Logo ali na Proxima Esquina
Vi na areia dessa praia
Uma estrela-do-mar
Ela tava, ali, morrendo
Pus-me logo a ajudar
Tinha mais de um milhão
Sei que muitas morrerão
Mas essa eu vou salvar
Logo ali atrás deixei um embrulho feito de papel de pão, amarrado com cordão.
Todo mundo gosta de embalagens... papéis coloridos fitas e celofanes. Nem sempre dá tempo de arrumar um presente dentro de uma embalagem. As festas são tão rápidas e mais rápidos ainda os amores. Por isso o pacote está assim, embrulhado em papel de pão, que era o que eu tinha ontem.
Embrulhava tijolos em papel de pão, amarrava com cordão e deixava em algum lugar estratégico pra alguém achar, mal sabia eu o significado daquilo.
Os embrulhos eram para os moleques das outras ruas, os da nossa rua não eram moleques, eram meninos. E mais menino ainda era o Ivan, que era todo embrulhadinho em papel celofane. Todas as meninas gostavam do Ivan, que descia com tudo a rua com sua Caloi vermelha.
Engraçado é o gostar. Joelson também, todas as meninas da escola gostavam dele, inclusive eu. Sentava a frente dele e um dia me pediu a borracha emprestada e nela escreveu que eu era bonita. Isso serviu para eu embrulhar o Joelson num papel colorido e decorar com fita de cetim.
Sabe aqueles momentos que só voce esta ali sozinho. Ninguém ao lado, logo sai os sentimentos do fundo do coração.
Se a vida te mostrar motivos pra parar, acelere, e mostre que a chegada é logo ali depois das decepções!
O futuro está logo ali; por isso a coragem não pode faltar.
Se para haver resultado é preciso apostar.. Aposte!
Se não nunca saberá se apenas perdeu uma ficha ou
se o jogo todo teria sido ganho!
É logo ali depois da curva que a poesia acumula sabedoria, o simples declama meu amor onde está meus olhos não o vê, quem ouve a simplicidade não esquece o valor do aprendizado.
IMPLOSÃO
Estranha sensação
Me julgava Sansão
Baquiei e sofri
Logo ali já vi
Tão pouco era Davi
Luta inglória
Fértil memória
Alegrias e incertezas
A embalar o coração
Amor, paixão, perfeição?
Trajetória em vão
Sobremesa tristeza
Ergui a cabeça
Assumi os riscos
Fiz uns rabiscos
Libertei a aflição
Confessei a emoção
Implosão do projeto
Desabou desde o teto
Na lona e no chão
Não olvidei o afeto
Pedi perdão
E invoquei gratidão.
Logo ali no gosto exposto...
Há um rosto escupido, ás vezes sonhos são banidos de nós com o tempo, leva o vento*
Logo ali no gosto exposto...
Há um rosto escupido, ás vezes sonhos são banidos de nós com o tempo, leva o vento.
Privilégio
E tem um amor que fica logo ali; esperando. De tanto esperar e desejar, seus cabelos já são brancos. Que afago, fico a pensar. E passa o olhar que perde-se, pelo mar. O sino, do quebrar das alvas, ondas, lembram aqueles cabelos a branquejar. Há coisas que não se escolhe.
Uma delas é á quem amar. E tem um amor que fica logo ali. A esperança não cansa de regar, para quem sabe o desconhecido, privilegiar. E logo ali; tem um amor...
Passamos tanto tempo procurando a felicidade, e não é que ela está logo ali, ao nosso lado, em nossa casa:nossa família!
