Mario Quintana fim e Começo
Prisioneiro de mim
Quando olho no porão escuro eu logo me vejo, escondido, recolhido, começo a meditar, onde está aquele pensamento atrevido, aquele anseio e aquele brio, o desejo de puxar a espada, então, vejo que minha jornada pode estar condenada, pois a poesia está enclausurada, sem forças para reagir, aprender, emergir, a cada dia o porão ganha vida, muitos pensamento habitados por lá, uma riqueza na escuridão, o tesouro que não pode ser garimpado, o pirata não tem o mapa, o castelo foi abandonada, nesse lar sem céu, sem estrelas, sem o luar, a mente que não aceita amar, o coração que parou, suspirando com dor, sem barulho, nem ratos e nem morcegos, somente os medos, a covardia, pois a vida é uma pressão, se não entender vira depressão, e nessa escuridão, sem dá oportunidade e sem colocar opinião, digo então, reflexo do rosto é não, seu céu é vermelho, eu triste não me reconheço no espelho, eu falo pra mim, sou mesmo assim um prisioneiro de mim.
Giovane Silva Santos
No Brilho Daquele Olhar
No brilho daquele olhar encontrei o amor, amor que no começo era paixão, e que por si só era perigo, más após o decorrer do tempo tornou-se muito mais.
Naquele brilho, enxerguei algo mais, pude ver quem eu queria ser e com quem queria estar, naquele olhar acompanhado de um sorriso brilhante, um sorriso que quando é verdadeiro mostra três covinhas, covinhas que sem pestanejar poderia enterrar meu coração, e essa combinação torna-se fatal a qualquer sentimento ruim que se estabelece na alma, mesmo estando com raiva ou triste com essa pessoa, aquele olhar e aquele sorriso reconquistam com tamanha facilidade jamais vista.
INFINITUDE DO "OITO"
O OITO é um número complexo:
não tem começo nem fim.
O OITO volteia e passa sempre no mesmo ponto.
Onde o OITO termina é, exatamente, onde ele recomeça.
Quem tem um OITO tem o infinito!
Nara Minervino
Ter sucesso sem ajudar ao próximo é como mastigar um chiclete, que é muito saboroso no começo, mas com o tempo vai ficando amargo e se perde o prazer.
SONETO TRANSVERSO
Nosso amor, é amor que não conheço
Teve começo nas quimeras do coração
Tal qual numa quadrilha de São João
Que no luar, o enredo nele foi expresso
Sem bilhete, ou ao violão uma canção
O nosso amor no rumo foi perverso
Sem adeus e, nem o perdão confesso
As palavras na palavra ficaram um não
Se choro aqui no soneto transverso
Choras aí na distância da separação
Assim, na saudade, tudo é submerso
É um vazio tão cheio de imensidão
Que não posso negar, este vil verso
Ainda cego da mais vesana paixão
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro, 14 de 2017
05'30"
Cerrado goiano
Ao empreender, se deseja realização pessoal, não é um bom começo quando suas ações têm como objeto maior dinheiro e sucesso, pois estes são apenas resultantes de um empreendimento bem feito e não compram o seu desejo.
Eu escrevo e publico dicas de escrita porque no começo, quando comecei a escrever, eu procurei por dicas de escrita e encontrei muitas; e o que aprendi, eu passo adiante.
De graça recebestes, de graça dai. (Mateus 10:8)
Sonhos
Não preciso fechar os
Meus olhos para sonhar
Apenas abro minha
Mente e começo
A imaginar
Não preciso deitar
E dormir para
Que os sonhos
Venham até mim
Eu só me levanto
E sigo, e todos
Os meus sonhos
Eu conquisto
Tudo no mundo tem seu começo, meio e fim.
Para a madeira o cupim
Para o ferro o ferrugem
Para as pirâmides o tempo
Para vida a morte!
Daniel d'Paula
Você percebe que finalmente está bem quando desapega de alguém que não lhe fazia bem, no começo isso te machuca bastante mas quando você finalmente consegue, é algo libertador você deixar de sentir quaisquer sentimentos sobre essa pessoa, a única coisa que resta é pena pelo que você poderia oferecer a ela e a mesma recusou.
Toda história tem um começo, um meio cheio de brigas, estresse, telefone na parede, xingamento, choro, riso largo, dorme com Deus, te odeio. E quando é pra ser o final, a gente esquece tudo, e volta correndo pro meio. É amor que fala, né?
Ricardo F.
Soneto ao Começo
Contemplo-me e constato que não a há mais;
Sinto tua falta (vida);
O Coração desiste e o frio me acolhe;
Minhas Paredes agora são de madeira revestida;
Meu sorriso é brando, porem imóvel;
E um rosto pálido mostra-os o tempo parar;
Triste, há tantos a minha volta, alguns felizes;
Será ?
