Menina que Existe dentro de Mim
Odeio quando não mim escuta
Mim odeio quando tenho que repetir tudo novamente
Odeio quando você não mim entende
Mim odeio mais ainda quando tenho que explicar tudo Novamente
Odeio quando manda em mim
Mim odeio mais ainda quando ti obedeço
Quando brigamos, Odeio ser sempre eu a ti puxar para ti abraçar.
Mim odeio, mas ti agrado sempre.
Só mim comprometo pelo que sinto hoje
Pois não prevemos o amanhã então não expressamos sentimentos concretos
Os sentimentos variam de acordo com os acontecimentos então
Dizendo o que sinto agora esquecendo o passado e com medo do futuro
Poso dizer o que sinto sem medo de cobranças ou arrependimento
Pois já alertei, O que sinto pode mudar de acordo com suas mudanças.
Mesmo assim queria ti dizer :
ti amo !
Olhos pesados, coração desesperado; As notícias do passado fez de mim um derrotado. Assim disse o fracassado.
Olhos fixados, coração dominado; As notícias do passado fez de mim um
afortunado. Assim então, disse o apaixonado.
Segredar o meu pensar
Minha dor é sentir-me iludida por mim mesma, por meus conselhos pretensiosos,
Por esta cabeça de vento que sempre encontra motivos para enganar-se dentro do mesmo mundinho frio, escuro e triste.
Minha ilusão é acreditar que pessoas podem ser tão sinceras quanto eu ao falarem de suas vidas, ao se envolverem de modo limpo e sem maldades.
Minha tristeza é permitir ser enganada sempre que vejo um sorriso brilhante na face da mentira, é sorrir de volta dando em dobro sem receber a certeza do outro.
Minha angústia é remoer noite adentro o quanto sou fácil de ser enrolada, a me sentir uma adolescente num primeiro encontro.
Meu desespero é esperar, esperar o que não se sabe se vai voltar olhar, olhar e nada mudar porque o passo principal já foi dado, o passo errado.
Meu tormento é chorar por dias da mesma dor que não muda, não passa, não acaba.
Meu medo é continuar sendo quem sou esquecendo sempre de onde vim e pra onde vou, passando horas dando voltas pelo quarto, me olhando no espelho esperando que ao menos aquela imagem de mulher fraca e devastada me responda quem sou eu...
Meu momento de dizer que acabou e que não mais sentirei teu cheiro por entre os meus cabelos, é o momento que mais me destrói, é o instante em que vejo diante dos meus olhos, a tua imagem me dizendo adeus.
Minha prova de que ainda existo após não querer existir, é necessitar buscar uma saída para não sucumbir de tanta tristeza.
Minha falência é ter a certeza de que logo que o sol raiar e as folhas secarem, num outono qualquer, tudo voltará a acontecer, e novamente verei face a face meu verdadeiro eu, um eu que sente a dor, sofre a ilusão, transborda de tristeza, decai de agonia, sente medo do depois, dá asas a imaginação, mente pra si mesma, se dedica a encontrar, mas não morre de paixão.
Porque resta a esperança de quem sabe encontrar o que não há em meus meados, de pensar e logo amar.
Resgato-me lá do fundo, sinto o cheiro do verão, outro dia é outro tempo, outras marcas, outro olhar, outra face do segredo, que jamais irei contar.
Esse negócio de dizer não, quando se quer dizer sim
Nunca foi pra mim!
Se eu estou com vontade de passar a noite inteira com ele e acordar ao lado dele
Por que diabos eu tenho que dizer não !?
A gente passa a vida inteiro querendo conquistar alguém, e aprendemos com o nosso primeiro amor
Que as pessoas gostam do que não tem.
Mas que mundo mais complicado esse !
Eu só queria poder dizer sim, todas as vezes que ele me fizesse uma proposta irresistível.
Eu queria dizer sim pra todas as coisas idiotas que ele me fala, eu só queria ser eu mesma.
Sem máscara, sem cortinas e almofadas...
Mas não, eu tenho que seguir o conselho de todas as minhas amigas e ouvir minha experiência...
Dizendo "não" sem vontade nenhuma de dizer não.
Fazendo somas de não, pra saber se já posso dizer sim
Mas que vida mais estúpida essa de gente que não sabe ser inteira, que vive tentando ser quem não é.
Que pra conquistar alguém não pode ser ela mesma.
Eu quero mesmo é dizer sim, pra tudo o que eu sentir vontade !
E foda-se se ele enjoar de mim, pq quem tem gostar, gosta e sente saudade !
Hoje, resolvi admitir o que ainda não sei de ti.
Ontem te vi. Ontem você estava em mim.
Hoje, aqui, resolvi atender o meu pedido de te ter junto a mim.
Ontem, com as mais tristes frases que li, escrevi uma carta de você para mim.
E enriquecida com palavras de amor para mim, admitia que também me queria junto de ti.
Mas como ainda não sei de ti, a carta eu amassei e resolvi admitir que o tempo passou e o nosso amor ficou só em mim.
