Memórias

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Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

“O tronco da árvore permanece — testemunha muda das memórias que nenhum vento tocou.”

“A areia da praia guarda pegadas que o mar ainda hesita em apagar — memórias de passos que o tempo não ousa levar.”

“O barco à deriva segue o rio sem rumo — como a alma que flutua entre memórias que ainda não se decidiram.”

1452
"Entre os clássicos que eu gostaria de ter escrito, destaco 'Memorias de um Sargento de Milicias' . Só que Manuel Antônio de Almeida chegou antes de Mim. Bom para ele, lamentável para Mim. E mais lamentável por ter morrido com 30 anos de idade. Ele, não Eu (nem 'Mim'). Foi assim!"
TextoMeu 1452

Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.


Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.


Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.


Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.

Folhas Secas


Somente ecos ficaram,
como folhas secas levadas pelo vento, memórias queimando em silêncio nas chamas de um verão que não volta.


Teu amor se evapora,
era um rio que prometia oceanos
e se desfazia em gotas mornas
antes de tocar a minha margem.


Ainda assim, meu coração insiste,
como lua que insiste em nascer
sobre noites que não lembram o dia,
buscando a luz que já não me alcança.

Nobre é o querer!




Memórias de nós dois insistem em te enaltecer,


O Bom de tudo isso é que depois que eu escolhe um planeta para representar você quando estávamos juntos naquele céu noturno, ele não para de me olhar e eu não paro de olhar para ele,


Algumas reações, ações e emoções possuem comportamentos completamente mecânicos, temos esse hábito de nos identificarmos como robôs as vezes dependendo da nossa temperatura e variação temática,


O guarda sol que usamos na praia cria sombras e para acompanharmos ela é necessário estarmos sempre que possível em movimento evitando ficar a deriva no frenesi do calor fervente,


Não podemos sustentar ciclos que não nos convém mais, agora manter vínculos que nos trazem a paz e novos motivos para viver em expansão como as nuvens é um dever é um direito meu e seu,


O nosso planeta sorriu pra mim esta noite, será isso uma mensagem ?

A saudade vai e vem…
as memórias ficam.
Entre sorrisos e lágrimas,
é assim que tudo se resume.

Amar também é deixar ir.
E o que se faz com as emoções?
O que se faz com as memórias?
O que se faz com o amor e a saudade?
O que o consciente compreendi, reformula e se refaz.
Os sentimentos gritam, transbordam e adoecem.
Não há luta maior que entre a razão e a emoção.
Porque onde um se explica o outro apenas comunica.

Em memórias perdidas, rasgo minha pele com os cacos do que fui. Espero por um milagre, mas tudo sempre parece longe demais. Sei que errei, mas em memórias distorcidas, me perco em meio a dor. Nunca vou me perdoar por qualquer lágrima causada em quem mais amei.
Quis tanto ir ao fundo, que não vi os cacos que lancei, e ao tentar me destruir, quis garantir que não teria volta para tudo o que fiz. Eu sinto tanto, que me sufoca. Talvez eu não mereça. Talvez o fim seja o melhor. Os planos que nunca pensei mudar.
Daria tudo para mudar o que passou. Para ser melhor. Para não dizer o que te fez chorar. Para lembrar de cada erro, e retornar ao momento antes de os cometer. Talvez fosse diferente. Talvez haveria uma razão. Enquanto minha alma se contorce, a dor me lembra do que não posso ver.
- Marcela Lobato

Tomar parte da própria vida é o que nos dá lembranças; onde faltam memórias, quase sempre faltou protagonismo.

“Há nos dias de chuva um convite à introspecção: memórias se intensificam e as fronteiras entre passado, presente e futuro tornam-se permeáveis, diluindo-as numa única torrente de emoções.” - Leonardo Azevedo.

Sobre Maravilhosas Memórias:


A vida me ensinou, as duras penas, que a felicidade não se busca, ela vem até nós. Só que pegos de surpresa, não compreendemos esse momento, e subitamente a felicidade se vai, e só anos depois compreendemos o que de fato se foi.

É preciso reabilitar as memórias interditadas pela colonialidade.

Itaipuaçu virou só nome,
um lugar que existe, mas não chama.
Como certas memórias,
que a gente evita revisitar.


DeBrunoParaCarla

"Se a vida é uma história, então só vivemos de memórias".

O amor só existe no presente. Colecionar memórias não é uma regra sobre a forma do humano amar.


Afetos e memórias são relativas.
O painel de controle interior para amar foi esquecido em meio a tanta alienação.


Podemos construir um futuro incrível juntos ou padecer em guerras imaginárias movidas ao ego de predadores de crianças e bebês.

Que eu me apague no silêncio de um piscar de olhos; que a luz do meu ser habite tuas memórias e dissipe o peso da nossa despedida.

Palavras
São cicatrizes
que contam histórias.
Letras,
apenas arabescos
de memórias.
Eu,um coração
num alfabeto sem direção.
Semeando dores e poesias
em versos grotescos
neste chão.

-Sabe porque sou tão ansiosa,amedrontada,
tensa e nervosa...?
Porque desde criança
tive que lidar
com coisas que fugiam
da competência
de alguém tão pequeno.

Andréa