Lua e Sol a História
O Sol se pôs e a Lua se ergueu,
foi no Galo da Madrugada
que o amor para nós aconteceu
numa noite estrelada --
O mundo parecia que parou,
e no final era só você e eu.
Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas,
na Serra de Itajaí
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.
Esse Ribeirão Garcia
que permite que tenhamos
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.
Tão precioso para as vidas
não apenas das capivaras,
lontras e garças,
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam.
Muitos sem notar
que este ribeirão
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu
do nosso destino,
por isso todos os dias
celebro este ribeirão tão querido.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
Eclipse é arteirice do Sol,
roçando todo faceiro
com a meiguice da Lua,
cúmplice que insinua
na madrugada absoluta.
De dois lugares distantes,
os dois assistindo à dança
nesta nossa Terra absurda
onde ser poesia é aventura.
Como Bochica transformado no Sol
e Huitaca transformada na Lua,
nós seguimos no ritmo da Cumbia;
não deixo jamais de ser toda tua,
e você não deixa de ser todo meu.
Unidos pelo coração e pela música,
tu hás de enfeitar a minha orelha
com uma flor de mayo enquanto leio
sobre a entrega d'alma num poema,
para que na entrega tu te converta.
Quero ir contigo para bem longe,
e até por onde a gente não conheça,
para que falta de amor e de aventura
a gente na vida jamais padeça —
e por tudo a gente sempre se mereça.
"Eu amo você, da mesma forma que o sol ama a lua; da mesma forma que o céu amar o mar e da mesma forma que os meus pulmões precisam de ar para respirar."
Ass: Mannu Viana Rios
Ela é Sol! Eu sou Lua!
Ela é o Sol,
eu sou a Lua,
duas almas diferentes
sob a mesma imensidão.
Ela chega trazendo luz,
eu chego trazendo mistério;
ela ilumina o que toca,
eu guardo o que sinto em silêncio.
Ela é calor,
eu sou maré;
ela desperta sentimentos
que eu nem sabia que havia em mim.
Talvez seja por isso
que eu escreva tanto sobre ela:
porque há pessoas que simplesmente passam,
e há aquelas que deixam o céu diferente
depois que chegam.
Ela não precisa saber
quantas constelações acendeu em mim.
Talvez nem perceba
que, quando penso nela,
até minhas noites encontram claridade.
E eu, Lua,
continuo orbitando meus próprios pensamentos,
tentando transformar em versos
aquilo que não consigo dizer.
Porque o Sol não sabe
o quanto a Lua o observa.
E a Lua talvez nunca conte
o quanto é bonito receber sua luz.
Mas existe algo que o céu sabe
e nós talvez ainda não:
há encontros que não precisam acontecer no mesmo instante
para pertencerem ao mesmo universo.
Ela é o Sol.
Eu sou a Lua.
E, entre a luz dela
e as minhas fases,
existe um céu inteiro
guardando aquilo que somente nós
poderíamos entender.
O SOL E A LUA DE ASSIS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ó Sol de Assis, seráfico arauto da alvorada,Que fizeste da pobreza tua púrpura sagrada,Ergueste ao céu a voz de tua harpa peregrina,E a criação inteira tornou-se ladainha divina.
Ó Lua de Assis, Claríssima entre as claridades,Espelho da mansidão e das eternidades,No claustro floresceste em silêncio e oração,Como lírio celeste guardando o coração.
Juntos, irmãos no Cristo, em fraternura perfeita,Tecestes sobre a terra uma esperança eleita;Ele, qual fogo ardente, em júbilo fecundo;Ela, qual lâmpada alva velando sobre o mundo.
E vieram convosco os irmãos da criação:O Irmão Sol em fulgor, a Irmã Lua em mansidão;As estrelas, em silêncio, a bordar o firmamento;O vento, monge errante, a cantar no movimento.
A irmã Água chorava em cristalina pureza;O irmão Fogo tremia em rubra gentileza;A irmã Mãe Terra, em seu fecundo regaço,Guardava as sementes do eterno abraço.
Os pássaros ouviam a palavra peregrina,E o lobo, outrora fero, curvou-se à lei divina;As árvores erguiam seus braços ao Senhor,E as pedras aprendiam o idioma do amor.
Mas eis que a humanidade, em delírio homicida,Cobriu de ferro e cinza a face da própria vida;E sobre o lenho augusto da suprema redenção,Derramou sangue insano em cruel exaltação.
Então chorou a Terra em noturna agonia,E o céu velou seus astros na mais profunda aridez;As fontes soluçaram em líquida tristeza,E os montes estremeceram diante da aspereza.
As rosas desfizeram-se em rubicundo pranto,Os rios carregaram um silencioso canto;O vento repetia, em lúgubre gemido,O nome do Justíssimo, na cruz escarnecido.
Ó lágrimas da natureza ante a cruz erguida!Ó sangue desvairado ferindo a própria vida!As aves emudeceram nos ninhos do arrebol,E a Lua empalideceu ao contemplar o Sol.
