Memória
Viver o agora é imprescindível para se viver o depois e contar as histórias do que ficou na memória, portanto foco no hoje acima do ontem e do amanhã.
O fim não combinava com a gente, mas hoje voltamos a ser dois estranhos, mas dessa vez com memórias!
Negras linhas,
Corredores da memória
Teimando em revelar ...
Tão minhas
As sombras dessa estória
De uma noite de luar,
Que começou por adivinhas
De forma tão simplória
Para assim, me desenhar!
(Negras Linhas)
Minha memória por vezes falha e repito as mesmas coisas,mas te peço,ouça e sorria sempre como se fosse a primeira vez.
Buscando dentro de mim encontrei tão vivo o teu amor,e no filtro da memória ele nunca saberá o que é ser apenas uma lembrança,pois é só por você que meu coração bate pra viver.
Tem coisas que nós só fazemos pelas pessoas que amamos.
Para deixar gravado na memória afetiva.
Então, a gente de um jeitinho bem especial, declara explicitamente o que trazemos no peito.
O amor incondicional.
Vinny, guardo na memória
cada momentos nossos,
cada brincadeira e conversas bobas.
Eu ainda menina, mas ja me sentia
segura, pois você foi meu herói.
Te amo hoje, amanhã e sempre!
Sou presente, mas também sou memória,
sou o que fui, e o que virá a ser,
um ser fragmentado, em eterna história,
desintegrando-me, para enfim, me refazer.
No seio
da Floresta encantada
Não existe nada
No meio desta história
Existe
na minha memória
um triste sorriso de fada
Que apagou-se
e que se foi
Não existe mais encanto
Nem fada, nem nada
Esta história se acabou
antes do fim
Hoje, pra mim
Mais nada resta
Nem Floresta.
Não é somente a imagem do espelho
A refletir uma memória sempre viva
É a palavra que fere
A história tantas vezes repetida
E não melhora nada
O Sol pintando o Céu de vermelho
Não traz agora, a tonalidade de ontem
Não é o fato de tirar o melhor que puder
É preciso sempre um pouco mais
É a saliva que seca
No pecado da boa intenção
Simplesmente esquecer
Relegar
Deixar de lado o medo de ferir
É a ferida em segredo
Escondida, sabe Deus, onde
Numa vida onde nada se oculta
E também que nada esconde eternamente
É essa dor eterna e imperativa
Uma ferida viva
O coração machucado a bater dobrado
Esse sim, escondido em sua dor
Que não se cala
Oculto
A falar alto desse jeito
Em revolta quase perfeita
Guardada e calada, aqui dentro do peito.
Edson Ricardo Paiva.
AMOR E A MEMORIA DO QUE NAO SE DISSE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem dizia amar e partiu revelou sem palavras que o amor jamais se constituiu como experiencia interior.
Nao houve perda houve apenas o desvelar tardio de uma ausencia antiga.
Porque o amor quando existe nao se dissolve no tempo ele se aprofunda na memoria.
Abandonar aquele a quem se dizia amar nao e um gesto do destino, é um ato da consciencia que jamais amadureceu.
O amor nao falha ele apenas nao nasce onde o espirito permanece disperso.
Entre dois seres quando o ciúme se instala não como episodio mas como estado, alí o amor ja foi substituido pela inquietação do ego.
O ciúme nao guarda, ele denuncia.
Nao protege, ele acusa.
Nao ama, ele teme.
A solidão que sucede a ruptura não é vazio, é um espaco de reminiscência.
Nela a alma percorre lentamente os corredores do que foi vivido, como quem retorna a uma casa antiga e reconhece nos detalhes aquilo que sempre esteve ausente.
O amor verdadeiro habita essa região subtil onde a palavra se cala.
Ele não se impõe nao exige nao reivindica, ele existe como aquelas verdades que só se revelam quando o tempo deixa de ser pressa.
Amar é tocar o abstrato porque amar é recordar.
Não é menos, é um fato e sentido.
Não é o gesto mas a intenção.
Não é o outro, mas aquilo que o outro despertou em nós como possibilidade de eternidade interior.
E assim compreende-se finalmente que
o amor nao se anuncia ele se reconhece.
Nao se perde ele se recorda dentro de si mesmo
e permanece como memoria cristalina na consciencia que ousou sentir sem ruído, sem medo e só sob à submissão para com tudo.
Aquele momento em que a memória te presenteia com um sorriso, um suspiro de alívio e a certeza de que valeu a pena cada passo dado.
As paredes de uma casa têm memória que captam as energias produzidas pelos pensamentos, palavras e ações de seus moradores.
