Literatura
Sujeito que não honra as origens não merece ter berço. Homem assim pode até ser bom sujeito, mas sujeito muito homem, duvido que seja. Porque macho que é sujeito homem honra sua terra como quem honra pai e mãe.
Às vezes temos que parar, respirar fundo, colocar um sorriso no rosto e voltar a andar... Mesmo que seja em uma direção diferente.
Quando os pensamentos invadem a minha mente, a realidade vira ficção e a imaginação alimenta o desejo para que o sonho torne-se real.
Quando as atitudes dizem não, mas os olhos revelam o que sente o coração, não adianta desviar o olhar.
Poderia o mundo viver sem poesia? É possível, mas haveria apenas tristeza, como estivesse a ver um palhaço que nunca ri.
Transmutar as “maiores dores” alheias em conto, é homenagear quem as sofre. Só os chatos se incomodam de ter suas histórias roubadas pela literatura.
Escrever leva tempo. Além do tempo da escrita propriamente dita, há também o tempo de ociosidade, necessário para se compor uma pré-escrita mental, antes de vir bater as teclas.
Nas futilidades da vida
Vejo pessoas perdidas
Pensando que se acharam
do livro
Gotículas de Instantes de Luna Di Primo
Para que pegar um livro e ficar igual bobo lendo... Normalmente quem não é bobo ou esta arruinado ou está para arruinar a vida de outros.
Para onde vai o amor não amado?
O "eu te amo" que só tem significado no dicionario.
Para onde vai as incertezas da vida?
A vontade de abraçar alguém, que só sentimos na hora da partida.
Tinha um medo terrível de últimas páginas, últimas linhas, últimas palavras. Preferia deixar o peito aberto e sentir a tinta rasgando suas folhas e costurando outras. No final, havia sempre algo inacabado, aberto a múltiplas possibilidades. Um eterno ciclo de aprendizados. E as histórias, elas nunca o deixavam sozinho
Hoje sei que escrever é correr atrás do vento; o escritor, designado pela natureza da observação - extrospectiva, na conduta de seus pares mais íntimos, e introspectiva, na submersão profunda pela galeria infinita e inenarrável de sua mente -, segue sua vereda desditosa em traduzir por palavras impressas no papel, a ilusão magnífica de que o homem um dia terá sido lembrado como algo significante.
2014
