Meio
Que a Esperança possa renascer em meio ao caos
Que a Esperança seja luz em meio à escuridão
Que a Esperança esteja dentro de nós.
Nem todas flores meu Beija Flor rodeia, Há um jardim oculto onde o amor semeia. Em meio aos espinhos, a vida se ensaia, Num voo delicado, meu afeto vagueia.
Cléber Novais
Espero que o amor, mesmo em meio a tempestade, segure forte minha mão e não solte, mesmo se a ventania quiser me afastar.
Parar uns minutos no meio dessa "Selva de Pedra" para prestar atenção no canto dos pássaros que, apesar do barulho dos carros e caminhões, consegue ser alto o suficiente para se tornar único e inesquecível, parar alguns minutos para me acolher na sombra fresca das poucas árvores que ainda existem é tão calmante e rejuvenescedor.
Liquidez Atemporal
Luz que não produz sombra, susto em meio ao suspiro e olhar para trás, assim nasce a suspeita que sempre persegue a roubada consciência culpada de um ladrão, que vê em cada sombra um policial. Assim, como foi dito, o caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra, sendo assim, sombra é o que nós pensamos dela, mas a árvore é a coisa real.
Se Gessinger disse, está dito: quem ocupa o trono tem culpa,quem oculta o crime também,quem duvida da vida tem culpa e quem evita a dúvida também tem !
Afastamento das origens
Para que, cara feia ? Na vida ninguém paga meio,ou senta e chora, ou levanta e enfrenta.O conceito de um ser supremo, criador do mundo, é produto da imaginação do pensamento humano. Cada indivíduo, por sua vez, transmite ao coletivo esta fantasia, através de uma ideologia ou religião. A fantasia volta mais forte e embota a mente. Se o Universo não teve começo, não tem fim e está em constante transformação, dialeticamente, é o próprio Deus, o qual, para Marx, foi criado pelo Homem e não o contrário. Mas, se houvesse um criador do mundo, da primeira forma de vida, das demais e do ser humano, como Ele seria?
No dia da Abolição da Escravatura, que mal lembram, vale dizer que, se existir, ele é preto e pobre.
Anistia
Jogados pela lembrança do terror
Cheirando à diesel em meio a noite escura
No frio neblina fumaça branca em veraneio
Não sou a sua morte, nem serei sua vida
Somos o que repetidamente fazemos
Se dez batalhões viessem à minha rua
E vinte mil soldados batessem à minha porta à sua procura
Eu não diria nada
Eu sou o não atrás do poste
Aquele que vê e se faz fazendo
Suspiro coração ardente
Saliva preparada em ponto de guerra
Teu corpo branco já pegando pelo
Me lembro o tempo em que você era pequeno
Não pretendo me aproveitar
E de qualquer forma quem volta sozinho pra casa sou eu
Eu sou a Pátria que lhe esqueceu
O carrasco que lhe torturou
General que lhe arrancou os olhos
O sangue inocente de todos os desaparecidos
O choque elétrico e os gritos
O terror continua aberto
Apenas mudou de cheiro e de uniforme
Está estacionado por cima da calçada
Comem lixo e deixam latrinas deitadas
Bocas de lobo abertas e quentes
Calor de um motor frio
Ausente de si mas em qualquer esquina
Preso em vergalhões gravetos
Surrado em meio ao muito cheio
Pela janela olhares assustados
Calor do rosto entre a fresta
Tropeçar de botas cano longo
Batidas de botas e cacetete
Eu sou a sua morte
O sangue inocente de todos os inocentes
Rodoviária
Quantas rodoviárias são as nossas esquinas, praças, vielas, e a cada curva em meio quadrado um reconhecido desconhecido à assuntar?
E assim, roda a vida, como gira a roda.
Continuo Bebendo
Em um bar em Barreiras no oeste baiano, em uma bar meio sujo e com cheiro de gente, vejo um senhor com dois copos de pinga vis-a-vis, me fez lembrar de um senhor que tive de abordar para saber. Em minha rua, eu que não sou de beber, depois de ter notado que sempre na mesa ao lado quando comprava tabaco, ele sozinho, tomava pinga, com dois copos defronte na mesa e as reveza.
Até que um dia perguntei se era a mesma bebida qual o motivo de dois copos?
O baiano cordial, disse: "promessa feita com um amigo."
Quem morresse por último sempre beberia um pelo outro. Por isso, tomava o gole dele e do amigo.
Não pude deixar de perguntar quando sabia a hora certa de parar, para não ficar bêbado.
Ele me respondeu: quando estou ficando de porre eu paro e só ele, que já morreu, continua bebendo.
Pelo que Pode Vir
Como foi pensado e discuto como meio físico, o estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida.Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta, é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta. No encaixe de sermos seres adequados e antiquados, quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir à ser.
