Mapa
Como ler os teus lábios indecifráveis, sabendo que as tuas mãos são o mapa que me guia ao mais profundo lar da paz serena.
Viajar pela estrada é muito mais do que percorrer distâncias no mapa. É sobre cruzar caminhos com pessoas que, mesmo por instantes, transformam a nossa jornada. Algumas aparecem de repente, como se fossem velhos conhecidos que o acaso decidiu nos apresentar tarde demais. Outras chegam devagar, em conversas despretensiosas, e logo se tornam parte do dia a dia, mesmo que por um breve capítulo.
Há algo mágico nesses encontros. Talvez seja o fato de que, na estrada, estamos todos em busca de algo: um destino, uma aventura, ou simplesmente a liberdade de viver o momento. É isso que nos une, ainda que nossos roteiros sejam diferentes. Compartilhamos histórias, risadas, refeições e, às vezes, até silêncios que não precisam ser preenchidos.
Mas a estrada também exige despedidas. Cada “até breve” vem carregado de esperança e saudade. Sabemos que os caminhos podem nos afastar, mas também aprendemos a confiar nos reencontros inesperados. Porque, na estrada, as partidas não significam finais; elas abrem espaço para que a vida siga seu fluxo, com a promessa de que as melhores conexões sempre encontram um jeito de se cruzar novamente.
E assim seguimos: colecionando histórias e pessoas, carregando em cada despedida um pedaço do outro e deixando algo de nós por onde passamos. Porque é isso que torna a viagem tão inesquecível.. não são apenas os lugares que visitamos, mas as almas que nos encontram pelo caminho.
Oração, é um mapa do tesouro, é a porta que se abre, lá dentro da eternidade, que revela no profundo os segredos do céu.
Ao longo do caminho que temos que trilhar,
Semeia a palavra, você não precisa entender o mapa, o Senhor vai na frente, porque Ele é o líder, da jornada, e caminhamos a sua caminhada.
Não tenta entender o mapa de Deus.
Não tenta comparar o seu relógio com o Dele,
Não tenta acertar o horário do seu relógio com o horário Dele.
“Conto Sem Fuga”
Viaja, coração — sem mapa, sem bagagem,
cruzando desertos de rotina e miragens,
na esperança de que o amor seja real,
e não apenas um eco no quintal da alma.
Liberdade soa linda…
até que ela custa o toque,
o riso em dia nublado,
o cheiro no travesseiro —
onde antes havia lar, há silêncio calado.
Sentimentos se embaralham como vento em véus,
confusos, intensos — ora céu, ora breu,
e as lágrimas que caem não são fraqueza,
são bilhetes molhados ao universo, pedindo beleza.
Pagamos caro por sonhar:
o apego, o abrigo, o beijo não dado,
o amor que nunca disse a que veio,
mas ficou sentado no peito, espreitando.
E ainda assim — sorrimos.
Colocamos a máscara de contentamento,
enquanto o "eu" lá dentro
grita por toque, por verdade, por alento.
Grita por um conto de fadas
que não precise de dragões ou castelos,
mas de mãos que se reconhecem,
e olhos que digam: “eu também me perdi, mas vim te achar.”
E talvez o encanto esteja nisso:
na dor que não some,
na pele que ainda arrepia só de lembrar o nome,
no beijo que mora sem nunca morar,
no instante que foi…
e ficou para eternizar.
Mas ao final da página —
não há fuga, nem feitiço.
A realidade sempre nos chama
e exige o compromisso.
"No mapa da minha vida, as cicatrizes marcam os lugares onde mais cresci e me transformei, tornando-me a pessoa que sou hoje."
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