Lembrança
Era tipo um sonho..
tipo uma lembrança boa...
Tipo um sei lá o que.. Mas que eu comecei a gostar.
Era o tipo de coisa que eu sabia exatamente o que fazer, mas nem tinha muita palavra pra falar.
Era tipo uma mistura de tudo, na chuva, no sol.. na cama, no sofá, no banheiro.. nos lugares que chamamos de nosso só por que, era tipo nosso mesmo.
Era o tipo de coisa, que te faz acordar sentindo borboletas no estomago.. e ensiste em continuar por que sempre quis algo tipo assim.
Então vou vivendo.. com essa nossa história acreditando ser tipo unica..
Por que pra mim... é!
Agora.
A vida quase que para,
Presa.
Lembranças de uma mente sem brilho
Brilham, como pontos de luz no escuro
Como estrelas vivas e loucas no céu.
Recordação... Recordação...
Traz à memória boas lembranças,
Daquele nosso tempo adolescente,
Eternas crianças,
Mas que por descuido da vida
Separaram-se,
ainda que a amizade não tenha sido em vão.
Recordação... Recordação...
Que o tempo não volta mais,
Que o tempo, impiedoso,
Deixou para trás,
Que os dias suplicam,
Só por mais um até breve,
Um adeus, momentâneo,
Que talvez nunca aconteça mais.
Recordação... Recordação...
Não sei se é sinônimo de nostalgia
Ou desse sentimento que agora
E mesmo outrora
Assaltou meu coração.
Simplesmente, recordação... recordação...
Me faz perder o juízo,
O sentido,
A razão.
Lembranças perfeitas I
O seu mundo não se move mais pelas lembranças?
Estão por que, se sentir assim todo o tempo?
E tenta corromper com esse sentimento de angústia.
Mas não consegue!
É mais forte que você.
Vai ao mar? Estou lá
Vai à montanha? Também estou lá
Vai à beira do rio? Sentes falta de mim.
Deita-se na cama e pela janela vês as estrelas?
Eu sou uma delas.
Atravessou o oceano para sentir a mesma coisa de antes?
Errou. Nada é igual.
O cheiro é diferente
O diálogo é diferente
A música é diferente
E então, a poesia? Bem diferente.
É débil demais, não é?
São muitas as tentativas do esquecimento,
Mas você não consegue me esquecer.
Lembrança III
É tarde de outono,
O oceano, da janela do apartamento, se apresenta mais cinzento.
O homem nada todos os dias no mesmo lugar,
Deve ser norma do seu médico, pois água está fria.
Mergulha e, em cada braçada quando,
A cabeça vem à tona para respirar
É você a nadar no meu mar.
Corro à varanda
Fixo bem os olhos para distinguir quem realmente é,
Leva tempo para decifrar.
O cérebro está condicionado
Para enxergar o que desejo
Que deveria além do horizonte estar.
Depois de algumas horas
Com olhos a transmitir ao cérebro a real imagem,
Conscientiza a interpretação,
É outra pessoa a se exercitar e, já caminhando,
Ele sai do meio da nuance preguiçosa da estação.
Achei que seria possível ser você vindo a nado,
Mas você já cá está a nadar em outro mar.
Talvez, mesmo sendo outono,
Seja um mar mais significante e mais brilhante
Que o mar que lhe tenho a ofertar.
Nunca se Apaga
A maior lembrança que eu tenho é o dia do seu aniversário.
O meu melhor café da manhã foi o na padaria da esquina,
servido a pão com manteiga, café preto, café quente.
Lembro-me de que o assoprava para você, enquanto vestias as luvas e a toca de tricô
fio a fio costurada à mão, por sua mãe.
Eu sorria! Você com bochechas vermelhas, os lábios trêmulos e esbranquiçados,
também sorria. Balançava os braços e as pernas com tanta sutileza,
era quase invisível de tão doce, só para se esconder do insistente frio.
Porém o frio não desistia em levar-te para dançar. Enciumava-me todo, e logo me esquecia.
Era uma simples e apagada manhã de outono.
Não seria exagero meu em afirmar que ao seu lado
os pássaros voaram mais alto, passaram do céu,
bicaram as estrelas, como se fossem sementes na terra e, descobriram uma luz que alimenta.
Difícil não é? Pois bem, aconteceu!
Que as árvores decidiram desenraizar-se para poderem brincar com os cachorros e os mendigos na rua.
Não seria exagero eu dizer que quando estava com você, eu fui feliz.
Eu sei, eu sei, esse é o maior dos exageros.
Mas acredite, foi o que eu fiz.
Costumo me lembrar, não muito, não demais, da sua ternura.
Faz tanto tempo, quanta saudade dos velhos momentos.
A última taça de vinho que nós bebemos,
encontra-se junta a vela que acendemos para aquele simples jantar-surpresa de primavera.
Estão dentro da estante de vidro que nunca mais ousei em abrir.
(Vejo que há uma última gota avermelhada ao fundo que nunca se secou).
Todas às vezes que tento, paro com a mão na dobradiça e encosto a cabeça.
Repudio-me por ser um fraco e, não conseguir abrir uma reminiscência tão bela.
Os livros de poesia, com aquelas folhas amareladas, encontram-se inalterados na mesma estante.
Nunca mais li um verso se quer de algum deles.
Minha alegria ficou naquelas páginas esmiuçadas pelo tempo.