Meu nome estampa a tampa de um poeta branco;
Já é noite e o tempo de estar acabou;
E eles não ouvem minha dor pedindo;
Percebo, então escuto e sigo, acabou de verdade;
Estou de mãos dadas com ela;
Cá é meu sepulcro, estou de mãos atadas a ela (Morte).
Titulo: Soneto ao começo
Autor: Alan Rohrig
Data: Junho de 2007.
Algo mexeu comigo esses dias
Começo a perceber que não tenho ninguém na vida
Ninguém para contar do meu dia
Ninguém para abraçar quando estou triste
Ninguém para amar
Tenho muitos amigos e pessoas que me amam e não me desamparam
Mas não tenho ninguém para mim
É fim de ano, fim de metas, fim de ciclos
Fim de questionamentos e argumentos
E algo/alguém mexeu comigo esses dias
A casa vazia e o silêncio das ruas só reforçam a solidão
O frio que entra e fica nas paredes que nunca se aquecem
A solidão que nunca me abandonou e a vontade de chorar
Mas chorar num peito de verdade pois estou cansada de almofadas
Pois algo mexeu comigo e eu não sei como lidar
Quero um abraço sincero, daqueles que duram uma eternidade
Quero ser entendida, compreendida e respeitada
Quero ter com quem chorar e também sorrir
Quero amar e também ser amada
Quero da vida todo o amor que ficou pelas estradas.
Considerando que somos apenas passageiros da vida e como toda viagem ela tem começo e fim, se tiver que escolher entre ser importante e ser feliz, seja feliz! Uma vez que importa já somos, pois Deus nos escolheu para está aqui e ser o que somos"Léo Poeta
OS NOSSOS DIAS ERAM ASSIM
No começo dos dias pensávamos que o caminho que estávamos seguindo não era realmente aquilo que imaginávamos, então começamos a explorar tudo o que poderíamos para alcançar todas as fases possíveis para nos encontrar dentro daquela realidade, sem usar nenhum tipo de passo Word para chegarmos no final do game; adquirimos uma experiência absurda, mas já não conseguíamos mais nos adequar nas variáveis que nos cercava naquele universo. E realmente aquele não era o nosso caminho, não era o caminho que queríamos seguir ou que seguiríamos futuramente. Não conseguíamos chegar a grandes lugares ou fazer grandes coisas porque não tínhamos nenhum tipo de poder para tomar algum tipo de decisão que poderia nos levar a grandes lugares ou a um novo universo, eram dias em uma suposta prisão social que nos impedia de tomar decisões que iam na contramão de tudo o que já estava programado pelo sistema; os nossos dias eram assim até que decidimos modificar a nossa própria existência e manipular todos os códigos apresentados a nosso respeito dentro daquela realidade; nos libertamos.
Um novo dia
Um dia depois de modificarmos os códigos percebemos que éramos um grupo que não fazia mais parte de tudo o que observávamos em nossa volta, esse sentimento foi gerado ao mesmo tempo em que começamos a nos sentir livres; percebemos que ao ter acesso a informações livres, nós já não conseguíamos mais retroagir e se conectar novamente com aquela realidade padronizada que vivíamos antes, estávamos livres. Não poderíamos parar e agora todos aqueles que ouvissem a mensagem e quem tivesse a decisão de se conectar com o código livre poderiam experimentar uma nova percepção da realidade e ter acesso a todos os rastros que estávamos deixando como informações disponíveis para o acesso de todos.
A realidade era apenas um código e quando começamos a modifica-la a partir da nossa própria realidade, percebemos que sempre estivemos lá e o tempo nunca existiu.
O passado, o presente, o futuro, foram descritos em algumas linhas e já não era algo tão grandioso assim, quando percebemos que o tínhamos em nossas mãos e que poderíamos modifica-lo criamos um novo multiverso. Hoje temos uma infinitude de possibilidades, onde o estado, o governo, o sistema, os padrões sociais, o tempo, as limitações da realidade já não podem mais ter controle sobre nós.
O tempo, nunca existiu. A realidade era apenas um código. Então, sorri!
Resende, 07 de Novembro de 2019
Não sei onde começo,
Nem onde acabo. E outra
Dúvida se acrescenta:
Quando eu morrer
Qual dos meus eus estará
Sendo enterrado comigo?
E os outros, os que não me
Seguirem, continuarão
Vagando por ai, continuando
A expor o meu tormento?
Se eu te disse que nasci
Um só e que morri
Vários, foi porque o dom
Da vida se dispersou
Em mim, fazendo de um
Só poeta possível, um
Deserto permeado. Só os
Veros poetas nascem vários
E morrem um só, Eupalinos!