Dez prás cinco
Dia
De sol
De sol
De
Meio-dia
Balanço
De cadeira
De palhinha
Palhinha
De cadeira
Ao
Meio-dia
Em dia
De sol
De sol
Do
Meio-dia
Sol
Que
É vida
Que é
Música
Que é...
É dia
Dia de sol
Sol
De balanço
De cadeira
De palhinha
Ao meio-dia
Mas
Com o frio da garoa
Da noite que passou
O cheiro do fogão a lenha
Que de aceso se apagou
A noite o fez negro
Fogo o avermelhou
A aurora nascente
Todo o amarelou
O agora que foi ontem
Tão distante aproximou
A linha móvel do horizonte
Atira para cima
Os ventos que vem de longe
Na nudez absoluta
Tanto em mim como ao mar
Afaste-se
sem alarde, sem explicação
Preserve-se como quem guarda
um fogo aceso no meio do frio
Não abra espaço
para vozes que não conhecem o peso
dos seus silêncios
O achismo dos outros é leve demais
para sustentar quem você é
Não duvide
nem quando tudo em volta parecer ruído
Você mora em si
e isso deveria bastar
Há um lugar dentro de você
onde ninguém entra sem permissão
cuide dele, não permita
porque a sua energia é sagrada
e não foi feita para qualquer toque
nem para qualquer um descarrega-la
siga sendo forte e sem olhar para trás
Quando o Medo Paralisa
Deus como refúgio seguro em meio ao pavor. Fé como antídoto contra o controle que o medo tenta impor.
Versículo-chave:
“Em Deus, cuja palavra eu louvo — neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?”
— Salmos 56:4
Reflexão
O medo é uma das emoções mais universais da existência humana. Ele nos acompanha desde os primeiros dias de vida, em diferentes formas e intensidades. Às vezes é um temor sutil, um desconforto constante; outras vezes, é um pavor que paralisa, que tira o ar, que nos impede de seguir.
O medo é, em sua raiz, a percepção de que estamos vulneráveis — fora de controle. É por isso que ele tenta nos fazer agarrar o que está ao nosso alcance, criar muros, prever tudo, dominar todos os cenários. Mas no fundo, tudo isso revela algo muito mais profundo: nossa tentativa de viver sem confiar plenamente.
Deus sabe que sentimos medo. É por isso que uma das frases mais repetidas na Bíblia é: “Não temas.” Não porque o perigo não exista, mas porque Ele está conosco. A fé não ignora o medo — ela olha para ele e decide confiar em algo (ou melhor, em Alguém) maior.
O salmista declara: “Em Deus ponho a minha confiança e nada temerei.” Essa confiança não nasce da força humana, mas do conhecimento de quem Deus é: refúgio, socorro, abrigo, Pai.
Talvez você esteja enfrentando um medo específico hoje — medo do futuro, da perda, do fracasso, da solidão, da rejeição. Talvez você tenha tentado controlar tudo à sua volta para evitar o que teme. Mas o chamado de Deus é outro: entregar. Confiar. Descansar.
Porque quando o medo paralisa, é tempo de se lembrar: você não está sozinho. Deus está no meio da tempestade, acalmando o mar e sustentando sua alma. E o Seu amor — perfeito, poderoso, presente — lança fora todo medo (1 João 4:18).
Oração
Senhor,
Tu me conheces por inteiro. Sabes das batalhas internas que enfrento, dos medos que carrego, dos pensamentos que me afligem. Às vezes o pavor me trava, me cala, me impede de seguir.
Hoje, eu quero entregar a Ti tudo aquilo que tenta dominar meu coração. Que a Tua paz tome o lugar da ansiedade, e que a Tua presença me lembre que não estou só.
Ensina-me a confiar, mesmo quando não entendo. A descansar, mesmo quando não controlo. A crer que Tu és o meu refúgio seguro.
Em nome de Jesus,
Quando o Medo Paralisa
Deus como refúgio seguro em meio ao pavor. Fé como antídoto contra o controle que o medo tenta impor.
Versículo-chave:
“Em Deus, cuja palavra eu louvo — neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?”
— Salmos 56:4
Porque quando o medo paralisa, é tempo de se lembrar: você não está sozinho. Deus está no meio da tempestade, acalmando o mar e sustentando sua alma. E o Seu amor — perfeito, poderoso, presente — lança fora todo medo (1 João 4:18).
Perco-me em meio às palavras, tentando desembaralhar as letras que possam definir com exatidão o que há de mais abstrato no meu ser. Quem muito fala nem sempre tem muito a dizer.
A britânica Susan Boyle levou quase meio século para ser reconhecida como cantora. Quando for pensar que é tarde demais, repense: ainda dá tempo!
