Marcas no Corpo
Eu
Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.
A morte física é apenas a última renúncia dos redimidos em um corpo marcado pelo pecado depois da queda. A morte física é a última jornada a ser percorrida para que cheguemos à plenitude de nova criatura.
(2º Cor 4.16)
A dor que não fere, não regenera.
Toda cicatriz é a marca de uma transformação, seja no corpo ou na alma.
"Nenhuma marca no corpo substitui a proclamação do evangelho, o ensino da Palavra e uma vida moldada pela cruz."
A renda do vestido
marca o corpo
e a pele nacarada
Ao fim da festa, onde a pressa
em livrar-se dela rasgou-se,
desfez-se pela força do desejo
Largada, jogada
a renda branca manchada
pelo rubro desejo
por ambos saciado
A renda que espera o momento
de envolvê-la novamente
no caminho
de volta para sua casa
É tatuagem
Doença, não sara !
Marca no corpo
Cravada !
É loucura
Ferida que sangra,
Dos olhos
Saem águas !
Paixão doe no peito
Dor danada
Lateja,
Coração, alma !
09/06/2017
Cada manhã esse amor nasce mais forte
Marca meu corpo como um profundo corte
Vive no meu coração pedindo pra sorte
Que eu sinta esse amor antes da morte
Brilha como um diamante
Teu calor de mim é distante
Corro ao teu encontro ofegante
Dando-lhe a vida apenas por um instante
Amá-la às vezes parece ser um castigo
Quero essa moça para viver comigo
Estar ao seu lado em todo domingo
Mas como um amor não um amigo
Trago-lhe uma flor do nosso jardim
Que é pra ganhar um sorriso pra mim
Nos dois seremos felizes assim
Na certeza que nosso amor não terá fim
Queria que fosse minha namorada
Seria entre todas a mais amada
Tua historia uma historia encantada
Mais sou egoísta ou tudo ou nada.
André Didi Ribeiro.
Corpo marcado
Meu corpo está marcado
Marcas que o tempo não irá apagar
Mas nenhuma delas, diz tanto como o seu olhar.
Meu corpo está marcado
Pelo sentimento dos teus lábios
Pelo dedilhar dos teus desejos
Pelo simples fato de nos amar.
Alexandre C.
Poeta de Libra
