Melancólica
CANSADA de remar contra maré, sempre, remando sozinha. CANSADA de escutar tantas músicas melancólicas, tristes, que influenciam outras pessoas a ficarem mais tristes, mais depressivas. CANSADA de buscar "um paraíso" com oásis que jorre águas salutares, em companhia de quem só quer me oferecer um deserto árido, sem nenhuma perspectiva de sintonia, comunhão, interação plena, prazerosa. CANSEI, desisto, neste momento, de tentar realização de uma utopia inalcançável que, agora, como mercúrio se esvaiu entre os meus dedos, refletindo no íntimo, reduto mais íntima do meu coração, santuário, dentro de mim. CANSADA, novamente, tristonha, desolada, em tentar ajudar a quem não quer ser ajudado!!!!
A vida é um tanto quanto melancólica.
A gente passa pensando quem somos, de onde viemos, para onde vamos e não nos damos conta de que ela está passando,
de que ela está acabando...
E o que temos feito?
Se bem tivéssemos em conta o valor da vida a valorizáriamos
- Tempo é dinheiro! diz o burguês.
Tolo. Para esses a vida é só acúmulo.
“Liberdade”
— A melancólica invade o entardecer
— Ainda posso ver e sentir o sol, antes dele se esconder
— Pensamentos sobrevoam
— Me permitindo visitar longínquas instâncias, tão belas lembranças
— Histórias…
— Lugares vividos quando eu ainda era uma criança.
— Ah, que saudade
— Daquela liberdade
Indomável igual o vento
— Tantas e felizes recordações, tenho memorizadas com tanto afinco.
— Euforia, poesia, tudo era entusiasmo e contentamento
— Nenhuma preocupação povoava o pensamento.
— Sinfonia da liberdade, era a doce melodia
— Desde o amanhecer, até terminar o dia.
— Tudo era tão simples
— Tanto esforço, mas sempre com alegria
— A ansiedade pela maioridade, (ilusão de liberdade)
depois nos vemos assim; melancólicos sem ter como regressar, numa saudade sem fim.
— A memória me leva a esse refúgio
— Tenho tão boas lembranças guardadas, como se estivessem na pele tatuadas!
Enquanto a cidade dorme sob o manto escuro da noite, a lua melancólica brilha na solidão da noite estrelada.
Conheci você num dia de verão,
A noite era fria e levemente melancólica.
Pássaros dançavam ao vento do norte,
Águas buscavam sua gentil lembrança,
Da vida passada.
O quase toque em minha pele áspera
Deixou caminhos a serem guiados por você.
Vidas ao vento,
Como a cena mais laboriosa de um filme,
Um "eu te amo" desejando ser revelado.
Meu corpo murmurava seu nome
Na escuridão da noite profunda.
Quis você em quatro pétalas de rosa,
Em duas velas sobre o doce,
No cair daquela estrela atrevida,
Nas palavras ditas pelo pecador
Sobre seu pedido já concedido.
Nos últimos dias, já não venho considerando-me uma pessoa melancólica, me acostumei com o pensamento, de ser um tipo de, ancião da dor, a melodia, presente no coração do relógio, parece não atormentar mais, meus pensamentos, as batidas do tempo, já não são uma novidade, que outrorá, foi capaz de incendiar-me a consciência. As vozes da loucura, queimando sobre minha sanidade, já não tem a capacidade, de distorcer, minha realidade. Sóbrio, meus dias tornaram-se mais tediosos, sem a cor avermelhada de sangue, em meu psicológico, após eu tomar a decisão, e decidir-me parar de forçar a vida, a me saciar, com a ilusão, desde que parei de forçar a dor, a me permitir sufocar em prazer. O canto dos pássaros, não consegue esquentar meu peito, o calor do sol, não é capaz de dissipar, o frio ao meu redor. A lua, vem pintando minhas noites, com esperança, pois ela me permite sonhar, com um vislumbre de paz, com uma prolongada e suave, chuva de meteoros, é realmente magnífico, o crepúsculo que ilumina o sol da meia noite.
maldita e melancólica é a morte, sem todos seus escrúpulos, amarga e fria porém gentil. As pétalas das flores sempre caem no caixão e nas sepulturas, por que flores? um símbolo tão meigo e generoso.
Chove forte em meio ao desespero humano, pessoas não gostam de se molhar, tamanha a sua abundância que as vezes passam horas e ela não para, alaga, mergulha.
Melancólica
Aqui guardo as minhas poesias
Daquelas melancólicas e vazias
Essa que todos vão ver
Mas ninguém vai saber quem escreveu
Não vivo nas sombras
Só não quero que me vejam
Eu prefiro admirar todos
Escrever sobre todos
Ser poeta e não poesia
Sou assim pois sei
Que só eu sei me descrever
Me descrevo como uma canção
Bem agitada, mas se for ler a letra não é nada bom
Me descrevo como uma mentira
Daquelas que a maioria acredita
Me descrevo como uma ladra
Daquelas que rouba coração
Me descrevo como uma arte
Daquelas que ninguém entende
Mas tem um significado
Me descrevo como uma dança
Da mais perturbada possível
Daquelas que tem sempre um final triste
Me escrevo
Me descrevo
Me reenscrevo
Pois sou estranha
Sempre mudo
De visual e de opinião
De razão e de emoção
Mas me reenscrevo
Pra me encontrar dentro da minha própria escuridão.
