Memória de Elefante
Brisa suave , o tempo passa e na memoria os pensamentos são recentes... Entre uma conversa e outra no telefone , sentimentos são revelados. Esperar mais o que ? essa urgência em viver o revelado é egoísta de mais a ponto de não compreender essa espera sem sentido . Eu só aqui , e você em companhia aí ... O que é justo? Em que devo me apoiar? Na esperança das suas palavras? Promessas feitas , quebradas , parecem querer se juntar novamente ... e o que as fixam tem por obrigação de ser forte.
A memória é o campo do amor preservado. É nela que a autoridade do discurso humano encontra a raiz mais sustentadora. É na mémoria que lhe guardo. É no coração que lhe preservo
E agora vejo todo esse sentimento estraçalhado na minha memória, e essa dor no coração, dor de amor, amor mal resolvido, inacabado, amor de outras vidas que ainda serão vividas, amor que escorre na ponta dos meus dedos e já não tem pra onde fugir, infinito amor...
Morremos um para o outro por dia. O que sabemos de outras pessoas é apenas nossa memória os momentos em que nós conhecíamos eles. E eles mudaram desde então. Para fingir que eles e nós somos o mesmo é uma convenção útil e conveniente social, que por vezes têm de ser quebrado. Devemos lembrar também que em cada reunião estamos cumprimentando um estranho.
Minha memoria RAM resolveu dar uma de romântica e virar ROM. Já fazem semanas e eu ainda não esqueci.
“E, quanto a ti, guarda-me na tua memória. Lembra do meu sorriso, do meu abraço, dos momentos que passei contigo. Não me espera pro café, mas guarda sempre um pedaço de bolo pra mim.
Eu estarei por perto, eu juro.”
Faxine a memória, o coração, se dê tempo de sentir os detalhes, as pessoas, apague algumas lembranças, faça novas lembranças. Não é um novo amor que vai fazer isso por você. É o amor que você tem por tudo que vai. Eu sei que você tem muito amor, mas antes de dá-lo a alguém, dê um pouco dele á vida. Porque quando você começa a aceitar, você passa a receber.
E eu... Ah! Eu.... Eu estou adorando receber...
Bom mesmo é quando sua amiga pergunta “e o seu ex?” e você com o lapso de memória mais sincero e delicioso responde: “que ex?”
Os bichos dentro de mim
Renato Lima
Em memoria Hamilton Vieira
Saindo daquele estado deplorável de magoas e feridas doloridas, percebi que dentro de mim também saia larvas de expiações e emoções continuas, deixando me levar por uma luz azulada
E também continua que rodeava meu ser, entrei em um estado também de leveza.
Havia crimes e perguntas indecifráveis que refazia meu interior, eu monologava comigo no ato de desperdiçar as ultimas gotas de perguntas contidas em meu passado.
Já ali naquela zona de medo e desespero irracional avistei todos os amores que um a um me abraçaram ouvir versos de – Te amo, meu amor, percebi que sou amado absurdamente amado.
Avistei águas mansas sobre meus pés, e uma brisa que soava sobre meus ouvidos como a voz doce de Alanis... E a cortina suave das mãos de dona Maria, e aquele sol brilhante lembrava-me o sorriso de um velho e preto amigo que me acompanhara em minha caminhada envergadura.
Os bichos que havia dentro de mim saiam desolado, porem rindo de alegria como quem estavam também se libertando de outrora sofrimento por me corroer.
Eles os bichos também já não aguentavam mais aquela carne podre que era eu, uma dieta um tanto insatisfatória pra eles.
Seguindo rumo ao conhecido lago de luz, vi uma linda mulher vestida de luz, uma luz que permitia meus olhos ainda sôfregos a se acostumarem com tanta veemência.
Outra aba de luminosidade abriu se dilacerando como que um laço de nó branco estendia-se sobre um pátio também luminoso.
Meu Deus onde eu estou como uma unção se multiplicasse e um anjo guiasse meus pés a um lugar sagrado.
Eu vi o senhor, alegrias e alegrias puderam levitar com mais outros seres iguais a mim.
Pra onde eu fui naquela noite de quarta feira, Quando percebi a luz do sol a entrar pela janela do meu quarto? Não sei, sei que minha visão foi restaurada e os bichos que viviam dentro de mim foram libertos.
Não sei quem fazia mala quem, só sei que eles correm soltos por ai, e eu brilho.
O silêncio tornou-se guia nas veredas de meu andar, lá aonde os monstros de minha memória regozijam o prazer de trazer as lembranças à tona, lembranças essas de um passado que só me acarreta a dor de saber que sou um ser limitado, aonde só tu a de conhecer e apenas tu sentira tal drama do encontro e da perda, da lagrima ou da beleza da Dama da noite, que se mostra na escuridão e no breu, para assim dizer que a uma esperança, que a bondade nos corações dos que se corrompem durante essa vida!
Minha querida, se você tem amnesia, eu não tenho nada com isso. A proposito, tenho "memoria de elefante", conviva com isso, quanto mais longe, menos sentirá o meu desprezo.
Você fica bem, mas ouve a música e ela te deixa preso naquela memória, no dia em que o relógio travou em uma certa hora, o céu deixou um certo tempo, o beijo foi curto e as palavras não emitiram som.
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