Memórias

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Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.


Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.


Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.


Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.

Folhas Secas


Somente ecos ficaram,
como folhas secas levadas pelo vento, memórias queimando em silêncio nas chamas de um verão que não volta.


Teu amor se evapora,
era um rio que prometia oceanos
e se desfazia em gotas mornas
antes de tocar a minha margem.


Ainda assim, meu coração insiste,
como lua que insiste em nascer
sobre noites que não lembram o dia,
buscando a luz que já não me alcança.

💞✨"...feche os olhos...caminhe na estrada das lembranças...aviste o jardim das memórias...reencontre quem partiu...abraçe...beije...sinta o momento...viaje no tempo...no silêncio da saudade."💕✨️

Apagar fotos antigas,
é deletar memórias sem
utilidade pra vida.

As Memórias e os Segredos do Relógio
​Por Celso Roberto Nadilo
​Muito antes do que se vê hoje, o antigo Mercado da Vila era apenas um galpão vazio, coberto por teias de aranha, onde às vezes eu tirava um cochilo no silêncio da tarde. Lembro-me do tempo das casas de solteiros, pousadas simples onde a gente descansava. Eram épocas distintas: lembro de ver onças caçadas sendo expostas perto do cinema, marcas de um tempo em que a mata ainda ditava suas regras com violência.
​A Fazendinha fazia parte do caminho da Sabesp, e na ponte de madeira o perigo era constante: cobras cascavéis ou corais surgiam entre as tábuas. Nos pés de chuchu, jararacas e surucucus se escondiam para comer os brotos, e os acidentes com picadas eram quase parte do cotidiano. Ao redor da vila, o cenário se completava com indígenas vendendo seu artesanato, hippies de passagem e ciganos acampados nas redondezas.
​Foi exatamente nessa época que ouvi a história do velho maquinista. Ele estava prestes a se aposentar quando sua esposa, netos, nora e sogro morreram em um trágico acidente de carro. Aquela seria a sua viagem de despedida nos trilhos. O que ninguém sabia é que ele também já havia partido: era o seu próprio espírito que conduzia a locomotiva desgovernada. Hoje, o campo de futebol serve de pátio para a sucata dessa mesma locomotiva, que chegou sozinha ao seu destino de descanso eterno.
​Mais acima, o emblemático relógio da estação parece flutuar sobre as nuvens. A história conta que ele foi trazido peça por peça da Inglaterra — e há quem jure que Jack, o Estripador, veio escondido na mesma embarcação para recomeçar sua trajetória trágica no Brasil. Afinal, como diz o ditado, o lobo muda de pele, mas não perde o vício.
​Há também o enigma do escravo que morreu nas engrenagens do relógio após descobrir ouro nas entranhas da serra; um segredo rapidamente enterrado, pois as lendas alimentam o próprio mito da caverna. E quando o grande engenheiro chefe finalmente faleceu, seu corpo foi embalsamado e levado de volta ao seu país de origem. Porém, sua alma nunca deixou Paranapiacaba: permanece na vila como um vigia eterno, observando a memória de sua família passear pelas ruas de pedra sob a neblina.

Memórias sãos perdidas mais os fatos históricos marcam o profundo da alma...
(...) Sinopses dos mortos somos culpado pelo fato de sermos alienação e enganado, o custo foi nossos parentes, pais e mães . Serem mais uma vez omissos... e alienação intelectual sera uma nova apologia do nosso mundo contemporâneo...

Espinhos da madrugada
Ecos do coração embriagado.
Flores que sangram
memórias tais lembranças.
Fogo arde queima a paixão...
Vultos na parede do quarto
Devido devido a fumaça do cigarro.
Delírio da bebida vangloriar
Os espinhos da madrugada...
Flores que sangram nas sombras dos quarto.
Vago meus pensamentos perdidos
No transe profundo torna navegante.

Nos caminhos, colhemos silêncios
e os ecos das memórias.
Há caminhos que sabem mais que os teus próprios passos,
e caminhos que se abrem
somente para quem ousa sonhar.

