Mato
meu caminho
é o do coracao
regado a emoção
com cheiro de relva
de mato
de suor
ao percorrer
o destino
que me leva
à evolução do espírito
passo desfilando
com o coracao saindo pela boca
ou com ele na mão
porque tudo me foge à razão
tem momentos que fico perdida
sem nenhuma noção
olho para o fim da estrada
e não encontro
olho à minha volta
e não vejo flores
olho para o Alto
e vejo a luz
olho para mim e vejo
meu interior
meu coracao está a mil
em disparada
abro um sorriso de satisfação
acho que estou no caminho certo
porque é através dele
que chegarei até Deus!!!
em determinadas situações
da minha (in)experiente vida
muitas vezes já me deparei
em um mato com cachorro
que ao invés de ser meu amigo
senti na pele a dor causada
pelo meu inimigo (espiritual)
foi o Pai que me colocou
lado a lado
hoje graças a Deus, não mais
(con)vivo sem o cachorro
até no mato...
por várias vezes
eu morri bem aqui dentro de mim
hoje vivo tão mais feliz
estou morrendo de felicidade!!!
Não se faz prédio em cima de mato.
É preciso uma base, uma estrutura.
A estrutura humana é sua mente e seus pensamentos.
Ruas antigas
Gosto de andar por ruas antigas,
pedras gastas, o pequeno mato
nascendo entre os paralelos.
Nestas ruas a nostalgia também
passeia, as casa são antigas,
respira-se um ar diferente, mais
amor parece existir.
Ali junto a mim tu caminhas em
pensamento, somos amantes de um
tempo que foi, e ali com o passado
passeamos.
A simplicidade é uma das coisas
mais lindas.
Pelas ruas respira-se um ar suave,
que cheira a felicidade.
E em todas as casas , existe um toque
diferente, salienta-se a variedade nas
paredes, e uma profusão de cores.
E quando os simples moradores a sorrir
saem, começa-se a sentir , um cheiro de
amor.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da A.L.B
Membro U B E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
- É incrível como eu mato o amor tão rápido quanto começo a amar.
- Basta andar de mão dada e o amor surpreende o interior.
- Basta poucas palavras e estou envenenado.
Animal defeituoso
Sou bicho do mato
Não tenho medo do perigo
Eu traço o meu caminho
E dilacero o inimigo
A sociedade é predador
Eu sou presa intragável
O sangue ruim que tenho
Decreta destino terminado
Eu sou uma mancha podre
Que difere dos demais
Onde eles são normais
Eu eu sou mais incapaz
Defeitos eu tenho de sobra
Mas tenho também misericórdia
Que sei que vocês não possuem
Com quem solta a corda
Deixarei a região urbana
Irei para um lugar ermo
Longe das pessoas
E do inevitável medo
Odeio o ser que sou
Um humano, que como todos
Oscila entre o prazer
E a dor
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
sou do campo,
sou do mato e sou da terra.
sou do céu cristalino de estrelas
e pirilampo nas noites sem lua.
sou da roça, do fogão a lenha
e da vela alumiando a historia.
sou do sitio e arreio em madrugada,
e sou dos pés descalços na grama molhada.
Minha família é do mato, cavalo e gado.
Os pés grossos e cortados,
lotados de espinhos e arranhões de cair do cavalo,
se passa muito tempo longe do mato, parece que falta o ar que chega a dar um cansaço.
Posso ter duas ou três casas na cidade, nunca vai chegar aos pés de ter uma cabana, água corrente e vento soprando ao som dos pássaros.
Você vai no supermercado comprar frutas frescas e eu vou no rancho pegar do pé.
Se tá cansado, procura um lazer que por hora é uma grana alta.
eu vou ali 1 hora de chão batido e tenho a energia recuperada.
Esse é meu lazer, vida e prazer.
