Liberdade pra Mim e pouco
Ela: Você gosta de chocolate?
Ele: Gosto sim...
Ela: Quer um pouco?
Ele: Quero
Ela: Ooops...desastre
Ele: Desastre não, agora tenho certeza que ficou mais gostoso!
Um dia, eu sei que tudo isso vai mudar e quando mudar, eu vou sentir um pouco de dor no início, porque no começo-meio-e-fim, absolutamente tudo foi em vão. Por que?
Viva cada momento..
Como se fosse o último..
Esqueça um pouco das formalidades que a vida lhe exige
e deixe a crinça que existe dentro de você se manisfestar..
Dance, cante, ria, chore vendo fotos escutando musicas,
reserve um tempo e convide os amigos para fazer uma festa
não planejada, faça um acampamento no seu jardim..
viaje, conheça lugares novos, diga à seus pais, amigo e ao seu grande amor o quanto você os ama antes que seja tarde demais pois é HOJE que devemos viver o amanhã pode nunca chegar!!
A minha tristeza...
Não quero que ninguém saiba.
Um pouco do que eu digo...
Não é um terço do meu problema.
Em minha mente há coisas subliminares...
Mas na minha boca não surgem palavras.
Não sei o que fazer...
Nem o que dizer.
A minha inocência me pregou mais uma peça.
E minha raiva, me deixou absolutamente sem palavras.
De toda a loucura que me resta.
Só penso naquilo que é o certo pra mim.
Se eu pudesse voltar. Eu talvez não faria tudo denovo.
Se eu pudesse parar. Eu parava de pensar.
Mas agora, no momento mais constrangedor, nada posso fazer.
A não ser sentar nesse banco e esperar que alguém, tão mais impuro, e errante quanto eu
fale qualquer coisa, ou apenas fique em silencio. De forma que me conforte.
Agora conta o que me resta. É que de pouco eu tenho muito, mas que de muito não tenho nada. É que eu vivo de impulso, de palavra viva, de lembrança eterna, ja esquecida. Te acalma, mas não te salva, e o que não te salva não te protege de NINGUÉM. De quem você foge se não de VOCÊ mesmo? Me sinto antigo, me sinto precoce, eu sou de todos os jeitos, de tantos defeitos, sou um pouco de tudo, igual a você, diferente de mim, EU SOU ASSIM. Perceba que você não precisa encontrar todas as coisas, mas sim deixar que todas as outras encontrem você. Agora olha a tua volta e faz do teu desejo um caminho, mas não perde o caminho de volta e você SEMPRE terá a quem recorrer.
Não basta beatificar um mártir. É muito pouco. É preciso imitar-lhe a coragem, a perseverança e ajudar outros corajosos e perseverantes em suas lutas, para que não precisem conhecer o batismo de sangue.
Eu queria me conhecer só um pouquinho, pouco mesmo. Um tanto necessário pelo menos para saber quem sou.
"É tanto e tão pouco, é tudo e nada, é como encontrar palavras o abrigo para sonhar, saudade, lembranças, recordações, bons momentos, muito amor... Em cada palavra um sentimento, cada letra um desejo, cada desejo uma história, cada letra, um pouquinho de mim!
Quem foge ou se esquiva da própria culpa, foge de si mesmo, se enganando... por pouco tempo. Quem a assume, consegue a superação.
Palavras se perdem ao vento...
Não definem pessoas e tão pouco sentimentos.
Palavras para ouvir.
Sentimentos, sentir.
Pessoas...Amo minhas pessoas.
Só isso importa no meu mundo.
(...)
Demorou um pouco, sim. Isso porque ele pareceu parar para pensar por alguns poucos instantes que fossem - na pergunta que fizeram. Queriam saber se ele amava alguém. Ressaltaram a notória mudança entre textos de sua composição, chamados iniciais, que falavam tão claramente do amor e os mais atuais, que pareciam bem menos ligados a esse sentimento em especial.
_Eu não escolho o tema antes de escrever um texto. Dou à luz períodos frequentemente plenos de anomalias ideológicas exatamente da forma como eles inspiraram-se em mim. É desproposital como sentir sede... Acho que eu procurava muitas vezes o amor quando falava tão incansavelmente dele, como fazem esses religiosos que consagram cada dente de leite que cai ao seu Senhor. E eu achei, mas não por meio dessa busca vã e de seus atalhos desnorteados, atrasos disfaraçados. Se achei algo a que posso chamar de amor, foi muito mais por me deixar encontrar - despido de tudo o mais - do que por procurar. Quando canto com notas muito menos sentimentalistas, não é porque meu coração petrificou-se, mas sim porque derreteu de todo. Escrever é buscar a si e encontrar o outro. E foi por isso que fizemos tanto sucesso, nós, os escritores, quando a maioria das pessoas buscava coisas passíveis da estranheza geral. Agora, com a bizarra harmonia que existe na sociedade, as pessoas têm tantos objetivos em comum que o individualismo perdeu o seu significado e perdeu-se procurando significar. Por esses caminhos de busca ilusória onde ninguém mais costuma voltar agora que todos seguem a trilha.
