Máscara
DESASSOSSEGADO
Desassossegado?
Como explicar esse desassossego?
Esse pragmatismo da minha condição humana?
Desse absurdo?
Por vezes não sou eu
Sem raciocínio, sem personalidade
Uma autobiografia sem fatos, mutilada
Sem afetividade, sem prosa…
Fragmentos da minha dramaticidade
Vida de jogos, de máscaras
Uma existência inviável, inútil, imperfeita,
É tudo tédio, trágico, indiferente
São investigações íntimas
Sensações provocadas pelo anonimato,
Pela cotidianidade de subvida
Universo que interessa somente ao desassossegado…
Quando aceitamos que temos sentimentos egoicos negativos, mas que somos mais que esses sentimentos, ou seja, que somos, em essência, pessoas boas, amorosas, que ainda têm sentimentos negativos e que estamos sendo convidados a transmutá-los desenvolvendo virtudes, praticamos a lei de amor por meio do exercício efetivo da virtude do amor por nós mesmos e pelos outros, porque não estaremos mascarando os nossos sentimentos para fingir que não temos nenhuma limitação.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
No palco da vida, a cortina pesada
Esconde do mundo a face velada.
As máscaras riem, num gesto polido,
Ocultando o abismo de um ser corrompido.
Fantasmas vagueiam, sem corpo ou morada,
São ecos da injúria, da voz sufocada.
Memórias que a fraude tentou sepultar,
Mas voltam na sombra, pra sempre a lembrar.
A mentira se veste de seda e de glória,
Mas sua verdade é sempre provisória.
Em cada fiapo de luz que transpassa,
A máscara treme, a farsa se desfaça.
Pois chega o momento, o ato final,
Em que o véu se rasga, num golpe mortal.
A luz da justiça, farol soberano,
Dissolve a mentira e o poder tirano.
Por décadas foram estabelecidos deveres à população para serem cumpridos, como: não ultrapasse o sinal vermelho, use cinto de segurança, na pise na grama , até costumes tão simples que aprendemos desde criança, que lugar de lixo é no lixo, o famoso “Se beber, não dirija.”, “Proibido fumar neste local", “Proibido som alto”, e vou além com o que está descrito nas Escrituras Sagradas há séculos como não matar, não furtar, não cobiçar a mulher do próximo e não adorar outros deuses.
Agora se pergunte quantas vezes você violou muitas dessas regras, ensinamentos e princípios que aprendeu de berço?
Aonde quero chegar com isso?!
Estamos em pleno século XXI em que muitos valores foram invertidos, muitas questões insignificantes tomaram o lugar dos princípios.
Tudo bem se eu dirigir falando ao celular, desde que eu esteja usando máscara contra o Covid.
Tudo perfeitamente normal se eu descartar o meu papel na rua, mas estou totalmente protegida cumprindo com meu dever junto ao decreto de circular nas ruas usando máscara.
Tudo bem se um político desviar verbas públicas para seu próprio bolso, desde que apareça mas mídias sociais usando máscara de proteção como um exemplo a ser seguido.
Não existe problema algum em maltratar um atendente de balcão desde que ao adentrar ao estabelecimento você esteja bem protegido com sua máscara.
Se um assaltante entra em uma loja e ao mesmo tempo um cliente sem máscara entrar, todo olhar será voltado para o cliente sem máscara, pois é inaceitável tal comportamento e descumprimento da lei em plena pandemia.
Por tempos não se viu tantas pessoas preocupadas em obedecer a uma regra.
Não estou aqui dizendo para não se proteger, mas quem dera tivéssemos a mesma intensidade e determinação para emagrecer, parar de fumar, não estourar o limite do cartão, respeitar o próximo, ter uma auto estima de vida, ir à academia, cuidar mais da saúde e até mesmo pagar a quem você deve.
A máscara pode até impedir que você contraia ou transmita um vírus, mas jamais vai impedir que transmita sua arrogância e seu descaso com o que realmente deve haver de valor em sua vida.
Por @ariana.bernardes
Máscaras 🎭
Considero a sinceridade uma das mais belas virtudes, mesmo tendo dois lados da moeda, um lado bom e um aparentemente ruim. O 'sincericídio' é quando levamos essa sinceridade as últimas consequências, sendo inconveniente e desnecessária e sempre causando danos para ambos os lados, tanto para o emissor quanto para o receptáculo; nada mais que pura maldade.
A sinceridade, porém é muito positiva, mesmo quando muitos se afastam; esses que se afastam são as mesmas pessoas que adoram e até chegam a idolatram viver no teatro de máscaras e no palco da mentira. A mitomania ou transtorno de personalidade limítrofe faz com que a humanidade viva uma farsa, uma farsa muito bem elaborada e ensaiada onde já não percebemos o que é de verdade, o que é apenas necessidade premente de auto-afirmações ou status social.
Parece que muitos perderam o contato com o mundo real e ser de verdade tem um custo considerável e um bom preço a pagar, porém sempre com efeitos extremamente benéficos a longo prazo, as pessoas que também buscam essa virtude conseguem se espelhar, elas vêem elas mesmo dentro de você.
O lado positivo da sua essência deve sempre ser a nota maior na sinfonia da vida.
