Linha Reta e Linha Curva
"Palavras perdem-se ao vento, mas a minha não e tal qual uma bala, não faz curva, prometeu cumpra".
Um dos grandes desafios na estrada da vida é estar atento a uma curva inesperada que, nem sempre a enxergamos antes de entrar nela.
Quando uma mulher se encontra com a motivação da exposição da sua curva mais bonita, o sorriso, ela se torna tão poderosa que pode se insinuar para as câmeras ou para o espelho, com a certeza de revelar ou refletir a tradução da beleza.
A curva do arco, é o que determina a distância que a flecha percorrerá. A humildade faz o mesmo com ser humano. Quanto mais ele se curva, mais alto é arremessado..
Na economia atual, a mudança é um fato da vida. Não podemos nos apegar ao que funcionou e torcer pelo melhor. Precisamos de uma foice de confiança para traçar um caminho à frente da curva.
De repente a gente se vê por ai,
Caso isso não aconteça,
Desenha uma curva,
Um círculo para a gente se encontrar
Naquele mesmo LUGAR.
Ausência
A tua ausência é maior que o ar
que é maior que o olhar
que descrevo até o fim da curva...
pelo mar afora
e adentro de mim...
Balada da travessia
Na curva da noite e meia
acordam os insones
para a balada da travessia.
O som da batida eletrônica faz vibrar as pupilas
que dançam atordoadas com tal barulho.
As pernas também se mexem
seguem desobedientes à revelia do som ambiente.
E à revelia, a noite te comove...
As cortinas se fecham, as luzes se apagam, a noite vence
vem o sono e te envolve com seus tentáculos
você não resiste, nem insiste.
Já sonolento, perde toda a ginga das pernas
e antes que perceba
completa solenemente a travessia.
"(...)O vento vem vindo de longe,/a noite se curva de frio;/debaixo da água vai morrendo/meu sonho, dentro de um navio... (...)".
(do poema "canção", do livro 'Obra poética' - Pág 18, - J. Aguilar, 1958.)
A curva de uma mulher é tão perigosa como a Tamburello, com o tempo também se transforma numa chicane.
Élcio José Martins
A INTERROGAÇÃO DA CURVA
O que tem depois da curva?
Pode ser o monstro que uiva,
Ou o santo que cuida.
É São Cristóvão que ajuda.
A interrogação persiste,
No medo que existe.
Não tem regra nem palpite,
E nem Lei que eu acredite.
O que tem de lá,
Não pode ser o que tem de cá.
De cá é o que conheço,
De lá virá o que mereço.
Rezo a reza, rezo o terço,
Vida longa que eu mereço.
Tempo de ida e recomeço,
Vejo a curva pelo avesso.
Interrogo o tempo,
Interrogo o maestro do tempo.
Perco a hora, perco o tempo,
Faço contas, quero mais tempo.
Curva leve a acentuada,
Com descida e encruzilhada.
Estrada da vida transitada,
Pelo amor e a intolerância malvada.
Pequenos automóveis na estrada,
Cruzam carretas desgovernadas.
Estradas esburacadas,
Ceifam vidas estruturadas.
Vem o medo e some o riso,
Irresponsabilidade sem juízo.
Na placa tem o aviso,
Seu freio é seu paraíso.
Mas na curva da ilusão,
Tem caminho e direção.
Afoga as mágoas da emoção,
Tem o amor que acelera o coração.
O câmbio que muda a idade,
Troca marchas de sonhos e saudades.
Quinta marcha dos Casebres de bondade,
Pede a ré os rincões da falsidade.
Mas tem a curva da fé,
Homens justos ficam de pé.
Foi Maria e foi José na manjedoura de sapé,
Que deu ao universo Jesus de Nazaré.
Élcio José Martins
Um apreciador... Do brilho dos olhares, da curva dos sorrisos, do sabor que tem os lábios e do perfume do corpo de uma mulher. Bem, talvez eu não seja um apreciador... mas um amante dessa obra de arte por completo.
Metáforas são importantes. São como a curva na assinatura de um documento, ou como a frase que antecede a morte do vilão de uma história.