Não ei de incomodá-los, repousam e dormem, repousam e dormem.
Meus sentimentos alojam-se na mais alva nuvem, circulante no mundo.
Se tu, minha donzela, soubestes o tanto que ainda estás comigo,
entenderia as palavras cortadas, nunca ditas, que continuam insistindo para serem ouvidas,
nas páginas misteriosas da vida.
Vá, eu vou, já fui. Sozinho, ouvindo Beethoven ou Debussy.
Embriagando-me com vinho, deslizando meu corpo por uma saudade jamais vista ou sentida.
É minha saudade, acredite minha bela, é minha eterna ferida.
Que esse vento levando embora meu coração leve junto essas lembranças, minha mente, meus pulmões, porque se for pra te levar, que me espalhe por aí... da na mesma.
As vezes agente tem saudade, do que nem se foi, agente tem saudade da lembrança, tem saudade, simplesmente...
O tempo nos é algo desconhecido, ele voa e nos ficamos, o tempo passa e quando nos damos conta, certas vivencias passaram, e não irão mais voltar, crescemos sem perceber, e o tempo se vai, já não somos mais aquelas crianças, de sorriso ingenuo e coração calmo, já não queremos mais somente chegar as estrelas, mas ganhar o céu, ganhar o mundo..
O tempo passou mudamos, evoluímos no mundo, diminuímos no ser já não vemos somente o bem, vemos oque o o mundo nos faz ver...
As crianças cresceram, querem sonhar, querem viver, tem medos, ainda não são de todo maduros mas sabem o preço de suas decisões...
Querem lutar a luta da vida, e vencer a guerra, querem viver oque seus corações mandam, talvez no caminho já não hajam somente flores mas, nunca foi assim, cada espinho, cada vivencia nos é importante é valido, nos constrói...
As crianças crescidas querem bater as asas talvez não pra longe, mas pra fazer sua própria história, fazer com que ela seja bela...
A convivência é quebrada, e as mais variadas portas pro mundo se abrem, basta saber por qual adentrar, as perguntas são inúmeras, as lembranças também, foi bom?Foi, foi um tudo que nos trouxe até aqui, ao adeus breve de tantos anos de uma caminhada que nos fará construir caminhos, as lembranças jamais serão esquecidas, nem os sorrisos, nem as vivencias e daqui alguns anos quando lembrarmos de tudo, saberemos que fomos felizes...
Um viva ao futuro, a vida nos espera e que nos abrace ,nos tome, somos tão jovens, mas ainda jovens podemos mudar, podemos agir, podemos mostrar do que somos capazes e que assim seja,estamos dando as costas a uma faze, pra iniciar outra, a saudade talvez não venha agora, mas em certos momento ela nos alcançará e nos fará lembrar de tudo...
Que sejamos felizes!
Olhar para trás
Passei do desejo ao acaso.
Vejo o fim da vida próximo.
As lembranças de nada desfaço,
hoje, velho, só guardo remorso.
Flor púrpura, estrada passada.
Jovem fui pego pelo seu laço.
Criança sozinha e fechada,
moça de diferente compasso.
Luz eterna, nunca mais a verei.
A esperança pálida se foi,
tristeza que a tempos alentei.
Despeço-me com alma impura,
daquela que só me fez reluzir,
na noite amena e escura.
O POETA
Sou o poeta que canta as lembranças de outrora
Como se o momento presente fosse apenas o começo
Dos longos caminhos que passei até chegar agora
Na mesma estrada que tive preso por vontade
Embora o que mais queria era viver intensamente
Cada dia como se fosse o último brilho da luz
De um sonho, de um coração que se manteve ausente.
Hoje sou o poeta, cantando as alegrias vividas
Mesmo que a lua e o sol não se cruzem jamais
E as estrelas não brilhem igual no mesmo ceu.
Mesmo assim sou aquele poeta que vê no amanhecer
A esperança de um novo dia, um novo sonho, um novo amor
Daqueles que deixa rastro por toda estrada que passa
Mostrando que muitas vezes ser feliz é não ter medo de arriscar.
Amanhã olharei para trás e verei o poeta que fui
Sonharei com cada momento que despertei em mim
A vontade de chegar ao fim da estrada da vida
Sem temer ou se preocupar com alguma ferida
Talvez ficada no passado viva sem cicatrizar
Depois de tantas loucuras que expus o coração
Que frágil e sem pensar, quase que teve seu fim.
Amanhã sim, olharei para trás com outros olhos
Daqueles que enxerga além do horizonte azul
E sabe que nada mais é melhor do que viver
Sentado na varanda olhando a vida passar
Como a rosa que desabrocha em meio aos espinhos
E embeleza a relva e os campos do pensamento
Para dizer que alí foram os sonhos de um poeta.
Dói saber que o passado não volta,
O que era chato torna se doces lembranças,
O pior de tudo isso é a vontade de voltar para o passado e não poder fazer nada,
As lembranças veem como chama ardendo por dentro,
Mais o que seria da vida sem as lembranças,
que servem para despedaçar o coração e acabar com a alma.
"Algumas canções são melhores que muitas lembranças, que vem no futuro para atormentar o nosso passado, então cante no presente para que a vida seje inabalável"...KDJ
Lembrar do passado pode trazer suas consequências. Se a lembrança for ruim, estará trazendo para o presente as energias estagnadas depositadas lá atrás, e se forem boas, elas poderão ser os frutos para um futuro melhor.
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