No silêncio, a mente se enche de ecos, memórias e sentimentos. . .
. . no silêncio nunca houve tantas palavras . . .

... profunda
desolação é não criar raízes,
afetos e memórias; essas providentes
nervuras próprias do espírito, sempre
cabíveis, sempre necessárias;
propiciando cor e sentido
ao nosso estimado
destino!

São pequeninos gestos
que fazem a diferença…
Tornam-se memórias encantadoras e fascinantes
que ficam conosco para sempre.

E se nada tiver acontecido? Apenas memórias...

As Cinzas da Memória

Há memórias que repousam nos livros.

Outras recusam o papel e preferem morar no coração.

Quando caminho pelas páginas da História, não encontro apenas datas, batalhas ou decretos. Encontro passos descalços sobre a terra quente. Escuto correntes que ainda tilintam dentro da consciência humana. Vejo mãos rachadas pelo trabalho erguendo a riqueza de um mundo que jamais lhes pertenceu.

O café perfumava as mesas dos poderosos.

O cacau adoçava os paladares da abundância.

A cana oferecia sua doçura aos mercados do mundo.

Mas, antes de tudo isso, havia o sal invisível das lágrimas.

Cada grão colhido escondia um nome esquecido.

Cada campo verde carregava um sofrimento que a paisagem insistia em ocultar.

A História costuma celebrar os vencedores.

Eu prefiro escutar os vencidos!!

Porque são eles que ensinam o verdadeiro preço da dignidade.

Às vezes me pergunto quantas estradas foram abertas por pés acorrentados. Quantas igrejas foram erguidas por mãos que nunca puderam escolher onde rezar. Quantas casas senhoriais foram construídas sobre sonhos que jamais conheceram um amanhecer de liberdade.

E, então, compreendo que o tempo não enterra todas as injustiças.

Algumas permanecem vivas.

Mudam apenas de roupa.

Hoje já não ouvimos o estalar do chicote com a mesma frequência, mas ainda existem palavras que ferem como açoites, salários que aprisionam, preconceitos que acorrentam e indiferenças que condenam pessoas a uma existência sem voz.

As correntes aprenderam a esconder-se.

Por isso se tornaram mais difíceis de romper.

Penso naqueles que incendiaram os canaviais.

Talvez não desejassem destruir plantações.

Talvez quisessem iluminar a noite para que alguém, finalmente, enxergasse sua dor.

O fogo era um idioma.

Era a linguagem desesperada de quem descobriu que o silêncio protege mais os opressores do que os oprimidos.

Penso também nos que fugiram pelas matas.

Cada passo era uma oração.

Cada rio atravessado era um pequeno batismo em direção à esperança.

Cada quilômetro percorrido dizia ao mundo que viver de joelhos nunca foi o destino da alma humana.

Muitos morreram.

Mas há mortes que fracassam.

Porque a liberdade possui uma estranha capacidade de sobreviver até mesmo aos túmulos.

Ela continua caminhando na memória dos filhos, dos netos e de todos aqueles que recusam esquecer.

Talvez seja por isso que essas histórias me façam chorar.

Não são lágrimas de quem observa um passado distante.

São lágrimas de quem reconhece que a dor do outro também lhe pertence.

A humanidade é um único corpo.

Quando uma parte sangra, todas as outras deveriam sentir.

O problema é que aprendemos a admirar monumentos, mas esquecemos de ouvir os ecos que ainda saem das senzalas.

Enquanto houver um ser humano tratado como instrumento, enquanto houver quem seja reduzido à cor da pele, ao dinheiro que possui ou ao lugar onde nasceu, a escravidão continuará mudando de nome para não ser reconhecida.

Por isso, olho para a História não para alimentar ódio, mas para impedir o esquecimento.

O ódio reproduz os grilhões.

A memória os quebra.

A compaixão impede que sejam forjados novamente.

E acredito que Deus, silencioso como quem contempla os séculos, não pergunta quantos impérios construímos.

Pergunta quantas correntes tivemos a coragem de romper.