(...)
Todo meio de comunicação é um pouco manipulador, tanto tv como radio jornais ou revistas, esse é o retrarto do nosso mundo o domínio capitalista
Quero apenas me transformar em uma parte esquecida dessa sociedade, porque ela tão pouco me interessa.
O processo do mundo ainda não está decidido em nenhum lugar, nem tão-pouco está frustrado; e os homens podem ser na terra os guardiões do seu rumo ainda não decidido, quer para a salvação, quer para a perdição. O mundo permanece, na sua totalidade, como um fabril laboratorium possibilis salutis.
Eu vou migrar
Acho que vou migrar. Aqui tem muita gente, o trabalho é pouco, e o salário não da para nada.
Eu penso sim em migrar, já ouvi muitas histórias, historias de tempos em que ir para o sul era a solução, todo mundo ía, levava de panelas até os animais. Tem a história de uma família que levou ate a cachorrinha. A família do seu Fabiano.
Eu vou migrar. Todo mundo corre, atrás de dinheiro, de emprego, de algo, acho que talvez se estivesse em outro lugar tivesse mais oportunidade, por isso penso em ir, o sacrifício de sobreviver continua e a realidade ainda é uma vida seca.
Todos têm um fardo e uma viagem a seguir, eu quero migrar para o lugar onde possa ser mais fácil, fácil e simples, é tudo difícil, eu vejo nos corpos, os rostos cansados, os olhos baixos, de tempos em tempos, e pergunto onde sería mais fácil?
Eu quero ir, aqui é tudo muito moderno, é tudo muito complicado, tem gente sem trabalho porque chegou uma tal de máquina de multiprocessadora automática de precisão, sei lá pra que que serve, só sei que deve ter umas cem mãos pois despediram cinquenta pessoas por causa dela.
Fico pensando se espero ou se vou, mas devo migrar, pra longe, longe dessas coisas, do futuro e modernas. Ta tudo confuso, não tem mais gente, só máquina, eu ouvi outro dia alguém falando: vou navegar na internet, só lembrei de uma música que seu Luis cantava: ''que o sertão vai virar mar’’, e deram o nome desse mar de internet, será que é fundo esse mar? De onde ele veio? Quando eu for migrar penso que devo levar meus filhos, o menino mais velho e o menino mais novo, se eles ficarem aqui podem até morrer afogado nesse novo mar, num sabem nem nadar.
E dizem que eu tenho que saber escrever, para que? Se nem caneta usam mais. Agora é um tal de teclado, uma vez eu vi, não entendi nada, só ouvia os barulhinhos tic tec tic tum, o ''homi'' ficava batendo nele com a ponta dos dedos, e ficava assistindo televisão que não passava programa nenhum.
Eu quero migrar, porque não entendo mais nada, não tem plantação porque tem seca, e todo mundo vive a navegar, acho que estão ficando loucos, eu quero sair daqui, ir para o sul acho que lá não é assim, acho que lá ainda se planta se conversa e mora perto, acho que lá, não tem fome, tem emprego e as pessoas ainda são amigas e falam no olho, só tenho medo porque num sei que tipo de roça eles trabalham lá, se á mandioca, ou milho, ou arroz, não importa levo minha enxada comigo, minhas mãos são grossas e aguentam firme, quando chegar lá, mando recado pra minha família que ficar, que tá tudo bem, to fugindo dessas coisas modernas, eu vou para o sul, quando ganhar muito, ai sim ''vo'' tentar aprender a ler e escrever, eu sei que eu tenho chance lá no sul, eu vou indo, já decidi, ''vô'' levar minha família, a sinhá vitória, minha mulher e seu Graciliano meu pai e os meninos, quem sabe lá não seja tão moderno como aqui no sertão, ''vô'' rezando pra chegar logo, ansioso para fugir e ir ao sul. Queria que tudo voltasse como era antes, arar a terra, plantar, colher, e rezar para São Pedro pela chuva, e dava tudo certo, agora, não chove e quando chove fica todo mundo sem casa, morando em abrigo doado pela prefeitura, não tem mais jeito não, a solução é mesmo partir, e buscar no sonho a realidade, de uma nova vida. Agora vou indo, já preparei meus mantimentos e tudo que preciso ate chegar ao sul, acho que a viagem não deve durar tanto assim afinal nos vamos de carroça, deve ser umas dez léguas, o nosso burrinho é ''ligêro'', Pai Graciliano ta acostumado, viveu em Maceió, ta levando dois quilos de carne seca, farinha temos muita aqui, dá para encher a pança do menino mais velho e do menino mais novo. Sinhá vitória, ''preparô'' uma tijela de tapioca, to levando também a saca de mandioca, acho que vai sobrar, chegando lá, a gente vê, o povo de lá deve ser um povo que ajuda a quem chega de fora.
O futuro vai ser melhor, minha esperança é tão grande que nem sei se aguento, então deixa eu ir.
Adeus. Eu vou migrar.
