Memória

Cerca de 4507 frases e pensamentos: Memória

⁠Cuia Bago de Touro
tesouro da memória,
Com uma amorosa
Erva-Mate te celebro,
E a herança gaúcha
eu honro por completo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Meu pai morreu jovem,
não tive tempo
para conhecer o herói,
eu só tenho isso
para a memória
que foi compartilhado
pelos demais
e o apego à tradição campeira
do Rio Grande do Sul
no meu coração poético.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Engenhos

A memória brinda com
a lembrança dos engenhos
de Açúcar e de Farinha
que serviram com alegria
muitas mesas à custa
de infindáveis tristezas
que até hoje deixaram
as marcas na História,
Poesia sempre para falar
de glória e também
do que nos envergonha
mesmo não tendo
ancestralidade culpada
pela parte mais inglória
e trágica da História.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fantasma da Figueira


A memória do fantasma
da Figueira navegantina
continua mais viva do que antes,
Quem sabe possa ser
o mesmo fantasma
que de Figueira em Figueira,
de cena em cena,
virou lenda brasileira
e também virou este poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Margarida Alves

A minha marcha é
a marcha da memória
por Margarida Alves
a inesquecível heroína,
A minha marcha é
a marcha da poesia
almenara, reunida
e inevitável com a sublime
Marcha das Margaridas
persistente por melhores
e mais justos dias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Maria Beatriz do Nascimento

O seu sorriso ainda está
vivo na memória afetiva
da minha infância,
Não te esqueci
e os teus poemas eu li,
A sua rota de igualdade
e direito de restituição
para as tuas irmãs ainda
não foram concluídas,
Há muitas histórias
a serem esclarecidas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sei de uns noivos que
não tiveram sorte na vida,
ali foi registrada
a memória numa ilha.

Na Ilha dos Noivos,
na tua companhia,
não serei surpreendida
e verei que o mundo gira.

Nenhuma superstição
nos pertence e só o quê
é de desígnio na imensidão.

Confio o nosso destino
ao Senhor do Universo
porque foi por Ele escrito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas águas da memória os olhos
da mente leem ilha de Meiembipe,
Nas águas recentes é conhecida
por Ilha de Santa Catarina.

A história precisa ser contada
para que não seja apagada,
Vou deixando o Atlântico Sul
dando a direção até alcançar.

Com você e na vida eu sei onde
chegar sem precisar me exaltar,
nasci herdeira e conheço este mar.

As cartas e as regras sou eu
quem as dou e escrevo,
sei quem sou e o quê mereço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠memória revisitada no barco
de pesca artesanal nas ondas
em plena Ilha dos Negros
enquanto liberto os medos

de como será o futuro
na heróica Baía do Babitonga
que o tempo nem conta
de tudo o quê o mangue suporta

de tudo o quê coração
precisa para a bater
e a gente continuar a viver

nas mãos a rede está
para capturar no teu olhar
indelével o mar de amor inabalável

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua memória tem agido
como buscando o ninho
na Ilha do Xavier haverá
de ser por mim e assim será.

Leio isso na dimensão
do meu Atlântico Sul,
pleno desta Pátria Austral,
num rito jamais visto igual.

Em ti a minha existência
habitante tem escrito
o seu secreto romance.

Espiando-me no buraco
da fechadura os teus olhos
meninos de amor têm inundado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A algazarra das araras
na memória do nome do rio
nem mesmo o tempo
apagou como foi escrito.

Os tempos mudaram
e ainda insisto na recusa
pela última dança
nas correntezas do destino:

O quê falaram ou faltaram
está ali tudo o quê pode ser visto.

A ginga que levou continua
a mesma de barco de pesca
que dança no rio ou no mar,
Por isso vou por onde desemboca,
encontra e naquilo que toca
e a esperança ninguém sufoca
e tem a grandeza do Atlântico Sul:

(Carrego o quê há ora verde e ora azul
do Rio Araranguá do Extremo Sul).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Cidade de Rodeio iluminada
pela Lua Quarto Crescente
que põe na memória os festejos
da ancestralidade e dos Santos
do mês de junho que celebra
a fé e os sabores do Brasil profundo
que ainda carrega no peito,
com a poesia e os pés na terra,
Assim sigo com os meus
sonhos que dizem que é coisa de poeta
com alma abraçada pela beleza
do infinito Médio Vale do Itajaí.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A memória de um tempo
como Caipora correndo
veloz e solto na mata
para desatar os nós
que os homens criaram,
Dá para perceber
que não não aprenderam
nada e que não desejam
nem nunca aprender,
Para não perder o brio
sigo o curso indicado pelo rio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Bem-te-vi de outrora
quase não se escuta mais,
na memória o canto
não foi esquecido jamais.

Rotas que não deveriam ser
apagadas devem ser
constatemente resgatadas,
e laços igualmente refeitos.

Em nome daquilo que nunca
deveria ter sido esquecido:
caminhos devem ser restabelecidos.

Lembrar de tudo aquilo que fez
resistir para chegar até aqui é
necessário para continuar a existir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando não se cultiva
a memória e a História,
Na vida nada sobra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A gente dançou Arco-de-Flores,
uma memória bela ainda viva
da nossa devota festa
de Santa Catarina de Alexandria,
E que nos nossos passos
dedicados a Padroeira do Estado
estavam plenas a fé e a poesia,
Porque mesmo que os tempos
mudaram somos gratos
por todas as graças e de viver
nesta bela e Santa Catarina,
de encantos e da nossa alegria.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na Atô do destino
sou a oração
do Malê encarnada
para que nada
desapareça com a memória
ancestral que por
alguns continua injustiçada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha boneca
de Salvador
veste traje típico
com pano da Costa,
Memória de infância
amorosa deste tempo
que não volta,
E não há nada que
nos impeça de fazer
o caminho de volta,
A vontade abre
mais de uma porta
muito além
do que se imagina...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Numa estrada
da memória
parei para comer
um Pastel
com Caldo de Cana
na mão do Beiradeiro,
Pois tive que seguir
adiante o dia inteiro
por este pedaço de chão
do meu "Brasil Brasileiro".

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Noite estrelada e de Lua
nas Pequenas Antilhas,
paira a memória garifuna
e no seu coração sou tua.

Na embarcação do peito
Ronde é o endereço
que fica em Granada onde
eu me acho e me perco.

Por sutil enredo te coloquei
nos sonetários das Américas
para ser habitante do seu peito.

E assim em silêncio tu abres
as portas da tua fortaleza interior
para me receber com todo o amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt