Juventude e Política
A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.
Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.
Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.
A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.
A política é como uma peça de teatro... Os políticos são um conjunto de atores que interpretam, falam e agem conforme os diretores e roteiristas querem. E os diretores e roteiristas são os banqueiros, investidores, megaempresários, financiadores de campanha, que não se expõem ao público, que estão atrás da cortina, nas sombras, no escuro, apenas escrevendo, ditando e orientando o que os políticos, os atores, devem fazer para entreter e fantasiar a peça para o público. E o público somos nós, que pagamos para ver essa peça diariamente, influenciados pelos cartazes que divulgam essa peça: a mídia. Uma peça que nos distrai, distorce e muda a realidade, para que fiquemos abobalhados, assistindo ao teatro e comentando, intelectualizando apenas o que estamos vendo, que são os atores, esquecendo que quem escreveu, ditou e orientou esses atores, está atrás das cortinas, planejando, investindo, financiando, chantageando e criando novas peças para fantasiar, iludir, enganar, superficializar e imbecilizar o público cada vez mais com um teatro barato, visando o lucro à custa dos seus espectadores.
A divisão política pode separar opiniões, mas quando divide pessoas, famílias e valores, o país inteiro perde, porque nenhuma ideologia vale mais do que a humanidade.
O País Não Precisa de um Mito
O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.
O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.
Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.
Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.
Não pode.
E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.
O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.
E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.
Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.
O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.
Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.
Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.
E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.
William Contraponto
O maior erro que o governo fez, foi misturar cristianismo com política para desculparem suas faltas. Usaram cristãos para preencher suas lacunas, e como consequência; em vez do povo reclamar dos políticos, reclamavam de cristãos como se fossem eles
ENTRE PLATÃO, LULA E A JUSTIÇA
Tenho pensado muito sobre política. Mas, quanto mais penso nela, mais percebo que talvez esteja pensando sobre mim mesmo.
Minha leitura de A República, de Platão, colocou diante de mim uma pergunta aparentemente simples: o que é justiça?
Parece uma pergunta distante do Brasil.
Não é.
Porque Platão não se contenta em perguntar se determinado governante é bom ou ruim. Ele amplia a questão. Pergunta que tipo de cidade estamos construindo, que ordem existe dentro dela e que espécie de seres humanos essa cidade produz.
E foi exatamente aí que, enquanto lia Platão, comecei a pensar em Lula.
Não porque Lula seja um personagem platônico. Não é.
Não porque o lulismo seja uma realização da cidade imaginada por Platão. Também não é.
A ligação que me interessa é outra.
Quero colocar Lula diante da pergunta de Platão.
E quero colocar minhas próprias convicções diante dela também.
Quando Lula chegou à Presidência vindo de uma trajetória sindical e falando historicamente aos trabalhadores e aos pobres, uma questão antiga ganhou uma forma brasileira muito concreta:
o que uma sociedade deve àqueles que estão na parte mais baixa de sua estrutura?
Essa pergunta me interessa mais do que simplesmente perguntar se alguém é de esquerda ou de direita.
Porque posso discutir Lula durante horas.
Posso discutir o PT.
Posso discutir capitalismo, socialismo, mercado, Estado, Bolsa Família, salário mínimo, empresários, bancos, sindicatos, pobres e ricos.
Mas Platão parece interromper toda essa discussão e perguntar:
“Muito bem. Mas onde está a justiça nisso tudo?”
É aí que o lulismo se torna filosoficamente interessante para mim.
Uma das interpretações mais conhecidas do lulismo vê nele uma tentativa de produzir mudanças sociais de maneira gradual, elevando as condições materiais dos mais pobres sem realizar uma ruptura completa com a ordem econômica existente.
E então nasce uma pergunta extraordinariamente difícil:
melhorar a vida do pobre dentro de uma estrutura desigual é fazer justiça ou apenas administrar melhor a desigualdade?
Essa pergunta não é contra Lula.
Também não é a favor de Lula.
É uma pergunta sobre Lula.
E, principalmente, é uma pergunta sobre nós.
Porque existe uma tensão muito interessante entre Platão e o fenômeno político que Lula representa.
Platão nos obriga a pensar na organização da cidade como um todo.
Lula nos obriga a olhar para dentro da cidade brasileira e enxergar pessoas concretas que historicamente estiveram na parte de baixo dela.
O pobre.
O trabalhador.
O retirante.
A empregada doméstica.
O homem que acorda antes do sol.
A mulher que cria filhos com muito pouco.
A família que sabe exatamente quanto custa um quilo de arroz porque alguns reais fazem diferença no final do mês.
Quando essas pessoas melhoram de vida, aconteceu apenas um fenômeno econômico?
Ou aconteceu alguma coisa relacionada à justiça?
Essa é uma pergunta que eu não quero responder depressa.
Porque Platão também me impede de cometer outro erro: imaginar que justiça seja simplesmente dar a alguém aquilo que eu, politicamente, considero correto.
Justiça precisa ser examinada.
E aqui surge minha inquietação com o lulismo.
Se uma política tira milhões de pessoas de determinadas condições de pobreza, aumenta renda, amplia consumo ou cria oportunidades, existe ali uma questão moral que não pode ser ignorada simplesmente porque alguém não gosta de Lula.
Mas o contrário também é verdadeiro.
Se permanecem estruturas profundas de desigualdade, concentração de riqueza, privilégios, corrupção, dependências políticas ou injustiças institucionais, não posso ignorá-las simplesmente porque gosto de Lula.
É nesse ponto que Platão se torna incômodo.
Porque ele não permite que minha preferência política seja minha definição de justiça.
E talvez seja exatamente disso que o Brasil esteja precisando: separar justiça de torcida.
Eu posso admirar Lula e interrogá-lo.
Posso discordar de Lula e reconhecer realizações de seus governos.
Posso considerar determinadas políticas sociais importantes sem transformar quem as executou em santo.
E posso reconhecer erros graves sem concluir que tudo aquilo que foi realizado perdeu automaticamente seu valor.
Platão me força a perguntar:
se fosse meu adversário político fazendo exatamente a mesma coisa, eu julgaria da mesma maneira?
Essa pergunta me incomoda.
Porque revela alguma coisa sobre mim.
Talvez minha maior dificuldade política não seja descobrir se Lula está certo ou errado.
Talvez seja descobrir se eu consigo reconhecer justiça quando ela vem das mãos de alguém de quem discordo e reconhecer injustiça quando ela vem das mãos de alguém que admiro.
Aí a discussão deixa de ser apenas sobre Lula.
Ela passa a ser sobre minha própria alma.
E isso é profundamente platônico.
Porque a cidade e o indivíduo começam a se encontrar.
A desordem política que condenamos lá fora pode também existir dentro de nós.
Desejo.
Paixão.
Medo.
Ressentimento.
Interesse.
Vontade de vencer.
Necessidade de pertencer a um grupo.
E nossa extraordinária capacidade de chamar de “verdade” aquilo que simplesmente gostaríamos que fosse verdade.
Por isso comecei a perceber que colocar Platão e Lula na mesma conversa não significa comparar dois homens separados por mais de dois mil anos.
Significa colocar uma experiência política brasileira diante de uma pergunta filosófica antiga.
O lulismo propõe, em uma de suas interpretações, mudança sem ruptura completa.
Então pergunto:
a justiça pode nascer da conciliação?
É possível colocar trabalhadores, empresários, bancos, sindicatos, movimentos sociais, pobres e ricos dentro da mesma estrutura e produzir progressivamente uma sociedade mais justa?
Ou chega um momento em que conciliar interesses incompatíveis significa preservar a própria injustiça?
Eu não sei.
E talvez uma das coisas mais honestas que eu possa escrever sobre política seja justamente:
eu não sei.
Estou procurando.
Porque não quero uma filosofia que simplesmente confirme meu voto.
Quero uma filosofia capaz de julgar meu voto.
Não quero Platão para provar que Lula está certo.
Também não quero Platão para provar que Lula está errado.
Quero Platão fazendo perguntas a Lula.
Quero Lula obrigando minhas leituras de Platão a saírem da Grécia antiga e caminharem pelas ruas do Brasil.
Quero os dois me obrigando a olhar para uma criança com fome e perguntar:
isso é apenas pobreza ou é injustiça?
Quero olhar para uma fortuna gigantesca ao lado da miséria e perguntar:
desigualdade é necessariamente injustiça? E, se não for sempre, em que momento passa a ser?
Quero olhar para o Estado e perguntar:
até onde ele deve ir para corrigir desigualdades?
Quero olhar para o mercado e perguntar:
quanta liberdade econômica uma sociedade pode preservar sem abandonar aqueles que ficaram para trás?
Quero olhar para Lula e perguntar:
quanto da desigualdade brasileira foi realmente transformado e quanto apenas foi administrado?
Mas quero olhar também para mim e fazer uma pergunta ainda mais difícil:
quanto da minha opinião sobre Lula nasce da justiça e quanto nasce da minha vontade?
Aí está o ponto.
Minha vontade importa.
Minha história importa.
Minhas experiências importam.
Minhas escolhas políticas importam.
Mas nenhuma delas deveria ser maior do que a verdade.
Talvez amadurecer politicamente seja justamente adquirir coragem para dizer:
se meu adversário estiver certo, reconhecerei.
Se meu lado estiver errado, criticarei.
Se os fatos destruírem uma opinião que carreguei durante anos, prefiro perder a opinião a perder meu compromisso com a verdade.
Por isso minha reflexão sobre Lula já não termina em Lula.
Ela passa por ele e chega a uma pergunta muito maior:
que Brasil poderia ser chamado de justo?
Um Brasil onde ninguém passa fome?
Um Brasil onde todos tenham oportunidades?
Um Brasil onde exista liberdade?
Um Brasil onde riqueza possa existir, mas miséria não?
Um Brasil onde o Estado seja suficientemente forte para proteger o vulnerável, mas não tão poderoso que sufoque a liberdade?
Talvez nossas divergências políticas comecem justamente porque respondemos de maneiras diferentes a essas perguntas.
E talvez possamos discutir essas respostas sem transformar uns aos outros em inimigos.
Por isso, quando alguém me perguntar de que lado estou, minha resposta hoje é mais complicada do que já foi.
Tenho minhas preferências.
Tenho minhas esperanças.
Tenho minhas críticas.
Mas quero permanecer diante da pergunta.
Quem tem poder?
Quem não tem?
Quem está comendo?
Quem está com fome?
Quem participa da riqueza produzida pelo país?
Quem ficou de fora?
Quem governa?
Para quem governa?
E, acima de tudo:
a cidade que estamos construindo pode ser chamada de justa?
Não sei o que Platão diria sobre Lula.
Não sei o que Lula responderia a Platão.
Mas sei qual conversa eu gostaria de assistir.
Platão perguntaria:
“Luiz Inácio, que cidade você considera justa?”
E depois de ouvir a resposta, provavelmente continuaria perguntando.
Talvez sobre riqueza.
Talvez sobre pobreza.
Talvez sobre poder.
Talvez sobre conciliação.
Talvez sobre os governantes.
Talvez sobre os governados.
Mas, quando terminasse de interrogar Lula, eu pediria a Platão:
“Agora pergunte a mim.”
Porque seria muito fácil usar a filosofia para colocar o governante no banco dos réus e deixar minha própria consciência confortavelmente sentada na plateia.
Não quero isso.
Quero que a mesma pergunta alcance os dois.
Lula:
o poder que você exerce produz justiça?
E eu:
a política que você deseja nasce realmente da justiça ou apenas daquilo que favorece suas próprias convicções?
Talvez seja aí que Platão, Lula e eu finalmente nos encontremos.
Não numa resposta.
Mas diante da mesma pergunta.
O que é uma sociedade justa e o que cada um de nós está disposto a sacrificar para construí-la?
A política partidária nacional chegou a um estágio em que já não se escolhe o melhor candidato; resta a cada eleitor optar pelo menos ruim, segundo sua própria avaliação.
