Memória
O choro do céu
O céu está a chorar
Ele já cansou de errar
As nuvens... suas pálpebras
As gotas... suas lágrimas
Cada gota uma história
Uma velha memória
Pela janela escorrem suas lágrimas
Por ela vejo a sua verdadeira chuva
O sol se ausentou
Mas um dia, ele ainda brilhará por lá
Apenas por um instante, as nuvens se fecharam
Cinza... tudo cinza
É uma escuridão clara
E Tudo fica tão ranzinza
Luz
Hoje eu vi o sol nascer,
Há tanto tempo eu não via,
A noite ir embora, e dar lugar ao dia.
Abri os olhos devagar, deixei a luz entrar,
Ela me contou uma história,
veio morar na minha memoria.
Luz que exorciza o medo, que traz o sossego,
Que tira da escuridão, que pega pela mão,
Mostra tudo que reluz, as estrelas e o luar, um rosto familiar,
Aquele sorriso sincero, para sempre há de lembrar.
Porém não só das rosas lembrará e o que ver não poderá apagar,
Mas para que não voltes a tropeçar, teus erros ela iluminará,
As lembranças são as memórias nítidas que nossos olhos emitem, podem ser sonhos de outra vida ou deslumbre já vividos
O segredo para lidar com o passado é simples, basta deixar as coisas ruins para trás, os bons momentos na memória e nas poesias.
DESPEDIDA
Era despedida
Queria ter feito mais
Abraçado mais
Mais forte...
De um jeito que fosse junto
Uma parte de mim.
Queria ter beijado mais
Mais vezes...
Absorvendo cada segundo
Como se não tivesse fim.
Queria poder lembrar mais
Assim, tentei gravar tudo
Marcando na memória
Cada cor,
Cada cheiro,
Cada som,
Cada pedaço daquela hora
Que me fizesse voltar no tempo
Só meio da história
Sempre que a saudade apertar
Me transportando de volta
Aquele momento
Sem começo nem fim,
Só àquele momento
No meio do tempo
Pra história nunca acabar.
Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 158
Agora estou sozinha
Relembrando os momentos
Fecho os olhos
Para encontrar a tua voz
Sinto ainda o teu cheiro
Na roupa que ficou
Estou tentando achar o teu abraço
Pra de ter mais perto...
Desculpa as lágrimas
Mas é a saudade
Falando mais forte
Quem sou?
As vezes me pergunto, quem sou?
Não sei responder.
Para melhor saber, acho que necessário seria aos caminhos
já feitos voltar, às ruas por eu andadas, lugares que não
lembro mais.
As pessoas que amei, e as que esqueci e que deixei de
gostar.
Tudo o que fiz, bem ou mal feito, na memória guardado
está.
O bem que fiz e faço, é o que de útil deixarei.
Em uma análise fria, tenho mais prós, do que contras.
Vivo e deixo viver, amo a todos, se todos me amam, não sei.
Sou alguém que vive a vida, que dá de si para valer.
Sem ser modesto, mas honesto, sou alguém que não vale a pena esquecer!
Roldão Aires
São Paulo
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo – RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.Epergunto
Balanço sem criança
Rede sem preguiça
Bandeirolas de roupas
Ferrugem na decomposição
Tapete verde em desuso
Camada de girassóis ao chão
São ipês amarelos da remissão
Um click que pára o tempo
Pára o espaço
Esboça a forma
A pintura que não borra
A doce magia da criação
Moldura nítida da memória
Em traços finos da emoção
Sobre o amor?
Haha ele é diferente!
Ambos os lados fornecem um ao outro confiança, afeto, segurança, cumplicidade entre outros.
E n importa o tempo ou circunstância
O q para todos seriam anos , para eles seriam dias.
Para o amor n existe pressa e muito menos anseio.
N Precisa ter tido algum tipo aproximação.
Quando é para ser, simplesmente acontece .
Quando se tem propósito com Deus , tudo vai para frente.
Em um relacionamento quando n se tem medidas iguais sobre o sentimento um pelo outro.
1 não é de Deus
2 não tente
3 não vai ser Feliz
4 continue procurando
5 quando enfim encontrar
6 vai notar o quanto é diferente
7 vai saber q o que Deus quer para vc, é muito melhor do q os seus planos e suas escolhas
8 espere, ore, consulte, confie
9 Deus nunca se atrasa, vc é quem n sabe esperar
10 a pressa é inimiga dá perfeição
Quando encontrar a pessoa certa, vai saber o pq de todas as outras tentativas não terem dado certo.
Eu estava lá...