O desapego esconde muito mais sorrisos do que as máscaras que há tanto tempo nos vestem. Sim!!! Minhas máscaras circulam todos os dias enquanto eu ignoro o passar do tempo com minha senciência desorientada. Já não encontro definições para o que vivo e, por hora, nem mesmo sei se há algo que eu realmente sinto.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras e eu até concordo, mas quantas dessas palavras realmente são verdades?
Sorriso não é felicidade!
Atenção não é amor!
Paz não é entendimento!
Silêncio não é falta de opinião ou descontentamento!
Nem tudo que é visto pode ser entendido de forma homogênea.
Muito do que vemos são máscaras e outra parte é ponto de vista.
Focar só no que podemos ver, às vezes, é o que nos deixa cegos!
Cheguei a entender como os animais agem, andei com eles e aprendi pouco a pouco como deveria me comportar.
Tirei a máscara e voltei para o Laboratório do Inferno.
Na verdade, estou com medo
Não reconheço meu reflexo no espelho
A pobre verdade por trás dessa máscara
Mas eu nunca escapo
PANDEMIA MOZA
Paciência, foi o modo activado no período atípico, registado nos últimos 36 meses
Agraciados por muros de Berlim, erguidos por uma rede internacionalmente viral
Não foi de todo possível beneficiar-se de abraços fraternos, nem pelas biogéneses
Doravante, passamos a viver uma nova realidade, instaurada de modo transversal
Envergando a máscara reiteradamente e adicionando-a ao código deontológico
Manteve-se como uma norma de conduta linear, sem se deixar que fosse infectado
Incansáveis, desinfectámo-nos garantindo em alta o nosso sistema imunológico
Assegurando portentosamente o negócio, ao ritmo do movimento implementado
Mozabancarizando em distanciamento social, foi possível recatar serviços mínimos
Ombreando com a concorrência, com distinção, arrecadamos prémios continentais
Zelando sobretudo, sobre todas adversidades à volta, hoje vemo-nos fortíssimos
Ainda que se manifestem contínuas, com rigor e excelência seremos sempre os tais
Assistolia
“Aos ruídos criam-se as piores obras.
Também criaste assim a humanidade.
Inexoráveis construções da idade.
Que construístes com pequenas sobras.”
- Que me adiantou a mascara de forte?
A nova epiderme? Fidúcia às falsas formas,
Nas horas agonizantes, sobretudo, na falsária salvação.
O meu coração é um escrínio coutelho sem préstimo algum.
Glorioso dos sonhos empíricos de que nunca participou.
Viridário que se alimentou da vida de que viveram os outros.
A minha vida e todas as minhas idéias mal tomadas,
Foram esquecidas como aos rumores cristãos.
O meu altruísmo se escondeu sob a máscara da religião.
Desmascarei-o quando já estava adepto às calamidades.
Eu não consisto à palermice eterna.
Todas as verdades são desagradáveis.
Salvo as tenras verdades.
Quantos são semelhantes a mim?
Fies conhecedores de caminhos inauditos,
Nobres! - Nobres como eu, quantos?
Sou um forte padecente do suplício.
Quantos homens não se perderam, nos mesmos caminhos.
Jornada estreita; esmagadora dos corações sem raças.
Este abominável exemplo de maldade!
Que são para mim essas nódoas sanguíneas,
A se acumular entre os espaços insondáveis,
Do meu receoso coração que busca um refúgio?
O suplício! O suplício!
Às vezes, todo vazio existencial de uma pessoa, é suprimido por uma vestimenta que não quer dizer nada.
É certo que as pessoas não conseguem sustentar por muito tempo uma situação falsa. Manter uma determinada máscara é difícil, dá trabalho e mais cedo ou mais tarde, ela cai, revelando a verdadeira face e intenções que se esconde por trás dela.
fatia de mutação
quando eu te entendo, você muda
e eu tenho que recomeçar
a gente é firme feito espuma
no ar
você metamorfoseou
mudou de cor, descosturou
ou, se calhar
quem mudou foi o meu olhar
É estranho escutar músicas,
o som, as combinações de sons e composições,
as vibrações, as ondas, a melodia.
Muitas vezes, quando nos escondemos,
nos fechamos para tudo,
mas a melodia nos abre.
Arregace, tire a sua máscara
e faça um suspiro.
Refletir é engolir em seco.
É mais fácil fugir do que enfrentar.
E agora?
O poder desabou,
O idiota volta às cenas
Do ostracismo.
O palco desarmou,
Não há mais público,
O espetáculo acabou.
A máscara caiu,
Os holofotes apagaram,
O circo se desfez.
Não há mais lugar
Para o narcisista pendurar.
Os asseclas desapareceram,
O fogo se extinguiu,
As labaredas morreram.
As estrelas ofuscaram,
As trevas retornaram,
A idiotice silenciou.
Agora, só resta o museu,
Frio e distante,
Para guardar a máscara
Das aventuras pueris.
O falso gestor que se homizia nos suntuosos gabinetes dando ordens ilegais tem a falsa percepção de que nunca será descoberto; um dia a casa cai e todos saberão o que se esconde detrás de uma máscara.
Nos tornamos incapazes de ver o caminho do Senhor , quando somos orgulhosos, assim , deixamos o pecado mascarado.
