Mas Vc Nao tem Culpa de Nao me Amar
Do que morremos?
Será do gotejar do veneno expelido por nós mesmos no caminhar diário?
Nossas invejas, ódios, amarguras, mágoas, fofocas e tantos outros ácidos contaminantes de nossos egos facineros...?!
Possivelmente que sim.
... e parece invertida as ideias e atitudes dos homens que ditam regras e dogmas dando a entender que não foi Deus que os criou
mas o homem, onde vão ditar as leis.
E as executar tarefas na terra o Criador ou Deus e ainda atribuindo-lhesempre as culpas por ter poder e ser mandante o feitor de toda atemporalidade.
Discussões exacerbadas por motivo de racismo ou diversidade, na verdade mostram que o verdadeiro problema são o desrespeito e a falta de empatia por parte de ambos os lados.
Todos são culpados.
Perdão,
Arrependimento ou correção,
Natural ou obrigado,
Do coração ou simplesmente falado.
Do ouvido para o outro,
A culpa procura outro.
Para melhorar e aprender,
Seguir em frente ou te esquecer,
Entre progredir ou ir embora...
O perdão é a melhor resposta.
Errar é humano, mas culpar o próximo pelas suas frustrações e insucessos em vez de refletir sobre a própria incapacidade de fazer o universo conspirar a seu favor é a mais beligerante, impudica, mesquinha e constrangedora imagem do egoísmo e egocentrismo do indivíduo.
"mil intrigas, mil enredos
prendem culpados e justos;
já ninguém dorme tranquilo
que a noite é um mundo de sustos"
O maior crime que alguém pode cometer é contra sua própria alma, acreditando ser possível viver simultaneamente nas trevas e na luz.
Toda inquietude, todas as dores, todos os ruídos que tantas vezes parecem nos invadir são apenas expressões desorganizadas de algo maior, de um potencial de vida, a capacidade de se expressar em amor. Talvez não esteja claro agora. É necessário pacificar-se para entender. Não é o mundo, nem as pessoas, nem nada mais que deve promover paz em nós. Esse é nosso condicionamento, geralmente é assim que somos levados a acreditar: a paz está em algo a ser buscado, uma meta, uma pessoa, um evento que um dia encontrarei. Essa busca insaciável nos desorganiza.
Faz com que as emoções enfraqueçam, nossa natureza seja distorcida, a criatividade diminui, coloca-se um véu denso e escuro sobre a capacidade de enxergar com clareza. Tudo o que temos naturalmente como potencial humano, toda beleza se confina em uma estrada estreita, congestionada, poluída.
Como aquele mundo de gente que sai no feriado para o litoral achando que encontrará felicidade em uma praia lotada, carros literalmente estacionados nas estradas, falta de estrutura, de água, de comida, horas de paciência na ida e na volta enquanto a cidade desfruta de rara paz.
Entende o que estou falando?
As dores existenciais que não sabe explicar, a sensação de que tem coisa faltando, o desconforto latente diante do que as pessoas tem se tornado, diante do que você mesmo tem se tornado, não indicam 'doenças' necessariamente, pelo contrário, podem indicar que há em você, dentro, muito mais do que convém aos 'donos do mundo', os que usam nossa sede para criar zumbis em prisões emocionais, escravos que passam a vida inteira buscando lá fora, em tudo o que dizem, ou melhor, que vendem, o que encontrariam se simplesmente se enxergassem com verdade, se parassem de correr atrás de todos os pneus que passam pela estrada.
A paz mora aí dentro. Não fora. Não lá, mas aqui. Tudo ficará absolutamente claro quando você se permitir parar, aquietar e enxergar. Não há fórmulas mágicas, encantamentos ou nada que substitua esse entendimento básico: É preciso enxergar-se.
Siga seu caminho em simplicidade, com alegria, presente no hoje, no agora, encontrando significados no cotidiano. Seja humano, seja você.
Esteja consciente. O que hoje parece desarmonia, refletirá sua paz interior e naturalmente se harmonizará conforme acontecer em seu coração. Só não inverta as coisas, não se engane, não se perca.
