Luto Morte
A felicidade ou a tristeza não são destinos, são apenas trechos da nossa jornada, logo tanto uma, quanto a outra, passam.
Qualquer homem pode disputar o corpo de uma mulher, mas só a conquista aquele que invadir a sua alma.
Sobre a vida: vivemos como se nunca fôssemos morrer e, quando morremos, se não deixamos marcas seja na vida de alguém, seja alguna contribuição social, morremos como se nunca tivessemos vivido.
Se não existem relacionamentos perfeitos,
Se não encontramos um ao outro por acaso,
Se não precisarmos criar tantas expectativas,
Se sempre fizermos escolhas conscientes,
Se formos parceiros que não desistem nas primeiras dificuldades,
Se realmente desejarmos viver algo incrível,
Ainda que não sejamos eternos, mas que nos tornemos inesquecíveis.
Talvez não exista nada perfeito, porque seria o máximo de algo feito.
O amor, se não fôssemos falíveis e humanos, seria perfeito, mas ele é o que doamos, sem exigir nada em troca e isso só seria possível se não existisse o egoísmo, onde o que importa é o que recebemos. Então a perfeição não é amar, é perdoar.
Sabe, Amor, estava pensando hoje sobre a vida. Desde os 46 invernos, 46 primaveras, 47 verões e vivendo meu agora o meu 47 outono.
Percebi, aqui caído nesse precipício, no qual estou já fazem quase dois anos, por caminhos que escolhi traçar, caminhos longe do sol, regados pelo frio sombrio da noite, que a vida não é um fim, não é um resultado. É um conjunto dos momentos, todos os momentos, que vivemos durante nossa caminhada. E como será o fim da jornada, depende de como olhamos, de como apreciamos, de como conseguimos entender a beleza, a intensidade, o sabor, a textura desses momentos, sejam eles bons ou ruins, doces ou amargos, sonhos ou pesadelos. De como aceitamos as cores que cada um desses momentos, caminhos, cultivou e que envolve nosso ser. Não existe nada que não devíamos ter vividos. E por pior que pareçam, por mais terríveis, por mais sombrios, sempre haverá uma beleza exótica que podemos encontrar e que, ao contemplar e viver, passou a fazer parte de nós e nós fazem únicos.
É nesse momento que precisamos encontrar a paz de saber que um dia, um momento, em um dos caminhos, seja ao sol ou ao luar, chegaremos ao fim. Onde não haverá mais caminhos, momentos, sabores, nada a contemplar mais. O fim de tudo é inevitável. Pena que quando jovens, pensamos que a maior conquista é alcançar a vitória. Ignoramos que a real vitória da existência, de forma dúbia e antagônica, é também o fim de nossa jornada.
E quando percebemos que a vitória é o fim, é não mais caminhar, não mais contemplar, não mais saborear, não mais sentir a textura, essa vitória, esse fim perde o sentido. Percebemos que o que importa são as coisas que são inevitáveis, ou seja a caminhada, a jornada, a luta, os momentos, o amor, a intensidade, as cores e ver e encontrar a beleza até naquilo que achamos mais improvável que exista algo belo. Seja as coisas que criamos, que achamos,vá esquerda que tomamos quando tudo nos leva para a direita. Como vivemos, como avançamos em busca do que sabemos que nos marcará para sempre. E quando esquecemos isso, um grande "se" invade nosso ser, e mesmo ao chegar na linha final, ganharmos a vitória tão almejada, podemos nos deparar que perdemos o mais importante: o caminho, os momentos, as cores, sabores, a vida... perceberemos que muito do que ouvimos e seguimos apenas nós limitou realmente de guardar e viver o que era realmente valioso.
Tem um poema se Dylan Thomas, que reflete tudo isso. "Fúria contra a luz que já não fulgura". Quero que você imagine. Estamos cercados de tantas coisas que estão ali apenas para ofuscar e desviar nossa atenção daquilo que realmente importa em nossa caminhada. Algumas sombras, que às vezes nos dão tanta certeza de que estamos vivos, que estamos cercados e de que finalmente encontramos o grande significado. Para ver mais adiante de que não passava de uma sombra, que ao anoitecer some sem deixar rastros e simplesmente a amargura de ter deixado essas sombras desviarem nossos olhares daquilo que era realmente palpável e eterno. E por causa disso, deixamos de nos comprometer e apaixonar em abraçar a vida. Em viver o que muitos achavam improvável, mas que no final, veremos que era o mais provável para nós.
A paixão não está em lutar para alcançar, mas sim em viver o caminho. Em não se render frente as ondas, opiniões, preconceitos ou mesmo as dores e feridas que adquirimos na jornada. Mas, ao invés de se render, escolher a "fúria". A fúria contra a luz que se apaga. A fúria contra tufo que se opõe em fazer com que possamos contemplar o caminho, a jornada. A fúria contra as sombras que são colocadas a nossa volta, por melhor que sejam, mas impendem de ver o palpável e real, e de viver momentos únicos que nos completariam e evitariam uma lamentável tristeza do "e se..." A fúria de proteger o amor, e de escolher vivê-lo apesar de tudo. A fúria em não querer a ambiguidade de receber a vitória e com ela o fim de tudo. Ter a fúria de viver intensamente, mesmo sabendo que a luz ainda continua se apagando.
Me lembro de estar sentado no Arpoador e vendo o sol descendo. A luta do Sol contra a sua eminente derrota para a fria noite. Me lembro da sensação, de ver que mesmo no último instante, quando ele se dissipada no horizonte, ainda era possível ver que ele continuava lutando. Nunca desistia, mesmo sabendo que seria obscurecido. A fúria de viver ao máximo, viver apaixonado, mesmo sabendo que ela ainda nós leva ao inevitável fim. É a escolha mais comovente que alguém deve fazer. É a escolha que faço. Não escolho como minha jornada terminará. Mas, sim em viver a jornada, os momentos, a aventura, sentir a vida, tocar o amor é ver ele se materializar, a fúria!
É, eu termino esse devaneio, ao som de "Knocking on Heavens Door". E a letra dessa música, ilustra um pouco tudo. Menos lutas inglórias, menos certezas, menos armas, e sair mais vivo desta vida...
Eu cheguei a pensar que se olhasse uma mulher nos olhos, tão perto onde pudesse ouvir seu coração, enxergaria a sua alma, mas estava enganado. Também imaginei que se ela se
despisse e a visse nua, a conheceria, mas não
era verdade. Só se conhece uma mulher quem
sabe o que toca a sua alma, o que a fere, o que arrebata as suas lágrimas, quais são seus traumas, seus medos e o que a motiva a se levantar e seguir em frente, todos os dias. Quem viu o seu corpo e tocou a sua pele, mas não sabe a sua história,
não a conheceu.
Você é uma ponte
que me conecta com a realidade,
É chegada que me arrebata
e partida que deixa saudades.
É a luz que irradia
quando tudo se apaga ao meu redor.
É o aconchego de um abraço sem fim,
a surpresa que materializa uma possibilidade,
É a esperança de um reencontro
onde revivemos momentos inesquecíveis,
Ou apenas o desabafo
na forma de uma pretensa poesia sem rima.
Não há caminho errado quando todos levam ao mesmo lugar. Assim como todos os rios desembocam no mar, todas as vidas terminam na morte.
Despir o corpo de uma mulher
qualquer um pode fazer.
Desnudar-lhe a alma,
afastar os seus medos,
curar suas feridas
e abrigar seu coração
é tarefa para poucos.
Num universo de bilhões de pessoas, conectadas por redes sociais e comunicadores instantâneos, por incrível que pareça, o mais difícil é encontrar alguém. Quando isso acontecer lembre-se que não é o diálogo que mantém o relacionamento, é a compreensão, na contínua intimidade do afeto e carinho.
Qual o sentido da vida?
A vida é uma pausa de todos os sentidos, os quais experimentam as dores e se concretizam com a morte.
Pode parecer absurdo, mas se queremos, insistimos ou cobramos demais, exageramos.
O excesso é o que passa da medida, o que excede os padrões que consideramos ideais ou normais, é o exagero.
Quando nos entregamos demais, sem reciprocidade, corremos o risco de não fazer falta.
Embora isso não devesse ser aplicado nos relacionamentos, a falta ou escassez é o que gera a necessidade.
Então, no relacionamento a atenção, o afeto, o carinho, o ciúme ou a cobrança precisam de equilíbrio entre a escassez e o excesso, entre o amor pelo outro e por nós mesmos.
Muitas mulheres estão se divertindo num carrocel, girando num parque de diversões, onde encontram alguém que se destaca numa coisa e não em outra e amanhã, vão comparar um com vários outros, procurando o homem certo, provedor e não o moleque, o cara que seria perfeito, se existisse.
Elegância sempre foi ocultar e revelar aos poucos o que é belo, quando a mulher empresta ao seu vestido todos os elogios.
Rejeitada, dispensada, explorada, confinada, espancada, limitada, esquecida, incomodada, silenciada, escorraçada, excluída, traída, ferida, magoada, privada, negligenciada, ludibriada, roubada, usada, descartada...
Eu Estive Aqui.
"A vida é difícil; aprendemos a viver para os outros, a amar profundamente. E quando estamos apegados com a velhice, a morte chega e separa o elo que um dia foi formado, em meio ao desespero e a circunstância percebemos que ser feliz é viver para os outros e apreciar cada segundo com eles."
