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Eu fui uma criança/adolescente estranha... quando menina gostava de brincar sozinha na minha casinha que ficava escondidinha no quintal; aos 13/14 anos lia K. Gibran e muitas vezes preferia ficar sozinha lendo ou escrevendo na minha Remington ( não sei bem o motivo... mas acredito que entre todos foi o melhor presente que o meu pai me deu), matava algumas aulas de religião e educação física para ir namorar na praia deserta durante o inverno. Detalhe importante: eu namorava o Mar.
Eu continuo estranha...
Quando era criança minha mãe dizia: Se puserem apelido em você não reclame, senão vai pegar!!!!
Quanto mais reclamamos daquilo que não gostamos, mais damos asas às pessoas do mal!!!
Nossos defeitos são mais observados do que nossas qualidades, quando se trata de uma criança, isso é uma coisa destruidora para sua Auto Estima!!!
Eu queria me abrir, mas não é possível pra mim
Se eu o fizesse, todos veriam
Uma criança amável se escondendo
Por trás de uma armadura de frieza e sarcasmo
O pente fino que minha mãe passava em mim quando criança,hoje continuo passando,tirando quem não soma,deixando quem interessa.
Se às vezes dizem dentro de ti está uma criança ferida, não reprimas as palavras.
E se eu dizer dentro de ti falta conhecimento e suporte de pensamento consciente perante situações adversas.
Assim o faço pelo crescimento e não o vitimismo.
Verdadeiramente real racionalizar a palavra ferida por acontecimentos negativos reprimidos pela falta do medicamento da lucidez das palavras.
Uma criança sempre será uma benção, somente para aqueles que entenderam o real significado da palavra futuro.
A escola que padroniza
é a mesma que produz trabalhadores dóceis
e transforma criança em homens que não perguntam,
apenas respondem.
Às vezes olhamos para trás e relembramos a nossa infância. Às vezes queríamos voltar a ser criança, só para ficar longe dos problemas de adultos. Ser criança é ser feliz o tempo todo, é se alegrar com quase nada, é ter atenção toda hora, é amar, perdoar e nem ligar pro que falaram pra você.
Graças a Deus, Ele me deu você para voltar a ser criança; com você os dias de calor são frios, e os dias frios são calor.
Meu Paraíso
A pureza de uma criança
é a mais bela obra que a vida já escreveu.
Não há tempo, dor ou tempestade
capazes de apagar a luz que nasce em um sorriso sincero.
Menina dos olhos cor de mel,
dos cabelos banhados pelo luar,
da pele alva que o sol beija com carinho,
e do sorriso que ensina meu coração a continuar.
Minha pequena de cachinhos dourados,
minha Dorothy amada...
Foi em vocês duas que encontrei abrigo,
um lugar onde o silêncio também é paz
e o amor fala sem precisar de palavras.
Quando vejo seus sorrisos,
o mundo desacelera,
as feridas esquecem de doer
e meu peito encontra descanso.
Em vocês, descobri um paraíso
que não existe em mapas,
não se mede em distância
e nem se explica em palavras.
É um lugar que só eu sou capaz de desbravar,
porque foi o amor quem me mostrou o caminho.
E, enquanto houver o brilho dos seus olhos,
saberei que sempre existirá um lar
onde minha alma poderá repousar.
Qualquer criança reclama ou destrói. Sabemos que estamos crescendo quando começamos a agradecer e a construir.
Quando a gente era criança
E a vida era simplesmente
Um lance um tanto mágico
Praticamente um Circo
Semi-monossilábico
Um circo onde havia até dança
Aquela dança
Que a gente não se cansa
Nunca...jamais; de se recordar
A Pá já se levantava
Com aquele sorriso a mais
E quando ela vinha pra sala
Trazia as duas outras atrás
A Pá corria pra lá
A Sí sentava-se aqui
Eu dava um pãozinho pra cada
Mas a mais malandra
Sempre foi a Sandra
Acordava emburrada
Não falava nada
Tomava o seu café
e depois dava no pé
As outras duas
A Pá e a Sí
Ficavam brincando por ali
Achando que eram princesas
Uma olhava e a outra ria
Minha mãe chegava e mandava
A Sì limpar toda a mesa
Enquanto a Pá lavava
A louça que estava na pia
Lá da sala, a Sandra ria
E assim começava o dia
Num tempo
Hoje tão distante
Que causa saudade cortante
Nesse pobre coração
Daquele, outrora sempre presente
Irmão de sangue, de alma
e de saudade
Edson Ricardo Paiva
Eu penso que ainda sou criança
e peço um pedaço de doce
eu queria um pouco de bala
Fico rouco de chorar
Minha mãe me chama
Pois meu tempo está passando
Eu penso que estou numa festa
provo a bebida que alguém me trouxe
Eu ouço o que você fala
fico louco pra dançar
Porém eu vou pra cama
Pois meu tempo está passando
Eu vejo e meço
O tempo que ainda me resta
a cada dia um desenlace
E o coração se cala
Nessa hora eu penso em orar
Pois Jesus me ama
E meu tempo está passando.
Eu criei em minha vida um caldeirão
Usei para isso a magia que me surgia
desde criança, quando em meus primeiros dias
ficava triste por não saber
A causa e o motivo das coisas que aconteciam
tanta emoção guardada aqui no peito
Querendo sair, era tanta coisa junta
Eu as fui transformando, então
Em poema e poesia
Escondendo ali minhas perguntas
E prossigo fazendo isso, hoje em dia
tanto tempo passou
Muita coisa me disseram e fizeram
Em muitos lugares tentei entrar
Mas ali, respirava-se outros ares
alheios aos meus, ali não me quiseram
Voltava então pra casa
E com o tempo eu aprendi
A tornar esses sentimentos
Em algo que pudesse dividir
Buscando a beleza
Que pode existir em toda tristeza
Compartilhar também as alegrias
Que eu sinto hoje
E que ainda me surgem do mesmo jeito
desde aquele tempo em que eu ainda vivia
buscando a causa de tudo que acontecia
tentando descobrir como funciona a magia
que pudesse transformar
em beleza e alegria
os tempos que eram apenas
os meus primeiros dias
Quando eu era criança
Sempre desenhava Sóis sorrindo
e nuvens com cara de nuvens boas
A vida foi passando
E tempo escoou por entre os dedos
Que há tempos não mais desenham
O Mundo não parece mais
Ser daquele jeito lindo que eu via
O coração anda cansado de bater à toa
Um minuto passa lento
e outro voa
A tristeza me maltrata com certo requinte
E eu chego a esquecer os minutos
Quando a gente vê, passaram vinte
Andei divagando
Lembrando de um pé de pitanga
Perdido nas mangas do tempo
Longas horas passei sob ele
Aguardando a chegada dos domingos
Que era quando eu sumia
Nunca mais houve tanta alegria
Nunca mais houve quase nada
Além de medo
Que não existia, naquele mundo encantado
Meus dedos não sabem mais
desenhar nenhum sorriso
Nem tecer nenhum poema
Que fale sobre flores
Nuvens boas ou paz
Viver ou não
hoje em dia tanto faz
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