"Amigo! Defina amigo para mim? Bom... para uns é aquela pessoa que ri com você, que chora com você e que curte com você. Para outras e aquele que da abraços em momentos certos, que sorri em momentos necessários e que guarda segredos como ninguém. A também aqueles que acham que amigo é pra essas coisas... essas coisas de tirar fotos num domingo a tarde, de te dar apoio com a mão enquanto você pula o muro da escola, que vai até o garoto que você gosto e pergunta o que ele acha de você. Para muitos é aquele que te mostra o errado e te ajuda a enxergar o certo. Para mim amigo são meus pais, irmãos, meus vizinhos... aqueles que sei que quando gritar seus nome na hora do aperto não pensaram duas vezes em aparecer. Que brigaram e gritaram comigo quando estiver errada, mesmo que eu fique emburrada ou triste... por que verdadeiros amigos - aqueles que são considerados sua familia espiritual - sempre sabem o que é melhor pra você, por que apesar do sangue ou não sangue, de quem você é, o que você é ou o quanto você é, eles sim te amam verdadeiramente e incondicionalmente!"
Quanto eu esperei, ansioso queria te ver,
E te falar o que há em mim, já não podia me conter,
Me decidi senhor, hoje quero rasgar meu viver e te
mostrar meu
Coração,
Tudo o que tenho e sou,
E por mais que me falem não vou desistir,
Eu sei que nada sou por isso estou aqui,
Mas eu sei que o amor que o senhor tem por mim,
É muito mais que o meu, sou gota derramada no mar
Quanto tempo também o senhor me esperou,
Nas tardes encontrou saudade em meu lugar,
Mas ao me ver na estrada ao longe voltar,
Num salto se alegrou e foi correndo me encontrar,
E não me perguntou nem por onde eu andei,
Os bens que eu gastei mais nada me restou,
Mas olhando em meus olhos somente me amou,
E ao me beijar, me acolheu num abraço de pai,
E por mais que me falem não vou desistir,
Eu sei que nada sou por isso estou aqui,
Mas eu sei que o amor que o senhor tem por mim,
É muito mais que o meu, sou gota derramada no mar
Quanto tempo também o senhor me esperou,
Nas tardes encontrou saudade em meu lugar,
Mas ao me ver na estrada ao longe voltar,
Num salto se alegrou e foi correndo me encontrar,
E não me perguntou nem por onde eu andei,
Os bens que eu gastei mais nada me restou,
Mas olhando em meus olhos somente me amou,
E ao me beijar, me acolheu num abraço de pai
Quanto eu esperei, ansioso queria te ver...
O amor é um sentimento inexplicável, pelo menos pra mim! Tive a oportunidade de conhecer o que é o amor e chorei, sofri, gritei pro mundo o quanto eu o amava, mas parecia que eu gritava sozinha, meus apelos eram silenciosos eu sempre parecia doente, mas era apenas o meu coração sufocado, tentando dizer o que estava lá dentro guardado e ao mesmo tempo criando uma cratera bem funda, capaz de fazer qualquer pessoa da terra desaparecer, eu me sentia sozinha, triste, amargurada, mas depois que vi o que meu coração queria dizer, eu pensei comigo mesma que amar é brotar em um jardim as flores mais belas e sensíveis que o ser humano precisa conhecer é o sentimento mais delicado e sutil da face da terra que nós nunca iremos conhecer se não o brotarmos no MUNDO e fizéssemos com que ele gerasse paz e felicidade, esse é o significado do AMOR.
OUTRAS GALÁXIAS FORA DE MIM
Preciso prementemente
Fazer uma viagem para fora de mim:
Contemplar as paisagens exógenas sem fim,
Que bradam loucamente,
Ansiando acuidosamente
Por gente qual as leia, as fotografe, as narre,
As incorpore depois que as deguste
Com os dentes e a língua da mente.
Ah, a mente: o mágico lugar onde habita
A fonte da libertária vivacidade ardente, ígnea!
Não é que eu não saia;
Eu saio:
Tropego pelas execráveis alamedas
Do rolo-compressor, da perfídia,
Dos físicos e mentais desertos da reta irmanativa;
Caminho ebriamente
Pela estrada da vida bucólica
Como se o fauno fosse privado
De ser cultuado na Roma do Augusto Otávio;
Afinal, passeio pela avenida
Da estranha alegria estuprada e sofrida,
Mas sempre animosa, aguerrida da jocosa nação mestiça.
Ah, por que não proceder tal Sidarta Gautama
Que se tresmalhara das garras
Da inexpugnável fortaleza da patranha
Para esquadrinhar, conhecer a legítima face do mundo
Ao singrar as alamedas e ruelas da desesperança,
Que molda, cimenta, reveste, concreta
A antiga Índia sofisticadamente cibernética.
É, talvez eu devesse, como ele,
Abrenunciar á bem-querência
Que nutro ao egoísmo da matéria:
Pregar desprendimento, benevolência, humildade
E ficar concentrado por meses ou anos
Á sombra de uma árvore gigantesca,
A fim de que eu possa captar,
Me transformar na respiração
Da água, do fogo, do ar, da Argila-Terra-Planeta;
E, ao flutuar além das nuvens, da celeste abóboda da pureza,
Poder lograr o glorioso Nirvana:
A Extática Paz Imorredoura da Certeza!
Não, não tenho esta pujança:
Na verdade,
Sou fado malogrado,
Plenilúnio dos inválidos,
Criatura pusilânime
E o inexorável sol do vácuo
Continuamente amanhecendo radioso, soberano, impávido!
Finalmente,
Depois de horas a fio sob a sádica e sodômica luz da ilusão,
Sorumbático e desalentado,
Regresso ao cancerante conforto da minha egocêntrica mansão.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Eu não posso imaginar você distante...
Mas posso imaginar você interligado a mim;
Eu não posso imaginar você amando outro alguém
Mas posso imaginar você feliz;
Eu não posso imaginar você apagando marcas
Mas posso imaginar você vivendo novos Áries;
Eu não posso imaginar você chorando...
Mas posso imaginar Deus colhendo suas lágrimas;
Eu não posso reescrever nossa história de amor...
Mas posso dizer que valeu a pena cada momento dela;
Eu não posso imaginar você abaixando a cabeça para as dificuldades
Mas posso imaginar você dizendo a elas que você é capaz de vencer cada obstáculo.
Não posso imaginar que você tenha me esquecido...
Mas posso imaginar que você possa ter um coração grande e capaz de fazer nossa amizade tornar-se irmandade.
Não posso imaginar você dizendo adeus,
Mas posso imaginar você correndo atrás de seus sonhos mesmo na dor, nunca, jamais desistindo do que você realmente quer.
ANABIOSE DA PAIXÃO
Enquanto ergue-se em mim
Um monólito de bem-querência á solidão,
Lá fora a rua é quase calmaria
Pois o rádio ---- ainda que
Ligado ---
Ajuda a compor o quadro
Do augusto mutismo altruísta, sereno,
Sábia atmosfera de reflexão recrudescendo.
Após tantas e tantas esperas
Pela ignescente e fulgurosa
Aurora boreal, sem
Que houvesse uma sequer
Negativa ou positiva resposta,
Apaguei a chama da esperança:
Cerrei-lhe a porta!
Preferi o porto seguro do vácuo
A prosseguir contumaz
Em minhas andanças
De exitoso náufrago.
Porém a voz da minha consciência
Diz que é cedo demais
Para eu relaxar,
Me deixar entregar ao embalo
Dos hartos e meigos braços
Do réquiem do apaziguamento
No mar da expansão engolfado.
A bem da verdade,
Ela me alerta:
Diz a mim que o náufrago
Não se dirigiu ás estâncias
Do reino do Morfeu perpétuo.
Não,
Ela me diz que ele escapou
Das garras do limbo da letargia eterna
No momento em que minha visão-caminho
Singrou o caminho da jóia
Divagativamente
Ametista-Névoa
Que no meu jardim aflorou áquela hora.
Sim, um copo-de-leite roxo
Libertou-me, de novo,
Do cárcere da benfazeja embriaguez voluntária.
Sim, um copo-de-leite roxo foi o suficiente
Para revelar que o crepúsculo
Definitivo da chama, na verdade,
Era o ouropel da morte:
O coma, o coma!
Ah, mais que dolente engodo:
Agora é que descubro
Que meu monólito de bem-querência á solidão
É um dantesco absurdo!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
AQUARELAS DE MIM
Erijo monólitos de mim quando escrevo
Erijo exílios em mim quando escrevo
Erijo céticas catedrais de paz em mim quando escrevo
Erijo no chão de cimento da minha verve
Girassóis do mágico vento quando escrevo.
Faço do silêncio interno
A mais fragorosa música quando eu escrevo
Faço da crédula e velhaca ressonância dos
Corais de zagais modernos
Estro para revelar o sabor malsão de seu mel malévolo
Quando escrevo.
Pincelo alcovas para o vácuo dormir comigo
Quando escrevo.
Pincelo AKs-47 para soçobrar os majestosos castelos da demagoga e harpíaca
Eloquência quando escrevo.
Pincelo uma miríade de pernas sôfregas por cosmopolismo
Quando eu escrevo.
Pincelo heterônimos bidimensionais
Quando escrevo.
Degusto o sol da catarse
Ao pincelar a mim mesmo quando escrevo.
Sou disco bicromático quando escrevo.
Sou relva, revoada e guepardo quando escrevo.
Sou faca cega, lâmina de dois gumes e pedra lascada quando escrevo.
Sou água-viva, letargia e águia quando escrevo.
Sou aquarela sem pais, aquarela sem limiar e aquarela sem medo.
Afinal, quando eu escrevo,
Sou aquarela inerme, aquarela do caos, aquarela indigente:
Sem nome, sem baile, sem lápide, sem brumas ou testamento!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