“Por mais que seja melancólica ou romântica a noite nada se compara ao alvorecer, um novo recomeço pela vida com o brilho da luz que invade a sua alma a cada manha que inicia”.
Esses dias me sinto tão tenebrosa
Sórdida, lúgubre, melancólica...
Preciso de uma lua
Que relumbreie e clareie meu negrume
Preciso de algo abnóxio e mavioso
Como posso ter algo assim?
Não sei amar alguém
Não sei ser mútua/recíproca
Sou sobejamente prolixa
E tenho uma vida monótona
Ninguém se predilecionaria por mim
Não mereço ninguém
Por isso vivo assim!
O corredor da morte é minha própria mente, não de uma forma melancólica, mas como literal, no fim sempre haverá morte. Mas o universo não se baseia nisso, o início como vida, o meio como sofrimento (e também formas de coexistir com ele, até o mais extremo de se agradar, prazer vindo da dor existente), e o fim como morte.
Do palco a melancólica catarse
Desculpe,
Eu sei que ultimamente não tenho te surpreendido.
Antes, tudo era diferente.
Te vi de longe tão cheio de vida,
Livre como um passarinho.
Por um minuto pensei:
Quão bom seria sentir esta liberdade!
Pronto! Preso já estava em você.
Agora que aqui estamos,
Vejo o erro cometido:
A vontade de amar, acima de tudo!
Incendiária paixão desmedida.
Antes, fora ilusão conveniente ao momento.
Pena que o tempo parece,
Fazer cair sobre nós, cadeia!
Jaulas do tédio feitas de silêncio,
Olhares sem contato de alma ...
Profunda estranheza mútua!
Mas veja, não lhe cobro sua parte ausente,
Pois vejo que a culpa não lhe é digna,
Idealização minha tu és!
De resto, mais um coração esperançoso,
Apegado na expectativa,
Feito criança em seu mundo de imaginação.
E por mais que tenha tudo isto falado,
Percebo entre nós, ao menos uma cumplicidade!
O misterioso segredo de nossa união:
A vontade de nos encontrarmos,
Por entre nossos reflexos ...
A evolução da melhor versão do Eu.
E pode até parecer egoísmo, ou amor?!
Porém, és tu, personagem principal
Que em meus solitários monólogos,
No palco desta vida, me fez livrar.
Hoje acordei pensativa, um tanto quanto melancolica. Despertei tentando entender por que as pessoas gostam tanto de metades, de ser metades, de ter metades. Acordei, hoje querendo coisas por completo. Não quero a metade da laranja, quero ela inteira! Não sei ser metade em nada. Sou inteira, estou inteira. Não vejo problema algum com as somas. Ruim é a divisão. Tudo bem! Faltei algumas aulas de matemática, mas, sei somar muito bem 1+1. So há um momento em que me utilizo de metades; quando o caminho precisa ser percorrido por duas pessoas. Cada um anda a metade do caminho em direção ao outro e so ultrapassam se ambos se permitirem. Permita-se!
[...] E depois de uma noite melancólica e demorada, o brilho do sol veio me acordar, 06h10min da manhã se não me engano, acordei, e logo fui me deparando com uma dessas verdades que a gente tem que tomar na cara assim tipo como um soco bem forte mesmo. Fui me levantando aos poucos, pus a cara na janela que fica do lado do quintal, até que o dia estava lindo, mas, uma coisa me chamou atenção, era uma manhã um tanto quanto diferente, pássaros cantado, voando pra lá e pra cá, aquele vento de paz, o que eu não sabia é que, nessa mesma manhã entraria o Outono e essa consciência pesada que me tirava todo o ânimo pra aproveitar o dia. Pesada de que? Eu fiz tudo que podia tudo o que poderia ser feito e nessa luta diária de me importar mais com os outros do que comigo eu não percebia que todos os dias essa manhã tão linda existia e eu não via.
Quando sentires saudades minha,
essa dor melancólica que morfina o corpo e enferma a alma,
Lembre-se; neste exato momento estou a pensar em ti.
O canto angorento das aves bordou o horizonte do universo em uma saudação melancólica que prenunciava a vida em sua predileção assombrosa e apocalíptica do fim, cortado pelo arco íris que limita o belo e o triste, ainda há de se ouvir o canto do carão festejando o inverno, sob o olhar penetrante da coruja que bisbilhota os quatro cantos do mundo no recôndito da ilusão, a vida é um sonho.