Francisco, Sol de Assis, beijou as santas chagas;Clara, Lua de Assis, velou as noites vagas;E ambos, como dois círios diante do Redentor,Fizeram da existência um cântico de amor.
Eles chamaram irmãos os homens e os animais,Os pobres, os enfermos, os pequenos e os mortais;Chamaram irmã a morte, e irmão cada vivente,Pois viam Deus oculto no pó e na corrente.
Que o Irmão Sol nos desperte do orgulho e da ambição;Que a Irmã Lua derrame brandura no coração;Que a Água nos purifique, que o Fogo nos dê ardor,Que a Terra nos ensine o labor e o louvor.
E quando o mundo inteiro, cansado de seus erros,Ouvir de novo o brado que ressoa pelos cerros,Francisco e Clara, unidos na celeste comunhão,Farão de cada lágrima uma estrela em ascensão.
Então a cruz, outrora banhada em sangue humano,Será jardim de paz sobre o deserto insano;E todos os irmãos, em jubilosa harmonia,Cantarão com Assis a eterna cortesia.
Ó Sol de Assis! Ó Lua de Assis! Em vossa claridade,Aprenda a criatura a santa fraternidade;E cesse finalmente a loucura dos conflitos,Para que a Terra inteira seja um coro de benditos.
Porque onde houver amor, ali floresce a aurora;Onde houver mansidão, o céu sobre nós vigora;E o universo, reunido em um só resplendor,Entoará eternamente o cântico do Senhor.
Hoje a Lua brilha
Sobre o meu quintal.
A luz do Sol que trilha,
Mas não deixa rastro
Sobre a escuridão.
Eu penso nas noites passadas,
Penso sobre densos nevoeiros,
Flechas atravessadas
Quando os olhos pouco viam.
Do pouco que viram,
Traduziram pouco… ou quase nada.
Um cinzeiro sobre a mesa,
A luz da Light na calçada,
Tantas diferenças,
Tênues relevâncias.
A noite flutuante
Paira sobre a noite enluarada.
Madrugada avança sobre horas de sonhos,
Meu sono acanhado,
Meus olhares, cada vez mais poucos,
Traduzindo a cada noite
Muito mais do que enxergam —
Pouco ou quase nada.
O silêncio da noite
Chega a ser maior, mais denso
E mais abrangente que a própria noite.
Até que sobre pouco:
Muita luz, muita neblina, silêncio demais.
Paz por sobre a rua,
Luz do poste, que,
Goste ou não goste, não passa da esquina.
Meus olhares cansados também não.
Edson Ricardo Paiva
O céu não precisa de sol pra nascer o dia,
nem da lua pra trazer calmaria.
Porque a luz que lá existe não é criação
é o próprio Deus em manifestação.
miriamleal
Sentir os detalhes:
O vento atravessando o corpo,
o sol aquecendo em uma manhã fria,
a lua brilhando e fazendo sonhar com um amor,
o abraço que faz carinho na alma,
a flor que envolve delicadamente com o seu perfume.
Porque, às vezes, a felicidade mora nas coisas simples,
nos instantes que passam despercebidos,
e é na delicadeza de cada pequeno encanto
que a vida, silenciosamente, floresce em mim.
Priscila de Araújo
Caminhar Cigano 💃
Caminhe sob a luz do Sol,
da Lua e das Estrelas;
com a leveza da Brisa
e a impetuosidade do Vento;
com a solidez e a força da Terra;
com o frescor,
a fluidez e a fertilidade da Água;
com o ardor e a coragem do Fogo;
e siga sempre caminhando
com gratidão na alma,
amor no coração
e paz nos pensamentos.
Caminhe cantando
e dançando
que a tristeza,
para longe de ti,
vai caminhar.
Que seus caminhos sejam livres,
seus passos firmes
e sua alma leve.
Que a Estrada lhe ensine,
que o Vento lhe conduza,
que a Terra lhe sustente,
que a Água lhe renove,
que o Fogo lhe fortaleça
e que o Céu jamais deixe
de iluminar seus caminhos.
✍@MiriamDaCosta
"A última Lua do ano (que vai) e o primeiro Sol do ano (que vem) vão insistir para estar comigo, no momento das respectivas partida e chegada. Todo fim de ano é isso, Hum!"
Texto Meu No.1161 (Ano 2022)
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
CITE A FONTE E O AUTOR
Estar sob as mesmas estrelas, sob a mesma lua, sob o mesmo sol, sob a mesma chuva, sob os mesmos poemas, sob o mesmo Amor: contigo.
Disse o Poeta – O Sol foi feito para dia e a Lua foi feita para noite. De vez em quando eles se encontram. Mas muito, muito raramente, numa distância imensa, distância esta, quase que, sem fim.
Quando a lua se fez cheia perguntou: A que publico devo agradar? Veio o Sol e então respondeu: Aos amantes, pois eu já sou responsável por toda felicidade do dia e o mar pela paz interior o resto deixa para as tuas outras fases.
