Juventude e Política
Se todos que defendem a bandeira da política, agisse da mesma maneira com o estandarte do evangelho o mundo inteiro saberia quem é Jesus.
Nossa Realidade
O Brasil tá na mão de PESSOAS sem ética,
Política suja, promessa vira farsa trágica.
Pobre na luta, rico se dá bem,
Enquanto o povo sofre, o SISTEMA faz o "bem".
Violência nas ruas, escola a desejar,
Saúde pública? Só pra quem aguenta esperar.
Meio ambiente em QUEDA, ninguém toma jeito,
Floresta arde em chamas, e o mundo vê a tragédia em leito.
Polarização, ódio, FAKE NEWS no ar,
O país tá dividido, quase à beira de um pesadelo viral.
Precisa mudar, precisa acordar,
Pra não deixar o FUTURO do Brasil no endereço errado a sonhar.
FANTI MC
O povo unido não tem cores, lados, nem se deixa dividir por ideologias, brigando por política ou religião como se fossem torcidas de futebol. Não podemos agir com a mentalidade de caranguejo, onde, em ambos os lados, todos acabam sendo feitos de trouxas, bobos e otários. Somos apenas um coração, um corpo e uma mente clamando por respeito, justiça e uma vida em união.
A mudança política só vai acontecer se o eleitor estiver consciente de que o seu voto faz a diferença.
A dicotomia política no Brasil não é sobre uma direita ou esquerda como se fosse o bem contra o mal. Ela é a respeito de escolhas entre uma base ideológica inclusiva e a outra excludente sendo pertinente a classe dos ricos e seus pobres de direita.
É salutar que a criança receba educação sem doutrinação política e forme suas próprias opiniões sem se tornar fanática.
Benê Morais
A política tradicional esvazia-se em símbolos e performance,
migrando para redes sociais e algoritmos;
há politização de tudo e, ao mesmo tempo, apatia difusa —
entre consumo, cultura e desconfiança nas instituições.
As velhas formas de política agonizam,
enquanto novas dinâmicas digitais, personalistas e emocionais
colonizam o espaço público;
triunfa a política-espetáculo e a economia,
sufocando a deliberação coletiva.
Vivemos cercados por crises permanentes — de identidade, clima, política, representatividade, coletividade, saúde mental, finanças, ética, cultura, educação...
Todas, de algum modo, precarizam o horizonte, turvam o futuro e enfraquecem nossa capacidade de sonhar sentido, traçar planos e cultivar esperança. Enfrentar essas crises exige mais do que respostas pontuais; exige restaurar a capacidade de imaginar o amanhã e o desejo de construir novos caminhos.
A Política e Seus Amores de Estação
As lideranças políticas, assim como as estações do ano, vão se renovando com o tempo. Grandes nomes que um dia foram reverenciados acabam esquecidos, engolidos pelo ritmo veloz da história. Novas vozes surgem, ocupam palanques, inflamam multidões e, por vezes, também desaparecem — tudo é cíclico. Nada é eterno, nem mesmo na política.
Ideias mudam. Posições mudam. Mas quem mais muda é o povo. Muda de opinião, de partido, de ídolo. Muda até de memória. É curioso como a admiração incondicional pode, de uma hora para outra, se transformar em desprezo absoluto. Que o diga Getúlio Vargas, questionado com dureza poucos dias antes de apertar o gatilho do próprio destino. O mesmo povo que o acusava foi às ruas em lágrimas, em um luto nacional tão apaixonado quanto a desconfiança que o antecedeu.
Anos depois, foi a vez de Fernando Collor. Jovem, bem-apessoado, com discurso eloquente, conquistou a maioria esmagadora dos votos. Preferiram o novo ao conhecido — Brizola, Ulysses, Covas... velhos de guerra. Collor era a promessa embalada para o futuro. Mas o tempo, senhor das reviravoltas, mostrou que a política brasileira também ama com intensidade, esquece e julga com rapidez.
A paixão na política é quase sazonal. Tem primavera e tem inverno. Quem não entender isso, corre o risco de se decepcionar profundamente. Talvez a única constante seja essa: a instabilidade dos sentimentos populares. Líderes vêm e vão, mas o ciclo — esse sim — permanece.
Renato Jaguarão.
Não podemos depositar fé na classe política que atualmente legisla, esperando dela a promoção de uma igualdade real entre a legalidade dos seus próprios privilégios e a contínua perda de direitos de uma imensa massa de oprimidos. Estes são subjugados por um sistema capitalista covarde, abusivo e autoritário. É ilusório falar em equilíbrio quando o abismo é profundo: temos os opressores criando as regras que regem o trabalho dos oprimidos.
Enquanto insistirmos em acreditar que leis, política e ideologias resolverão todos os dilemas da condição humana, permaneceremos órfãos de sentido.
