Mato
Que amo um mato, amo a hipótese de viver contigo num interior pra criar galinha e chamar no: titititititititititi. Lavar suas cuecas, minha calcinhas, suas camisas, minhas camisolas, num açude bem em cima do sangrador e de cócoras colocando a roupa pra quarar. Imagino a gente num final de tarde, aguando as plantas, os pés de mangas, pé de caju que no inverno fica com florzinha linda nele todo. Me imagino escorada numa cerca e enganchar sem querer a ponta do meu vestido no arame farpado, só pra você me ajudar a tirar. Ficar contigo olhando o sol se pôr bem vermelhão num horizonte e a miragem da terra quente naquele embaçado que só essa quentura sabe fazer. Pra finalmente, ficar sentada na janela da nossa casa bem simples, que tenha só porta e janela e admirar meu maridinho lindo sentado num tamborete de madeira perto da porta, tocando seu violão que de tanto ser alisado por você, sente falta de mim. Loucura são essas ondulações espessas num coração que não sai do chão engatinhando por você. Momentos? Só existem os NOSSOS! Queimando, queimando, queimando, louca pra ser sacolejada pelo seu vento pegando fogo. Definitivamente, qualquer lugar contigo, alto ou baixo eu estou é dentro. Despenco contigo na velocidade da luz, porque estamos anos-luz de tudo que já pude ver nessa vida.
Amei o TE VIRA... que viro naquela rapidez, coração...
...você sabe, num sabe?
~*Rebeca*~
-
BOM PRINCÍPIO
Passei o “ bom princípio” no meio do mato, com o cheiro do capim-limão, nas barrancas do Paranapanema. Sem foguetórios, sem TV, sem comilança!
Era-me necessário fazer, sem nenhuma bravata, um poético e silencioso protesto contra o inferno-nosso-de-cada-dia;
Passei o “ bom princípio”, no meio dos sapos, dos martins-pescadores e dos pirilampos. Sem músicas breganejas, sem novelas e sem arruaças!
Era-me necessário fazer, sem nenhuma piequice, uma saudação à família, à natureza e à minha viola;
Passei o “ bom princípio” no meio do vale, com o sussurro das águas, envolto aos devaneios dos sacis-pererês. Sem relatórios piedosos, sem sacerdotes por perto, sem salamaleques!
Era-me necessário fazer, sem nenhuma igrejice, uma confissão-de-fé-diferente para o ano novo.
Por isso cantarolei, sob os acordes da viola caipira e com a alegria luxuosa dos compadres que conheci, meu salmo-caboclo, em altíssimo astral:
SARMO VINTE E TREIS
O sinhô é meu pastô e nada há de me fartá
Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá
Ele tamém me leva pros córgos de águas carmas
Inda que eu tenha que andá
nos buraco assombrado
lá pelas encruzinhadas do capeta
não careço tê medo de nada
a-modo-de-quê Ele é mais forte que o “coisa-ruim”
Ele sempre nos aprepara uma boa bóia
na frente de tudo quanto é maracutaia
E é assim que um dia
quando a gente tivé mais-prá-lá-do-que-prá-cá
nóis vai morá no rancho do sinhô
pra inté nunca mais se acabá...
Êêêêêêtttttta sarmo bão sô!!!
Vi então que o sertão compreendeu e o ano novo amanheceu em paz...
Ando devagar pelo meio-fio
Equilibro-me em muros e pontes
Mato-me um pouco mais a cada cigarro
Faço de meu amigo um inimigo
Só por que quero sua atenção.
Trabalho, Trabalho
6 dias por semana de tranpo eu me mato
eu queria trbalhar só algumas horas e olha la..
Sigo trilhando um longo caminho. Estreito, longo e cansativo. As pedras eu apensa salto, o mato eu apenas abro. Por mais difícil que seja o obstáculo eu faço questão de não retirá-lo. E por que não quero que me sigam e tão pouco quero fazer o caminho de volta. Então os obstáculos no caminho são uma forma de eu saber que aquele caminho que faço é definitivo e que não posso de forma alguma regressar. E por mais que eu não enxergue o que exista adiante nesse caminho, eu sigo. E quem sabe terá no final dele um rio, uma árvore e um penhasco.
As belezas sul mato-grossense
Moro em um estado
Que possui muitas riquezas
Seja na cidade
Ou nos campos e fazendas.
Nas cidades além de
Lindas praças, shopping e o nosso tereré
Temos excelentes músicos
Principalmente no estilo sertanejo.
Nosso solene Pantanal
E suas exuberantes paisagens
E seus belíssimos animais
Nada melhor que admirar o pôr-do-sol
Nesse maravilhoso lugar.
Esse estado é sem dúvidas
Abençoado por Deus
Tenho orgulho de morar aqui
Mato Grosso do Sul
Obrigada por existir.
Não sou nenhum bicho do mato, apenas não sou igual aos outros por ai. Sou muito na minha, não sou de fazer amizades, quiser falar comigo fale, não vou ficar atrás. Sou estranha mesmo, e não vou mudar por n-i-n-g-u-é-m a não ser por mim mesma.
O que é ser louco ?
Louco será que sou?
Não mato ,pois acho que isso é loucura, imagine , tirar uma vida e depois como posso colocar de volta ?
Não roubo, pois isso é loucura imagine tirar algo de alguém que não tem nada ou de alguém que tem de mais.Porque o que tem demais não dá para o que não tem nada ou será que isso é coisa de louco?
Não minto, pois isso é uma loucura que leva o sano a ficar louco, imagine, se digo que todo rosa é amarelo e todo laranja é azul, logo, rosa com laranja daria em verde? Não, isso enlouquece.
Acredito então que não sou louco, pois a única coisa que faço é tentar ser feliz com o meu amigo duende e com o meu amigável monstro azul, que está me chamando para brincar.
E eu saio por aí, vivendo como se a vida fosse nada… Às vezes me mato por dentro por pensar assim, mas e aí, o que realmente é a vida?
Como um escravo fugido, voltei para a senzala. Um capitão-do-mato chamado "desemprego" me trouxe de volta a servidão! Mas é bom trabalhar!!!
eu sou um guerreiro que sozinho mato mil
eu sou do time mais temido do brasil
se e pra matar
se e pra morrer
sou so Uruçuca vou lutar ate vencer
Seu João
Galo. Cama. Banho. Sol. Café.
Caminhonete. Leite. Gado. Mato. Estrume.
Pinga. Prato. Carne. Palito. Cigarro. -Maria!
Cavalo. Rodeio. Churrasco. Pinga.
Casa. Banho. Lua. Café. -Maria!
Boa noite.
Galo. Cama. Banho. Sol. Café.
Caminhonete. Leite. Gado. Mato. Estrume.
Pinga. Prato. Carne. Palito. Cigarro. -Maria!
Cavalo. Rodeio. Churrasco. Pinga.
Casa. Banho. Lua. Café. -Maria!
Boa noite.
Galo. Cama. Banho. Sol. Café.
Caminhonete. Leite. Gado. Mato. Estrume.
Pinga. Prato. Carne. Palito. Cigarro. -Maria!
Cavalo. Rodeio. Churrasco. Pinga.
Casa. Banho. Lua. Café. -Maria!
Boa noite.
