Melancolia
Melancolia
Melancolia estranha visita,
que afunda os pensamentos,
deixando o tonto o silêncio,
bailando à sorte um momento.
Melancolia vem não sei de onde,
como a chuva que cai na rua,
solidão imensa que molha o chão,
que embala as noites sem lua.
Melancolia, tristeza preguiçosa.
como lagartixas na varanda,
paradas, suspiram e esperam,
como sombras sem esperança.
Sinto o gosto do singelo cansaço,
da solitária escrita, da monotonia,
da fragilidade triste que não dói,
que no coração poeta faz moradia.
Melancolia ridícula dentro de mim,
é saudade do que não existe,
é a melancolia da chuva...
Minha melancolia me mostra a cada dia que se passa, que o futuro é imperfeito, os dias são passageiros, as horas as únicas que nos intimidão. Nelas consigo ver o que vem pela frente, a tristeza que irei enfrentar, a vida sem sucesso, a alto estima la em baixo. Mas é só o princípio de alguem que não irá ser feliz nunca, jamais.
“Aquele que não está em condições de suportar a melancolia da insuficiência de uma ciência sociológica do homem deve voltar as costas a esta disciplina; pois o dogmatismo sociológico é pior do que a inexistência da sociologia.”
"...nunca entendeu porque a melancolia dele a esquentava tanto. Mais tarde abordou a teoria de que talvez fosse porque assim, destruía com rebeldia aquela vida bela que a novela tanto a queria fazer acreditar que era a única que existia..."
(Texto O Homem)
Esperar demais causa um certo desconforto , acaba com as esperanças , traz a melancolia e leva embora os sonhos.
É, melancolia, o sentimento frio e doce como os solitárias e frias tardes de outono, é velha companheira de longas noites mal dormidas, onde a reflexão e o aprendizado vem me fazer visitas repentinas e continuas, é como um doce que dói de tão doce que é.
E ela insiste em bater na minha porta me propondo ver além do que eu vejo, é como olhar pro céu estrelado, do gramado do campo ele parece muito maior e muito mais brilhante do que eu geralmente vejo aqui da janela do meu quarto, e me sentindo preso pelas paredes, sinto falta das pequenas coisas que um dia eu mesmo abandonei.
Ela me lembra de uma história sobre um oceano dos sonhos, acredito que o nome seja All Blue, um mar que muda conforme você muda, acredito que seja impossivel de acha-lo, mas como um lobo que uiva para as estrelas porque sabe que nunca vai alcança-las, eu vou gritar a palavra que tenho como ultima esperança, para simplesmente ser feliz, eu vou gritar até os confins deste mundo insano uma unica palavra : DEUS.
Doce melancolia, companheira de longa data, sou grato a ti por me tornar assim, meio diferente, e me perdoe pois foi a maneira mais bonita que consegui me desenhar, enfim, no final eu me tornei resultado de minhas escolhas, mas tudo tem jeito, então com uma calma fria e calculista, me desenhei de maneira certa, e mesmo assim ainda ficou ruim, então decidi dar o meu desenho de presente para Aquele que alguns chamam de Rei dos reis e Senhor dos senhores, e Ele simplesmente escolheu de me amar.
Volta pra mim
Ao recordar com muita doçura,
Busquei não entrar em melancolia,
Fruto de uma saudade que ainda dura...
E quantos aos momentos ainda não compreendidos,
Eles me levaram a relembrar só das boas emoções,
Então, recordei-me cheio de nostalgia!
As vezes suprimida pela distância,
A vontade dá e rapidamente passa,
Mas no coração ainda há desejo e esperança...
Por ter vivido junto a ti, eu senti saudades!
Lembro-me de tantas coisas boas que fizemos
E quanto as ruins, sempre busquei esquecê-las.
Pensei que talvez fosse possível,
Tentarmos viver tudo outra vez,
Pois os sentimentos bons sempre nos cercavam.
As palavras ternas e a sensatez.
São qualidades existentes em nós dois, sim!
Portanto, vê se volta pra mim.
A melancolia é a mãe dos mais belos poemas.
O coração partido é o autor das mais emocionantes histórias de amor.
Troque essa melancolia por louvor.
As suas lágrimas por um sorriso.
Deus está chegando com novidades para você!
CERRADO DUAL (soneto)
O cerrado tem dia de sorrir, e ele sorria
Tem dia de melancolia, e ele entristecia
Porém, também, tem dia de total silêncio
E na quimera dum colossal o vário é cio
É mistério, sequidão, chuva, calor e frio
Deitados sob o céu que provoca arrepio
É a tristura com o espanto da sutil ironia
Que muito desflora, muito recria, poesia
E nesta galeria de tanto, dele o encanto
Da sequidão ao empapado num só canto
Num bale dual, no seu cenário desigual
É o cerrado, das cores e do seu pálido
Soprando no planalto o seu vento cálido
Transmutando a diversidade no plural...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
Saudade
É como o tempo
Tem sempre história pra contar...
E nunca cessa em si a melancolia do seu viver.
É só um fardo putrefato que finca na terra com melancolia e tristeza, e, pequenos lapsos de alegria alimentam a ilusão de que um dia pode ser feliz nessa jornada miserável chamada viver.
SAUDADE
Eu sou a saudade,
Sorrindo pra melancolia,
Descalço no caminho da ausência,
Eu atravesso a ponte do abatimento,
Tropeçando nos buracos dos sentimentos.
E sou a saudade desbotada,
De cor ofuscada,
Na cidade da lembrança,
E na cor do amor que ficou,
Onde o trem da conveniência parou.
E sou a saudade a olhar o mesmo Trem,
Distante sob as nuvens cinzentas,
Na fumaça que do trem sai se perdendo no infinito,
Levando aqueles que a volta não tem,
E deixam na saudade vago aroma de amor.
E eu sou a saudade em noite sem luar,
Olhos serrados em segredos guardados,
Peito dilacerado por choro arrancado,
Sentindo no amor a penumbra da dor,
Misturando–se a furta-cor nas lágrimas a rolar.
E sou a saudade nas cores do arco-íris:
No vermelho da paixão, do amor e da coragem,
Na cor laranja da prosperidade,
No amarelo da alegria,
E no verde da paz, do equilíbrio e da confiança...
E sou a saudade no azul da calma e da harmonia,
E no azul anil a sinceridade e o respeito,
E violeta da espiritualidade dos que foram no trem da saudade,
E sou a saudade a sorrir e a chorar na cor que a saudade na alma está.
E sou a saudade do que se perdeu,
Do que falta a saudade eu sou,
Eu sou a saudade do que se distanciou,
Do amor a saudade eu sou,
E eu sou a saudade do prazer de tudo que deixou de se ter e no peito aperta.
Soneto idílico
Acordar, aguar o jardim, fingir um dia
e assim inicia a melancolia e o vazio
o sol a pino, cerrado e o sonho macio
das saudades num tempo em primazia
Sim! O tempo não é sentido, é ébrio
os amores ficaram, são sem analogia
trariam o meu peito, viraram euforia
nas lágrimas algozes do olhar esquio
Tudo é efêmero no triste e na alegria
árido o sentimento e cheio de arrepio
que importa se tem saída ou portaria
E neste movimento de soltura e exílio
a magia do por do sol torna cortesia
nas palavras que cantam o meu idílio
Luciano Spagnol
05 de julho, 2016
Cerrado goiano
Bom dia!
Hoje procuro descartar a tristeza, a angústia e a melancolia colocando luz (Deus) nas sombras obscuras dos meus problemas diários. Já testei em minha mente e vida diversos antídotos, contudo, só em Deus encontrei a cura.