O mundo é dentro, o reino de Deus é dentro, a paz é dentro. Pare de buscar fora, de procurar culpados. Não são os outros é você. Pare de se distrair com tantas bobagens, com tanta pena de si mesmo, pare, e, então, finalmente, encontrará descanso."
Passado aquele...
O tão temido e arruinado passado
Tantas lembranças que tento apagar
Tantos atos que não ouso recordar
Quero apenas me livrar para não me arruinar
Não pensavas que me arrependerias tanto
De algo que fiz sem pensar
E lembrar agora me faz mudar
Quero novos rumos para tomar
Novas histórias para contar
Coisas novas para pensar
E quem sabe um dia essa dor aliviar
A culpa não vai passar
Mas não vou me condenar
Cada ato que fiz vai me melhorar
E me fazer pensar que tudo
Tudo um dia há de mudar
Inclusive as pessoas a me condenar
Aprenderes que todos um dia vão errar
E devem se perdoar por saber
Que a dor ensina a chorar
E que o tempo ensina a amar
Todos querem alguma coisa boa na vida: um bom emprego, estabilidade, uma casa , carro do ano, um amor perfeito, entre outras coisas que nos faz felizes. Entrementes, se para conseguir o que quer, tem que abdicar do que é - ou acha que é - o egoismo fala mais alto e fica mais simples reclamar do que não tem, mesmo que esse não tem tenha mais a ver consigo do que àqueles que culpa.
O ignorância de algumas pessoas é culpar o diabo por seus próprios erros e pedir ajuda a Deus sem sequer ter ação. A conveniência em se abster de qualquer tipo de culpa e de esperar soluções cairem do Céu faz parte da natureza da inaptidão e do desespero.
Quando você deixar de carregar culpas que pertencem aos outros e carregar apenas as suas, vai sentir que o peso que você carrega em seus ombros e muito menor do que o que você vem carregando durante todos esses anos...
O remorso é a pior de todas as guerras que podemos travar com nossa mente. É a impotência que temos perante o tempo, é a revelação de passados desastrosos, é a confirmação de atitudes irreparáveis.
Não existe felicidade, porque sempre existirá o tempo, sendo assim seu passado sempre renascerá diante dos seu olhos, em lembranças permanentes que sugaram aos poucos, toda a sua vontade de viver.
Hoje estou chorando
Querendo falar, gritar,
Porém mas uma vez, como de costume, me calo
Afinal por que ainda me calo?
Sinto uma vontade imensa de gritar,
De falar na cara dessa sociedade hipócrita que a culpa
NUNCA foi minha
Afinal já se passaram tantos meses, anos...
E esse peso, essa raiva, essa culpa não sai de mim...
Quem sabe um dia
Meu corpo e alma, que naqueles momentos
Foram dilacerados, invadidos
Entenda de uma vez por todas
Que não foi minha culpa
Enquanto isso não acontece
Vou me martirizando pelo que aconteceu comigo
E com muitas outras
Afinal não sou a única, sou milhões
Sou Carol, Jessica, Sandra e tantas outras
Que como eu
Carregam essa culpa e dor
Até quando levaremos uma culpa que não é nossa???
(31/07/2016)
habito aqui, no importante encontro
onde estar é o resumo do que somos
desejo — quanto mais adentro —
querer em tudo o que o que supomos
acontecer enquanto acontecemos
habitamos naquilo que conhecemos
na presença que mora na renuncia
na verdade que mente e disfarça
no momento, no apego, na impronuncia
no todo, em parte, no flagra, na farsa
estamos na ausência que não se despede
no fato que não se aceita
dá-se quanto mais se pede
quer-se quanto mais se rejeita
sentimento nunca inteiramente inteiro
vontade jamais ponderada
razão sussurrada
agente sorrateiro
de toda ignorada
loucura despudorada
a confissão está na negação
mas a aceitação não está na culpa
ele encontrou o alvedrio na prisão
ela peca, claudicante, enquanto purga
ambos se inocentam na condenação
ambos se oferecem na regeneração
pele do seu corpo, abraço que acalma
sinto pelo toque o sorriso da sua alma
beleza que jorra
o beijo que implora
para além do aquém
você, inteira e mais ninguém
