Meio
Quer saber qual é o segredo? Achar uma coisa que esteja sempre ali com você. Mesmo no meio de todo esse caos, você vai achar um sentimento imutável e constante, e vai se agarrar a isso. Vocês vão ter um ao outro.
Nunca desista dessa história baseada em fatos reais que é a vida, por meio dela assistimos comédias românticas, ficção científica, terror (da despedida) e nos projetamos no Romace melancólico e verdadeiro.
O verdadeiro otimista é aquele que olha as pedras no caminho,
e sair garimpando sonhos no meio delas...
Partiu-se em dois, partiu-se ao meio, e uma metade era quente como fogo, e a outra fria como gelo, uma era tenra, a outra cruel, uma trêmula, a outra dura como pedra. E cada metade tentou destruir a outra...
O raso não cobre;
O meio não preenche;
A parte não completa;
A metade não satisfaz;
O mediano não é suficiente;
O quase não chega;
O por pouco não basta.
Um Estranho Amor!
Em meio a uma tempestade,
Um amor nasceu...
Veio confuso,
Sem ninguém entender.
É real esse sentimento
Ou será reflexo dessa
Catástrofe onde cresceu?
Assim como o tempo lá fora,
Essa conexão ficou mais forte,
Uma dualidade lutando
De igual para igual...
Porém, apenas um
Pode sobreviver.
Não é uma opção;
Não há como escolher.
Os dois vieram do universo,
É o seu destino e o meu...
A natureza é muito sábia.
Não é, e nunca foi, um castigo amar!
O vendaval é só tempero
Que todos têm que enfrentar.
O apego é consequência
De algo já enraizado.
Não veio de hoje,
Nem de ontem,
Mas de um passado
Bem distante.
É sim um estranho amor...
Que na noite escura da alma chegou.
No meio da dor e do desespero,
Esse grande afeto sobreviveu.
Mas veio como presente!
Não é karma...
Não é ilusão...
É uma bênção!
Um arco-íris
Que surge na chuva...
Todos olham;
Mas ninguém entende.
O amor nunca é estranho.
Mesmo com as dificuldades...
Não importa quando ou de onde veio.
Ele é sempre uma verdade.
Se ele nasceu...
Surgiu...
E acordou...
O importante é que permaneceu.
Além do tempo... Do espaço...
Dos sonhos, no espiritual...
O meu amor não é estranho...
Ele é real!
luz lunar
força da noite e da madrugada
em um açoite com o dia
fostes o suor do meio dia
a poesia da pessoa amada.
pingos gélidos de dor
sucumbe a pena em vapor de esperança
da fonte pecaminosa do horror
renasce o amor e jamais se desmancha
pois o cemitério
da ilusão
é o mistério
da noite em oração
O silêncio das lágrimas e o abandono em meio a chuva de ventos pelas ruas escuras a procura do sol que se esconde na noite.
E o amor vai morrendo silenciosamente em meu coração
Somos o meio de tudo sem sermos o meio termo. Estamos aqui e ali, um pouco do nada e um todo de tudo, somos o universo, o tudo e o nada.
O sol desvairado ao meio dia,
iluminando o céu nebulento,
e a prece que no meu peito irradia,
é adoçar o meu lamento.
O fulgor que pulsa o coração,
enamora com o acaso em terno ardor,
e o que resta dessa ilusão,
é você, meu amor.
Pelas mãos que arrancam legumes do chão
Na bravura de Maria queimando o carvão
No suor de meio dia esperançando o trovão
A vida é o hoje de um agora mais não
à sombra do meio dia se espera a noite,
uma noite escandalizando-se em estrelas, luas e segredos.
sem o enredo de um teatro vulgarizado.
à saudade da partida se espera a chegada,
a volta ou o nunca mais de um nunca a mais infinito,
e coisas se guardam na mente de anônimos apaixonados.
Olhos se fecham, corpos se entortam e um único gemido dilacera,
em cada um - uma espera.
Vai o vento de meio dia,
soprando os restos de gentes,
jogados ao sol a fio.
E cada qual o seu lamento
vai soprando lentamente
a vida de lá pra cá.
Apanho as estrelas entre as mãos,
e apago o meu sol no meu olhar.
É tudo vil e distante,
mas tua alma são diamantes,
que ainda não brilhou.
Se deitas assim tão levemente,
feito o sol, feito o vento,
que do horizonte se esquivou.
E assim, tão pouco e livremente,
voastes para o céu sem ver-te voar.
Mas sei que para longe já voou,
pois em minhas mãos o ocaso chorou,
As lágrimas pequenas de dor.
Há o dia, a retina fita a luz,
Mas os raios solares são transparentes,
O calor de meio dia é o alvorecer,
De horas irreguladas e descrentes.
Há noites estreladas e de lua,
Mas nada alumeia os becos escurecidos,
As pessoas nas ruas estão nuas,
E nenhum rumor serve de lenitivo.
Há amor sob corações insanos,
Sem o torpor dos sonhos esquecidos,
Mas em tudo há vigor e acalantado,
Mas o "eu" queda-se, adormecido!
na perdição dos pensamentos confusos, na loucura da imaginação demente, meio e lá sem saber onde chegar, caindo aqui e ali sem saber onde ir, inebriado de horror, fez-se o louvor, quando esqueci de mim.
