Memória de Elefante
Simples Felicidade
Um respiro profundo
Tranporto-me para uma memória
Alegria invade os grotões da alma
Momentos profundos
Conexão, pertencimento, encaixe
Tudo faz sentido
Um sabor, um olor, um suave toque, uma bela visão
Eternidade
Volto ao real
Cacofonia insuportável
Orquestrar é necessário
Ao final, do caos, uma sinfonia nasce em uma efemeridade
Um sorriso, uma paixão, um vislumbre e toda brevidade se converte em eternidade
Sonho descartado
Na memória
Do ontem.
O que foi, já é
E não será.
O tempo cruel
Que atropela
A vida
Nos levando tão depressa pro fim...
Frag-men-to.
fragmentos de uma memória sem nome
dedico a todas as memórias sem nome
histórias acumuladas e algumas entrelaçadas
momentos de alegria, tristeza e raiva
dedico a todas as memórias já abandonadas
que para alguém ainda perpassa
com aquele calorzinho ao recordá-las
mantendo vivo o que muito não se fala
dedico a todas as pessoas passadas
por nossas vidas que de alguma forma
mudaram nossa rota, nosso estilo, nossa nota
melhoraram ou pioraram o que vai e volta
dedico a todas as cartas sem rota
escritas em madrugadas de insônia
ou prosa… algumas com profunda paixão
aquela chama que fazia juras e serenatas, algumas no colchão…
dedico a todas as namoradas… e às amigas também
a saudade que bate no peito e diz: que saudade, meu bem
aquelas conversas de quintal, aquele cantor nada afinado
cantando com um enorme astral, quase arrebentando as cordas… do varal
dedico a todos esses fragmentos, belos e medonhos
contos de uma época de muitos outros contos
alguns até bonitos, mas outros… ah, nem te conto
desejo a você que valorize até esses desencontros
perdidos em verso, perdidos em pontos
mas vivos em algum fragmento
com alguém ou algum encontro
A fotografia, onde o tempo em pedra reside
A memória, qual névoa sutil que persiste
No cérebro reside, jardim onde a vida
Cultiva lembranças, em sombra e em luz se veste
O jardineiro interno, com arte e cuidado
Poda o que não nutre, o que é vão e passado
Deixando florescer o essencial
Livre o espaço da alma de um fardo pesado
Assim, a mente dança, leve e serena
No ritmo do tempo, que cura e acena
Guardando em seu âmago a beleza plena
E o esquecimento, em paz, a erva daninha acena
Esqueço tudo tão fácil
A memória curta
Perco tudo no momento seguinte
Só consigo lembrar
Do teu sorriso
Que brilha em minha mente
Como o nascer do sol
Em um dia de verão.
De tudo que se ergue enquanto se vive, nada perdura mais que a memória deixada. E se o fim é certo, que reste ao menos o bem que fizemos florescer.
A perplexidade do viver é permanecer vivo na memória, mesmo quando o corpo já não caminha entre nós.
A festa se esvai e os olhos se perdem,
a máscara que usaste se dissolve na memória.
Então, por que não ser a essência do teu ser,
se o julgamento é passageiro e o tempo, impiedoso?
Que nunca nos falte memória para lembrar o quanto fomos amados. E que nunca nos falte fé para viver como quem já foi salvo.
Ascende a chama
na memória
Faz acontecer
a nossa história
O que ficou retido
anos atrás
Vem aos poucos
e se compraz.
“A mente também adoece de solidão.
E a memória pode esconder-se de tanto não ser vista.”
— Nina Lee Magalhães
Há nuvens que passam e nem percebemos.
Mas há nuvens que ficam congeladas na nossa memória como o retrato de um tempo que nunca queremos esquecer...
Não podemos parar as horas e viver para sempre um momento, mas podemos guardá-lo na memória, longe da efemeridade do tempo e revisitá-lo nas lembranças que inevitavelmente chegarão junto com a saudade.
A educação que adestra a memória e esquece a alma é apenas um adorno para o ego.Instruir sem despertar é como acender uma vela sob um balde virado. O saber que não conduz à liberdade é apenas outra forma de cativeiro com diploma.
"Sombras da Memória"
A sombra da lembrança
estende-se como o passo de quem caminha,
molda-se ao contorno do ser,
e, por mais que tentemos fugir, ela nos segue.
A cada curva da estrada da vida,
a lembrança repousa sobre os ombros,
como o peso de um abraço distante,
como se o tempo fosse um relógio sem ponteiros,
onde a memória marca o compasso.
Caminho por trilhas já marcadas,
onde a poeira da saudade se levanta,
misturando-se à brisa quente da tarde.
As lembranças não têm forma,
mas ocupam o espaço da alma
com o delicado toque de quem não se vai,
mesmo quando os rostos se perdem
no horizonte da ausência.
Zé Fortuna, com sua melodia,
afirmou que a mão do tempo é firme,
mas a memória, ah, a memória,
é uma canção que nunca se apaga,
que ecoa nas montanhas do coração,
que dança nas sombras da gente,
nos caminhos infinitos do sentir.
E assim, sigo,
onde o tempo não apaga a história,
onde as sombras se tornam luz,
e onde as lembranças, como flores silvestres,
desabrocham no silêncio do vento.
O que somos, senão o som daquilo que já foi,
a sombra do que ainda vive em nós?
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