Lágrimas Silenciosas
No silêncio do meu quarto, sinto apenas as lágrimas escorrem em meu rosto, a espera de um amor que não sei onde está..."
Todas as palavras ditas foram citadas com lágrimas indesejadas. Enquanto você estava em silêncio, crucificando a minha dor, brincando com o meu mais retardar sentido.
No silêncio, a lágrima rola, lágrima pesada que vai se tornando leve ao fluir. Nas lágrimas, vão-se os excrementos da alma, a matéria espiritual que você não consegue explicar. Chorar alivia, mas desabafar com Deus alivia mais ainda. Deus te ouve nos gemidos inexprimíveis, por isso, entregue a Ele tudo que o sufoca. Chorar alivia, és um bálsamo. Chorar com a alma; cura, liberta, restaura, te refaz, do velho faz-se o novo, e nova criatura és. Experimente chorar, experimente colocar para fora a alma presa dentro de você. Vale a pena! Sempre vale...
Teu corpo nu grita por minhas carícias a você
E com o silêncio de sua alma as lágrimas
Do teu coração despertam por
Algum motivo real;
Não me espere e sim me invada
Não me poupe e sim me ouse
E não sonhe e sim me realize...
No profundo abismo onde ninguém podia me escutar, falei com o silêncio. Rios de lágrimas correram de meus olhos, antes que de eu começar a falar. Esta era a minha situação. Os problemas sufocaram a minha vida em uma cisterna, meus inimigos jogaram pedras sobre mim. Meus olhos, deteriorados de tanto chorar, mal conseguiam se mover. Minha alma estava abatida dentro de mim, ela quer o refrigério.
Eu me afoguei em minhas próprias lágrimas. Me condenei por não ter buscado a paz e o refrigério que minh'alma pedia. Achei que nunca iria sair do abismo, da cisterna coberta de pedras e lágrimas.
Subo todos os dias um degrau até o céu.
Queria traduzir meu silêncio em tudo o que quero mas não posso falar .Queria parar de pensar lágrimas e poder um pouco chorar. Eu penso tudo mesmo . Penso lágrimas ,felicidade,queria apenas ser...
Não se comova com minhas lágrimas, meu silêncio é o contrário do que seja indiferente pra nós, pois amar também dói. Não se sai ileso da complexidade que uma relação de amor e ódio nos traz.
Orvalho são lágrimas que a lua chora em segredo, ao ter que se recolher em silêncio antes que possa abraçar o sol.
Não havia muito o que dizer,então deixei que caísse uma lagrima.
o silencio transbordou,não se ouvia nada além da nossa respiração, não precisei dizer nem se quer uma palavra,pois o silencio foi o suficiente,disse tudo, tudo o que estava oculto,imerso a tantas decepções.
Me senti aliviada,pois você foi capaz de enxergar tudo o que eu estava sentindo. Meu amor eterno e profundo.
A lágrima que escore em silêncio e como a tempestade que se forma em alto mar....eh sempre mais forte.
CHORO DO CORAÇÃO.
Ás vezes o coração chora em silêncio, para poupar aos olhos as lágrimas do sofrimento. O choro ameniza as dores...
Márcio Souza.
UMA LÁGRIMA
Uma lágrima cai silenciosa
Para justificar tudo o que escrevo
Arrastando a dor que ficou presa na minha alma.
Tantas vezes escrevo sem pensar
Que as lágrimas correm devagarinho pelo meu rosto
Toca de leve os meus lábios
Num beijo que guarda o gosto a sal.
Escrevendo tudo o que a minha alma dita
Nas emoções dos sentidos que foram teus
E se fizeram meus
Escrevo tudo o que o meu corpo sente
Desejando ser acordada pelo toque suave de uma carícia
Escrita com as pontas dos dedos
Num beijo sentido nas palavras ditas em silêncio
Escrevo tudo o que o meu inconsciente grita.
Um ser perdido que naufragou
Nas sensações do meu corpo, do meu coração
E tantas vezes da minha alma!
Por detrás dos olhos esperançosos sempre haverá um sorriso amargo e uma lágrima em silêncio contando os segundos para se enxergar as verdades do amor;
Ir e vir
Ficar e sorrir
Lágrimas emudecidas que o remetem ao silêncio profundo pode arrancar de ti o brilho da alma.No coração a solidão e a saudade daquela que ficou para trás.
Sorte?não sei,a vida nos leva a viver aquilo que ela quer.Só sei que você é mais que meu mal,meu bem.
Lágrima e um verso
Quando no cerrado o silêncio vozeou
De uma solidão, gemendo, todo faceiro
Dentro do coração a dor assim zombou
E ofegou o bafejo do suspiro primeiro
E a sofrença sentiu os olhos rasos d’água
A boca sequiosa, cheia de fel e ardume
Ali brotou a flor da aflição e da mágoa
E no peito, a tristura em alto volume
E no árido chão, por onde ele passava
A desventura espalhava feito sementes
E na terra, o padecer então empoeirava
E germinava com as lágrimas ardentes
Foi então que ali me vi na via dolorosa
Tão chorosa a poesia triste de saudade
Com espinhos e perfume, como a rosa
Num cortejo, fúnebre, sem a felicidade
Enfadando na alma os gritos e soluços
Ia a noite assombrada e não dormida
E os sonhos esfalfantes e de bruços
Avivado, e a tecer a insônia ali na lida
E assim se fez o oráculo sem encanto
E num canto o destino algoz e largado
Entre lamentos e um poetar em pranto
Lágrima e um verso, penoso e chorado
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18 de novembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