Quando não haviam as modernidades de hoje
O computador de mesa, o notebook, o tablet
O aparelho celular, o avião embarcado do bem e do mal
Cruzando veloz os céus a levar gente e malote postal
Eu me descobri criança correndo atrás de pipas e sonhos
Sorria por bobagens puras e certezas que só eu fiava
Crendo ser verdade o que conhecia das escritas de um tal Lobato
Que da arte imaginária, nas verdades infantis tinha sempre final feliz
Eu estava mesmo lá
A ver, estupefato, o Joelma e muitos outros queimarem
Quando contaram que no Araguaia passava um rio que liberta
Levando águas e intenções dos homens de esperança certa
Conheci, sem alarde, amadurecendo na maturidade
Que era preciso guardar cada coisa em exato lugar
Do falante Pé de Laranja Lima, a chegada da mulher para amar
Encarregando o tempo de me ensinar em jamais deixar de lutar
Eu estava lá quando a televisão anunciou guerras insanas
Atos terroristas, matança de Judeus e de inocentes crianças
Recordo do alarde da aids e da descoberta da estrada lunar
Da repressão da liberdade e da festa na vitória da igualdade
Eu estava lá, assistindo perplexo e atento, como vigia
Como vagavam as criaturas da noite em busca do dia
Aprendendo sobre paciência, tolerância e ciência
Mas o que marcou, foi saber adulto, festejar a infância
Sempre que fecho os olhos
Viajo em um mundo só meu
Pensando táticas mirabolantes
De planejar o meu futuro
A madrugada chega
E o bobo sonhador
Prisioneiro da insônia
Vaga nos pensamentos bons
Só na ilusão de que a melhora
É apenas uma questão de disposição
Que essas variáveis todas
Não influenciarão se eu acordar pronto
Pronto pra mudar e fazer acontecer
Pronto pra mostrar para os pessimistas
Que a vida pode ser bem resumida
Em uma peça de alegria
Mostrar pra eles a verdade
Que a vida é uma oportunidade
Não é dramática e trágica
Como os textos de William
Acordo já atrasado
Pra essa mudança toda
Lotado de pensamentos não meus
Mas desses pessimistas
E vejo no amanhecer
Que os pensamentos do melhor
Eram apenas sonhos de criança
E nada mudou nem vai mudar assim tão fácil
Peço que Deus me proteja
Me ajude a ver melhor
As oportunidades de mudança
As pessoas a minha volta
Hoje quando for dormir
Lembre que alguém nessa hora
Está viajando nos bons sonhos
Pra ter ânimo de lutar mais um dia
Quando deitar e descansar
Veja no espelho das suas pálpebras
Uma criança inocente
Que acha que o mundo é só uma aventura
Lembre-se que sua vitória
Não vai acontecer sem luta
Corra atrás e não se esqueça
De agradecer aos céus
Faça o que não fiz
Aprenda com os erros
Abra os braços e vá
Em memória de mim.
Vejam, senhores, vocês observam um pôr do sol encantador, uma bela árvore num campo, e logo que olham alegram-se completamente, inteiramente, no entanto, retornam a isso com o desejo de deleitar-se de novo. O que acontece quando voltam com o desejo de alegrar-se novamente? Não há alegria nenhuma, porque é a memória do pôr do sol de ontem que está agora fazendo vocês voltarem, que os está impelindo, incitando-os a alegrarem-se. Ontem não havia memória alguma, só uma apreciação espontânea, uma resposta direta, no entanto, hoje estão desejosos de recobrar a experiência de ontem, ou seja, a memória está interferindo entre vocês e o pôr do sol. Portanto, não há nenhuma alegria, nenhum esplendor, nenhuma plenitude de beleza. Novamente, vocês têm um amigo que lhes disse alguma coisa ontem, um insulto ou uma cortesia, vocês retêm essa memória, e com essa memória vocês encontram seu amigo hoje. Realmente não encontram seu amigo – carregam a memória de ontem, que intervém; assim, continuamos cercando a nós próprios e as nossas ações com memória, portanto, não há nenhuma inovação, nenhum frescor. Essa é a razão pela qual a memória torna a vida cansada, enfadonha e vazia.
A rememoração, assim como as telas de Rembrandt, é sombria sem deixar de ser festiva. Os rememorados vestem suas melhores roupas para a ocasião e ficam sentados sem se mexer. A memória é um estúdio fotográfico de luxo numa infinita Quinta Avenida do Poder
Todos os dias me deparo com pequenos milagres escondidos nas miudezas do dia-a-dia. É com eles que construo a memória mosaica da minha felicidade.
Saudades nem sempre é a Alma querendo voltar ao passado , é apenas um afago na Alma , replay de uma cena boa no filme da memória....
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