Lei
Mentir o amor
A mentira severa que dura
Engana a boca que a profere!
É lobo sem lei nem bravura!
É cordeiro em pele de engodo
Que a todos dor confere.
Vai cavando a sua sepultura
E conspurcando de mágoa,
O algodão que tinha no princípio.
A língua ensanguentada
É limpa depois com tintura,
Pra desinfetar culpas e aflição!
E nas entrelinhas do seu errar,
Vai pedindo ao amor,
Perdão!
Mentir,
Quem não usou já dessa pomada?
O problema da mentira
É a sua incontinência!
Quando já nada a segura!
Quando ela vira gente
E mente, mente, mente!
Fragmento III – Quimérica desigualdade
Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social.
Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.
Soneto da Alma
E, por fim, a alma fez-me entender,
Que em cada verso o sopro se fez lei,
Qual brisa mansa que em ti me encontrei,
E o riso meu, constante, a florescer.
Floresceu a tarde, em névoa a entardecer,
Na fria calma, o corpo a desejar
O aquecer terno que se faz do olhar,
No teu abraço que me faz viver.
Entrego o tempo, em melodia e luz,
Ao ritmo calmo que me fez saber,
Que a vida em ti, só em ti, me seduz.
E as tuas mãos, que vêm me aquecer,
São o refúgio, a paz que me conduz,
Num campo eterno de puro bem-querer.
A Cruz é o tribunal de Deus e o infrator da lei tem que morrer juntamente com Cristo para que a vida de Cristo seja a alternativa (O crime da letra).
Trata-se de uma lei natural: seja no âmbito da vida política ou na pessoal, a oposição exerce um papel primordial no equilíbrio de forças que se opõem. Na ausência desta a situação assume todas as prerrogativas da autocracia que a ausência de resistência lhe franqueia, cobrando a ingerência de forças externas para o resgate da sensatez e da ponderação. O problema é o desgaste levado à rotina de quem se propõe a cumprir o papel do interventor, levando-o a questionar se deve comprar uma briga a que não deu causa mesmo sabendo que, direta ou indiretamente, acabará afetado por ela.
A Lei Natural a que todas as coisas se submetem nos revela quão pretensiosos nos mostramos ao julgar que, em algum momento, estivéramos de posse da Verdade. Se assim fosse o passar do tempo precisaria ser interrompido, de modo a não trazer a evolução que nos distancia dela. O ato de evoluir, por si só, é a prova inequívoca de que a Verdade apenas oferece pistas, mas nunca permite que a alcancemos.
A lei atrapalha a justiça ambos não trilham o mesmo caminho, embora a justiça tem uma boa afinidade, a lei não representa ninguém.
Na vida tudo que vai volta. É a lei do retorno, a palavra agressiva retorna ainda mais dura, a pedra lançada volta em dobro. Cada ato ecoa de volta no tempo.
O povo brasileiro está sofrendo acovardado, acuado, por pensar que não precisa fugir da lei pra ter justiça, pobres inocentes.
Quando a impunidade separa a justiça e a lei, é a hora de reerguer o conceito moral para que o mundo conheça a dignidade.
Percebe-se que a grande maioria das pessoas fingem não saber (ou esquecem) que a lei da gravidade sempre nos atraí para baixo e que, somos milhares de vezes menor que um grão de areia nesse imenso universo.
"Para evitar acidentes durante o carregamento, deveria ser obrigatório por lei que todos os celulares viessem com duas baterias removíveis, para que fossem carregadas fora do aparelho."
— Anderson Silva
