Mensagem Pesar Morte
Num voo de cores, dança a borboleta,
Entre flores e sonhos, a vida completa.
Ela é o sopro do vento, a luz do poente,
Um sussurro da vida, tão efêmera, tão presente.
No entanto, vem a morte, silenciosa e certa,
Finaliza a dança, a cortina deserta.
Mas na despedida, uma nova beleza desponta,
Na metamorfose final, a vida se reencontra.
Acredite ou não, você é um mero mísero fragmento de poeira, o teu ego será a tua sepultura, e o seu corpo decomposto nem para fertilizante servirá para a terra...
In, Quem Bate?
Quando eu morri dentro de mim, eu pensei:
O que guarda dentro desse coração?
Onde estará minhas lembranças daqui à frente?
Será que é cedo a imagem do Jardim?
Sentirei cheiro de perfume?
Ou apenas um silêncio poético me espera?
(...)
E quando a morte for de carne, o que farei?
Haverá sentimentos e pensamentos,
Este dia é como um eco dentro de nós?
Passei a vida buscando significados,
Pragmatismo e alegorias ao desconhecido,
E todos chegaram a um destino de estação.
Passemos as margens do rio.
....
...Ela vê anjos ao seu redor enquanto dança frenética e aflita. Dançando, ela chora, ri... e o seu coração se agita! O corpo dança. A alma grita! E assim ela dança em descompassados movimentos cheios de uma dolorosa lembrança a sua última e mais bela dança!...
RESUMO
Após morrer de forma brutal e logo em seguida ser ressuscitado, Fel agora imortal e com o rosto desfigurado, tem como trabalho ajudar a humanidade.
E após acontecimentos que mudaram sua vida e quatro anos cumprindo seu dever, Fel agora ao lado de Alexandra, uma Anja da morte, deve descobrir como parar uma invasão de demônios na terra.
Palavras-chaves: Vida, Morte, Ressurreição, Amor, Ódio.
Quando eu partir
Vou caminhar na areia
Entre as nuvens salgadas
Seguindo o vento
Até ao fundo do mar
E sorrir
Pois eu fui feliz.
Se a sua vida é um mar de rosas então com toda a certeza um dia ela encontratrá um oceano de espinhos chamado de morte.
O homem de coração obstinado não se arrepende e nem perdoa, nem mesmo quando o seu estado paliativo lhe presenteia com a palidez dos moribundos - aquela que anuncia a proximidade inexorável da sentença final.
Destruição e restauração se repetem.
Desde o big bang, há 13,8 bilhões de anos,
os átomos que formam nosso corpo
se juntaram,
viraram estrelas,
queimaram, foram comprimidos
e liberados.
Mais uma vez, formam espirais, se misturam
e se separam.
Algum dia, quando a vida morrer,
e a Terra chegar ao fim...
voltaremos a fazer parte
de uma grande espiral.
É por isso...
Vamos nos reencontrar.
Hoje o Sol se pôs mais cedo. Heis que minhas noites são tristes e os meus dias quedos. Tudo à minha volta está taciturno, pálido,frio... Porém, em minha face já não há mais medo. Sou apenas mais um ser efêmero e perdido que aos poucos está morrendo de amor, saudades,em lamentos... Sei que em meu eterno leito não haverá ninguém ao menos escondido para chorar ou até mesmo fingir dor ! - Mas se acaso houver uma lágrima qualquer sei que esta será de algum anjo esperançoso, febril, ensandecido... Que um dia também morreu de amor!...
Ah, como são belos e magníficos os cemitérios dos outros países! Tão lindos, dá até uma vontade louca de morrer ao contemplá-los! Tão diferentes dos cemitérios do Brasil! Aqui, até a morte é feia; os nossos cemitérios parecem favelas de mortos!
Onde os bons e os maus morrem, existe equilíbrio existencial. Onde só os maus imperam , existe apenas malversação da vida, da nossa vida, causa da finitude dos bons.
Quando a dor se alastrou pelas minhas vísceras, teu abraço foi o principal responsável por saná-la. Seu ombro me valia mais que qualquer ouro ou diamante, havia ele acolhido a minha alma.
Vejo, agora, minha carne sangrar, e a vida de mim se sucumbir, eis que ao pé do meu ouvido, escuto o padre a proclamar, "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.".
Uma nova força, uma antiga nova força, renasce ou desperta, a cada sentimento de ódio certeiro eficaz, explode em toda a sua fúria silenciosa, mas não importa o que digam os crendeiros, essa nova força é imortal e invencível: refiro-me enfaticamente à força plenipotenciária do Espírito que é maior até que a do próprio demiurgo, mas não maior do que a do Deus desconhecido e verdadeiro que tenta nos salvar deste mundo insípido criado pelos agentes do conformismo e do nada.
Um dia estarás morto,mesmo estando vivo, e teu coração sonhador e solitário então sangrará, mas com a tinta rubra do sangue da desventura, pintarás poemas da esperança de um amor eterno.
CORRE,CORRE
a vida nos prega peças
quando menos esperamos nos prega essas
nascemos sonhando não esperamos que
o tempo coloque tudo as avessas
muda os rumos que almejamos
trabalhamos,estudamos,planejamos
trabalhando desanimamos pois tudo que pensamos
corre não corre como planejamos
sonhar é bom até os animais sonham
gatos e cachorros com certeza
olhos reviram, latem, suspiram
patas em convulsão se arrastam pelo chão
vivemos em um looping
somos vitimas do vai e vem
não somos donos de nossos gostos
nem de nossos atos também
Vivemos a morte à cada dia
hoje não vemos quem a gente via
o tempo nos leva e a tudo
ficamos com ele,cegos,surdos,
caducos,parados,esquecidos
arrependidos,findos
Levantou pela noite silenciosa e turva a desolada diva e andou desesperada num vai e vem pela casa vazia... Bebeu vinho, tomou Valium... vagarosamente devorou uma estranha erva que havia em um vaso de vidro. Reviveu na memória a dolorosa verdade de uma vida cheia de solidão e vazio. Divagou por devaneios vagos onde viu vaidades, vícios, virtudes e vituperios... Escreveu pelas paredes velhas versos vorazes e venenosos...Viu vultos,ouviu vozes... Entre luzes vibrantes de velas Dançou uma valsa na varanda... Enquanto ouvia violentos toques musicais que viajavam aos seus ouvidos divinos vindo de um invisível violino!... - Ali já não mais invejava os que envelheciam!... E num ávido impulso resolveu voar junto ao vento como se fora uma ave ventureira que rumava ao verdejante vale que leva ao eterno nirvana! Voa veloz desolada diva! Voa!...
Entramos e saímos dos tribunais em busca de justiça. Quando essa justiça vier, nossos filhos vão continuar mortos. Nossas vidas vão continuar vazias, mas pelo menos eles vão poder descansar.
Há sempre um vazio aqui dentro, Não importa onde eu estou ou o que faço ... E pela noite silenciosa, na vã tentativa de acabar com a dor da saudade, invisível ao teu lado eu passo... E a cada passo que dou em tua direção eu me desfaço deixando pelos caminhos os meus pedaços. E o mesmo laço que um dia uniu as nossas almas - hoje, é o laço de nosso próprio enforcamento. Porque o nosso amor... O nosso amor é um su!c!d!o lento!..
