado ao centro íntimo
Sol Crístico, vívido, ancestral, uma luz
Dos trovões, impávidos, os delírios poéticos
Relâmpagos em versos bravios e proféticos
Lamentos de quem jamais viveu ou existiu
Altares desfigurados, entre luzes sombras
Janelas vazias, mosteiros de um Cosmo
Portas escancaradas, os gargalos do caos
Ventos que não movem os espirais sutis
Auréolas obscurecidas, sem luz ou ânima
Crepúsculos de almas que se encolheram
Crateras de estrelas, de lumes, de almas
Ausências de poemas, rigidez de darmas
Ancestrais feridos que não se fundaram
Pedro Alexandre
Viena
Talvez... Talvez sim.
Talvez isso passe, olhe, veja,
que belos campos verdes,
Paciente é o tempo.
Paciência de um fim de tarde.
Paciência de um ponteiro que bate.
Paciência de um casal em um parque.
Paciência de brisa que assopra a árvore.
Talvez... Talvez sim,
talvez com paciência, isso passe.
MARIETA E A BORBOLETA - João Nunes Ventura - 01/2025
Andando pelos verdes campos
Eu vi no jardim linda borboleta,
Que se apaixonou pela Marieta
Com cravo branco ela brincava,
E a borboleta de asas douradas
Não queria o cravo nem violeta,
Só pensava no olhar da Marieta
Que as lindas rosas ela beijava.
A borboleta pousava de alegria
Num amor de cores e perfumes,
Que das flores ela tinha ciúmes
Que rindo Marieta se encantava.
A borboleta de ouro ou de prata
Para bem longe um dia ela voou,
A princesinha na solidão sonhou
Que borboleta ao jardim voltava.
Na correria do dia a dia
Um momento de pausa é fundamental
visite áreas verdes, observe a natureza
Veja a seu redor quanta beleza
Faça caminhadas ao ar livre
Caminhe ouvindo o canto dos pássaros
dê bom dia ou boa tarde
a quem porventura encontrar
Isso desanuvia a mente
passa uma aura de simpatia
Gente contente
que não é indiferente
Ao que acontece do seu lado
Faça sol ou faça chuva
A natureza é sempre pródiga em novidades
Seja um belo sol nascente
um céu enevoado
ou um arco íris após a chuva
editelima 60
Janeiro/2025
Maritacas verdes fazem morada nesse telhado de estrelas e todas manhãs saem cantantes para suas vidas pássaros de ser.
Estudar botânica é compreender como o universo se manifesta em formas verdes que curam, alimentam e sustentam toda a existência.
Monsaraz da minha Infância -
Monsaraz da minha infância, clara estância,
céu azul, verdes campos, negra bruma,
no horizonte desse monte com distância
revejo minha Vida que se esfuma ...
Fica na memória! A Alma alcance-a,
guarde Monsaraz, branca como a espuma
na solidão do velho barco da infância,
porque a amo tanto, mais que mulher alguma!
Foi lá onde nasci, lá me irei a enterrar,
e se vivê-la é um imenso recordar,
recorda-la também é triste sofrer!
Aí Monsaraz dos olhos meus que trago nos sentidos,
devo-te quem sou, quem tenho sido,
da alvorada em que nasci ao meu triste anoitecer!
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