Quando a política tenta substituir a ciência
O discurso antivacina não se limita a questionar a ciência: busca deslegitimá-la e substituí-la por uma ramificação política na qual opiniões pessoais, senso comum e desinformação são colocados no mesmo patamar de pesquisas, evidências e conhecimentos cientificamente comprovados.
O brasileiro é fanático demais, com religião e política, sempre arruma um jeito de te impor uma verdade; vivem apontando o dedo e acusando os outros de criarem narrativas, o que até pode ser verdade, mas nem sempre , e não passam cinco minutos e estão fazendo exatamente a mesma coisa para empurrar a própria visão de mundo."
Politica. Eleições. Todos que concorrem à Presidência ou Governo tem direito ao debate porque são candidatos. E acho que todos deveriam ter o mesmo tempo de campanha na tv.
O que dizer
(Evaristim)
O que dizer de política
Arte de controle de massa passiva,
Manipuladora de multidão
Que sempre usa do social a religião?
O que dizer do político
Esse animal astuto e cínico
Manipulador de multidão
Que usa o ódio ao povo do social a religião?
O que dizer de um povo
Que não estuda o jogo,
Não pega um livro pra ler,
Vendo a própria vida no lôdo
Esperando por salvação do nada aparecer,
Mas não se compromete em amadurecer?
feradapoesia.blogspot.com
Vivemos um tempo em que o poder não governa — ele performa; e a política, em vez de servir à verdade, negocia narrativas para sobreviver ao próprio vazio.
Aldemi Escobar de Matos
Música: Figura de política.
Autor: Dênisson Hélder Dinéh.
Um dia, a linguagem literal foi exilada pela figura de linguagem.
Quando o bolso pesar, dizem que a Antítese alivia.
Se a Metáfora faltar, não adianta gritar com Onomatopeia.
Se o modelo prioriza ditaduras amigas, a gente dissimula, trabalha em dobro e espera a Hipérbole passar.
Nas contas públicas no vermelho? Use a Hipérbole, jamais a Comparação.
Onde houver comissionado incompetente, a Prosopopeia se faz presente, dando vida a quem nada produz.
Basta a Catacrese sentir uma Sinestesia para o povo tomar uma Antonomásia (o apelido que vira condenação).
No fim, vai bater a saudade da linguagem real e direta.
Aquela que diziam doer, que diziam ser de ódio, que diziam ser bruta...
Mas era apenas a verdade sem filtro.
Só não vale repetir que foi GOLPE.
Aí já não é figura de linguagem... é Ironia do Destino
Checklist da POLÍTICA!
A gestão do futuro depende diretamente da qualidade dessa escolha hoje. Antes de entregar tamanha responsabilidade, o checklist é inegociável:
Quais valores essa pessoa carrega?
Quem são suas referências e com quem ela anda?
Qual é o seu histórico real de entregas?
Quem valida o caráter dessa pessoa?
Se, munido de informações, você ainda ignora a falta de princípios em favor de outras conveniências, o problema deixa de ser o escolhido e passa a ser quem escolheu. Uma má decisão não compromete apenas os recursos, mas o futuro de todos que dependem da sua visão. Escolha com critério.
Dinéh, Dênisson Hélder.
Não preciso ser cristão para entender que Jesus não está na política. Ele não está nesse jogo sórdido e mesquinho pelo poder, nas disputas de ego, nas bandeiras partidárias ou na necessidade de transformar o outro em inimigo. Sua simbologia representa o amor, a compaixão, a misericórdia e a capacidade de enxergar humanidade até em quem pensa diferente de você.
Então, não use Deus para justificar seu preconceito, sua intolerância, sua raiva ou seu ódio. Não coloque na conta de uma ideologia ou de um “partido político” aquilo que já existe dentro de você.
O ódio não precisa de Deus. Precisa apenas de uma justificativa. E você só está procurando uma para não precisar olhar para o monstro que existe dentro de você.
A melhor politica publica brasileira de cultura e educação ainda é o incentivo a leitura e a proliferação de novas bibliotecas.
