Literatura de Cordel
Eu tinha tudo o que precisava para começar. O destino era cheio de ironias. Aprendíamos sobre a vida quando enfrentávamos a morte; revivíamos o amor quando o enterrávamos; e reconstruíamos sonhos quando eles já estavam despedaçados. Foi preciso perder o medo de machucar os outros para que eu encontrasse minha coragem em algum lugar escondida dentro de mim.
Acreditava que o maior conhecimento, especialmente para uma mulher, eram as palavras. Fatos, histórias, fantasias... o que importava era estar com fome e abraçá-las quando a vida se tornava complicada ou vazia.
Circulo muito por diversos bairros. Esse caminhar pelas ruas te dá a oportunidade de experimentar a alteridade, fazer uma outra leitura dos lugares.
Eu nasci e cresci no subúrbio, sou da Madureira. Quando eu fui fazer faculdade, comecei a escrever e eu sentia falta na literatura contemporânea brasileira desses personagens suburbanos. Eles pouco aparecem como protagonistas e, entretanto, representam a maior parte da economia do País.
Me sinto menosprezado pelo seu sentimentalismo frio! Sinto-me como um poço sem fundo com seu silêncio pertubador. Ignorado ou rejeitado? Qual palavra definiria esse sentimento retroverso...?
Não há novas histórias. Tudo depende de como você lida com elas. Nos romances, os personagens vão se apaixonar; você sabe disso quando vê a capa do livro. É como chegar lá que é divertido.
Cada palavra tinha sua magia. Eram como pinceladas pintando a paisagem da cidade, cada uma ajudando a construir uma imagem do todo.