No fim, descubro que essa história também é minha.

Não porque tenha sentido o peso do ferro nos pulsos, mas porque carrego a responsabilidade de não permitir que a dignidade humana seja novamente colocada à venda.

A verdadeira civilização não será lembrada pelos palácios que ergueu, nem pelas riquezas que acumulou.

Será lembrada pelo dia em que nenhuma pessoa precisou fugir para provar que nasceu livre.

Ps. Acredito que toda grande nação precisa aprender a olhar para sua própria história sem negar suas feridas. A memória não existe para alimentar ressentimentos, mas para cultivar justiça, compaixão e responsabilidade. Quando damos voz aos que foram silenciados, ajudamos a construir um futuro em que a liberdade deixe de ser um privilégio e seja, de fato, um direito de todos.

Eu acho incrível as pessoas que moram em uma casa com sua família a vida inteira. Criam memórias, lembranças, laços que atravessam anos e décadas. Não tive essa experiência. Vivíamos mudando de casa e de endereço. Éramos como nômades, ciganos. Mesmo constituindo minha própria família, acabei reproduzindo esse padrão. Não tenho essas memórias de forma física. Não tenho uma casa do passado para mostrar que estivemos lá. Também não pude preservar o quarto do meu filho.

Guarde isto: um dia, a única herança dos seus filhos serão as suas memórias. Esteja lá, com o cabelo desalinhado ou a roupa que for. A vida não é sobre estética. Eles não querem saber de roupagens; eles só querem enxergar o seu rosto!

Tem gente que não quer que o brasileiro não tenha memórias alegres ou tristes, ou seja, que simplesmente o brasileiro apenas só se lembre daquilo que aconteceu há cinco minutos atrás.

Nas esquinas das ruas
e das nossas memórias,
fazia sol o chuva,
O sorriso era gratuito
até quando íamos buscar
o prêmio escrito no palito.


Sempre debaixo do guarda-sol
para carrinho de picolé,
vendendo sorvetes ou balas,
Era ponto de orientação
para voltar para casa:
tudo muda, o tempo passa...


Vendo gerações crescer
ou até mesmo se casar,
Nunca mais vi nenhum
por onde tive de passar,
O sorveteiro virou história
para muita gente lembrar.

1452
"Entre os clássicos que eu gostaria de ter escrito, destaco 'Memorias de um Sargento de Milicias' . Só que Manuel Antônio de Almeida chegou antes de Mim. Bom para ele, lamentável para Mim. E mais lamentável por ter morrido com 30 anos de idade. Ele, não Eu (nem 'Mim'). Foi assim!"
TextoMeu 1452

Eu vivo de memórias
Mas mal consigo guardar lembranças recentes
Num me esqueço das alegrias
Sofrimentos futuros embrulhados como presentes

Tudo na vida tem um segredo
Além de muitos segredos que são esotéricos
Eu tenho meu medo
De cair em desejos periféricos

Pois eles são os mais sedutores
Porém falsos, e ilusórios
Destruidores de amores
Lindos, magníficos e contraditórios

Sempre de olho aonde piso
Me orgulho de meu passado
Todos humanos possuem um belo sorriso
Mas raros podem ser eternamente lembrado

E quem possui um sorriso belo
Se quer o eternizar
Seja para alguém o extremo elo
Do amor, da paz, amizade, para que possam de você se lembrar

Eu até gosto de aconselhar
Mais aconselhar seria palpitar na vida de alguém
Ao menos muitas pessoas desta forma estão a enxergar
E quem acha isto, eu só digo; vá com Deus, amém!

Há quem fale que a vida é complicada
E que não vem com manual de instruções
Acho mentira, pois achei o manual da vida
Está guardado em todos os corações

Se não ler com o coração
Não vai entender do por que desta repetição...

Tudo na vida tem um segredo
Além de muitos segredos que são esotéricos
Eu tenho meu medo
De cair em desejos periféricos

Inserida por AlexVeloso

Quem vive de memórias tem um papinho mofado...

Inserida por andresaut