Memórias
Amar também é deixar ir.
E o que se faz com as emoções?
O que se faz com as memórias?
O que se faz com o amor e a saudade?
O que o consciente compreendi, reformula e se refaz.
Os sentimentos gritam, transbordam e adoecem.
Não há luta maior que entre a razão e a emoção.
Porque onde um se explica o outro apenas comunica.
Em memórias perdidas, rasgo minha pele com os cacos do que fui. Espero por um milagre, mas tudo sempre parece longe demais. Sei que errei, mas em memórias distorcidas, me perco em meio a dor. Nunca vou me perdoar por qualquer lágrima causada em quem mais amei.
Quis tanto ir ao fundo, que não vi os cacos que lancei, e ao tentar me destruir, quis garantir que não teria volta para tudo o que fiz. Eu sinto tanto, que me sufoca. Talvez eu não mereça. Talvez o fim seja o melhor. Os planos que nunca pensei mudar.
Daria tudo para mudar o que passou. Para ser melhor. Para não dizer o que te fez chorar. Para lembrar de cada erro, e retornar ao momento antes de os cometer. Talvez fosse diferente. Talvez haveria uma razão. Enquanto minha alma se contorce, a dor me lembra do que não posso ver.
- Marcela Lobato
Tomar parte da própria vida é o que nos dá lembranças; onde faltam memórias, quase sempre faltou protagonismo.
“Há nos dias de chuva um convite à introspecção: memórias se intensificam e as fronteiras entre passado, presente e futuro tornam-se permeáveis, diluindo-as numa única torrente de emoções.” - Leonardo Azevedo.
Sobre Maravilhosas Memórias:
A vida me ensinou, as duras penas, que a felicidade não se busca, ela vem até nós. Só que pegos de surpresa, não compreendemos esse momento, e subitamente a felicidade se vai, e só anos depois compreendemos o que de fato se foi.
O amor só existe no presente. Colecionar memórias não é uma regra sobre a forma do humano amar.
Afetos e memórias são relativas.
O painel de controle interior para amar foi esquecido em meio a tanta alienação.
Podemos construir um futuro incrível juntos ou padecer em guerras imaginárias movidas ao ego de predadores de crianças e bebês.
Que eu me apague no silêncio de um piscar de olhos; que a luz do meu ser habite tuas memórias e dissipe o peso da nossa despedida.
Palavras
São cicatrizes
que contam histórias.
Letras,
apenas arabescos
de memórias.
Eu,um coração
num alfabeto sem direção.
Semeando dores e poesias
em versos grotescos
neste chão.
-Sabe porque sou tão ansiosa,amedrontada,
tensa e nervosa...?
Porque desde criança
tive que lidar
com coisas que fugiam
da competência
de alguém tão pequeno.
Andréa
A MENTE é o TEMPO
A mente pode facilmente nos transportar
para memórias ou preocupações,
mas é no "aqui e agora"
que as açõese escolhas têm efeito.
Deixa o passado nas mãos de Deus... Ele sabe transformar memórias em lições e recomeços em bênçãos.
“Eis que faço novas todas as coisas.” — Apocalipse 21:5
O jardim das memórias
Eu alimento minhas memórias assim como alimento as flores do meu jardim.
No jardim, o adubo e a água são essenciais; nas minhas memórias, as lembranças são indispensáveis. Isso porque o tempo é cruel: às vezes, ele manda o esquecimento nos visitar e bagunça tudo.
Entre Luzes e Fragmentos
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.
Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.
Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.
Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.
Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.
Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.
Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.
—
O livro de todo peregrino
é feito de ventos e caminhos
Nele, há memórias em palavras
E revelação em suas pausas.
Dentro da minha mente, há uma arena silenciosa onde memórias sangram e se enfrentam, disputando o trono de pior lembrança. Nenhuma vence — e todas me vencem. Cada golpe é uma lembrança revivida, cada queda um pedaço de mim que se perde. No fim, sou apenas o espectador cansado de uma guerra que nunca termina.
"Um dia, serei apenas o pó das lembranças, memórias desbotadas pelo tempo e molduras suspensas no olhar de outrem; mas, para mim, esse será o instante da mais pura liberdade."
Se apenas na próxima vida puder te amar, não deixarei que essas memórias se percam outra vez. Vencerei o senhor dos tolos, dos escravos, aquele que sempre se alimentou da nossa dor. Se for preciso, voltarei mil vezes só para te reencontrar, e em todas elas vou te achar e reconhecer. Quantas vezes for preciso, vou morrer, só para poder te ver mais uma vez. Só para sentir o que mesmo a maior das tragédias não pôde apagar. Só para sentir você pela última e pela próxima vez.
- Marcela Lobato
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