Juventude e Política
Em pleno 2026 o fantasma do 11 Setembro 2001 volta a assombrar o mundo ...
A politica terrorista de (atacar e matar todo líder) de Trump, ditada por Netanyahu,
saiu pela culatra.
Eles pensaram que( atacando o Irã) estavam decapitando um regime.
O Ocidente está celebrando um "sucesso tático" enquanto caminha, sem perceber, para um pesadelo estratégico.
Os EUA, Israel e seus aliados da UE
acabaram de trocar um adversário previsível por uma insurgência global imprevisível de vingança arcaicamente inspirada.
Isto não é o fim de nada!
É o começo de um capítulo muito mais sombrio e ameaçador
para os envolvidos e não.
✍©️@MiriamDaCosta
A política deve vigiar a si mesma
para não se converter em religião,
onde dogmas substituem o pensamento
e a fé ocupa o lugar da razão.
E a religião deve guardar distância da política,
para que o sagrado não seja usado
como ferramenta de poder.
Quando a política vira religião,
nasce o fanatismo.
Quando a religião vira política,
nasce o poder travestido de fé.
✍©️@MiriamDaCosta
Caso você estiver numa LIDERANÇA, seja no trabalho, na Política, na sua Empresa, enfim, em qual seja sua LIDERANÇA, respeite seus subordinados, não humilhe ninguém por conta da sua LIDERANÇA!!!
Você está na LIDERANÇA hoje, amanhã poderá não estar mais, pense nisso!!!
Se fala tanto na tal Política da Boa Vizinhança, mas como fazer isso, se vizinhos saem com seus cachorros e vão emporcalhar os portões e calçadas de todos moradores do bairro?
Estamos vivendo hoje o separatismo por Religião, por Politica ou apenas por pensarmos diferente, amigos e parentes se separando por ter um pensamento diferente do seu, isso vai nos levar para o abismo da solidão!!!
Eu não debato política com ignorantes.
Não se debate com quem fez da própria ignorância uma ideologia.
Cyntia Karla De Liz
Entrar para a política é fácil.
Difícil é permanecer nela sem transformar a mentira em profissão.
Cyntia Karla De Liz
Na política, mentir parece ser requisito.
O caráter, aparentemente, é opcional.
Cyntia Karla De Liz
Eu não debato política com ignorantes.
Não existe debate onde falta conhecimento.
Cyntia Karla De Liz
Eu não debato política com ignorantes.
Minha paciência não é patrimônio público.
Cyntia Karla De Liz
A Ilusão da Pacificação Histórica: Conflito, Instituições e Polarização Política no Brasil (do Império à Crise Constitucional Contemporânea)
Resumo
Este ensaio analisa a tese da pretensa estabilidade e conciliação na história política brasileira, confrontando o mito da "passividade nacional" com a perenidade dos conflitos estruturais do país. A partir de uma perspectiva historiográfica e institucional, examina-se a trajetória da polarização política desde o Império do Brasil até a crise institucional contemporânea centrada no Supremo Tribunal Federal (STF). Argumenta-se que o conflito político não constitui uma anomalia recente, mas um elemento estruturante da formação estatal brasileira, cujas dinâmicas se reconfiguram em resposta às transformações dos atores e das mediações institucionais de cada época.
1. Introdução: O Mito da Conciliação Nacional
A narrativa historiográfica tradicional por vezes difundiu a noção de que a história política do Brasil se caracterizou por uma vocação à conciliação e ao pacifismo. Essa interpretação, frequentemente ligada ao pensamento de autores do início do século XX como Gilberto Freyre, sugeria uma capacidade singular das elites brasileiras de acomodar dissensos e suavizar rupturas institucionais.
No entanto, a historiografia crítica contemporânea ancorada nos trabalhos de historiadores como Raymundo Faoro e José Murilo de Carvalho desconstruiu esse prisma, demonstrando que a trajetória política do país é marcada por contínuos conflitos, interrupções democráticas e disputas pelo controle do Estado. O questionamento central quando o Brasil foi pacífico e não polarizado? encontra resposta na constatação de que a estabilidade política no Brasil sempre foi frágil, superficial e mantida, em regra, por arranjos de exclusão ou pelo exercício da coerção estatal.
2. A Ordem Imperial: A Aparente Estabilidade e o Poder Moderador
Durante o Segundo Reinado (1840–1889), a criação de um parlamento de modelo britânico opôs dois agrupamentos políticos fundamentais: o Partido Liberal ("Luzias") e o Partido Conservador ("Saquaremas"). Embora o bordão popular do século XIX afirmasse que "nada mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder", a historiografia demonstra que o dissenso entre as facções oligárquicas era profundo em relação ao grau de centralização administrativa e às políticas de controle social.
Conforme argumenta o historiador José Murilo de Carvalho em A Construção da Ordem (1980), o Estado imperial logrou construir uma relativa estabilidade não pela ausência de conflito, mas pela atuação da burocracia estatal e pela centralidade do Poder Moderador. A figura do Imperador atuava como árbitro supremo da política nacional, intervindo para dissolver a Câmara ou alternar gabinetes conforme as conveniências de manutenção do regime.
Por trás do teatro parlamentar, a sociedade vivia sob extrema tensão estrutural. A manutenção do regime escravista, somada às insurreições regionais que pontuaram a Regência e o Império (como a Farroupilha, a Sabinada e a Balaiada), expõe a natureza violenta do consenso construído pelas elites rurais.
3. Da República Oligárquica ao Autoritarismo Vargas: O Voto de Cabresto e as Rupturas Institucionais
A Proclamação da República em 1889 não inaugurou uma era de pactuação democrática, mas a transição para um modelo republicano oligárquico. A chamada República Velha (1889–1930) estruturou-se sob a "Política dos Governadores" e o "Café com Leite", acordos celebrados entre as oligarquias estaduais de São Paulo e Minas Gerais.
Em Os Donos do Poder (1958), Raymundo Faoro analisa como o patrimonialismo e o coronelismo atuaram como instrumentos de sufocamento do dissenso legítimo. O voto cabrestado e a comissão de verificação de poderes garantiam a aparência de calmaria política ao eliminar preventivamente a oposição parlamentar. O conflito, contudo, irrompia nas margens do sistema sob a forma de rebeliões militares (o Tenentismo), revoltas populares (Guerra de Canudos e Guerra do Contestado) e na Revolta da Armada.
A derrocada da República Velha em 1930 e a ascensão da Era Vargas confirmaram a instabilidade estrutural das regras do jogo político. O posterior estabelecimento do Estado Novo (1937–1945) corporificou a tentativa de suprimir a polarização política por meio do fechamento do Congresso, da censura e da repressão aos movimentos operários e de esquerda.
4. A Crise Contemporânea: O Supremo Tribunal Federal e a Judicialização da Política
Ao analisar o contexto contemporâneo, percebe-se que a polarização política republicana ganhou novas contornos institucionais no século XXI. Se, em períodos pretéritos, o papel de garantidor da estabilidade (ou de estopim das crises) coube ao Poder Moderador ou às Forças Armadas, a Constituição de 1988 colocou o Poder Judiciário, notadamente o Supremo Tribunal Federal (STF), no centro do debate político.
O fenômeno denominado por juristas e cientistas políticos como judicialização da política (ou "juristocracia", na terminologia conceitual de Ran Hirschl) expandiu a jurisdição constitucional do STF para temas morais, políticos e econômicos antes restritos ao parlamento. Como aponta a cientista política Maria Tereza Sadek, a hipertrofia do papel do Judiciário transforma a Corte Suprema de um órgão arbitral técnico em um ator político de primeira grandeza, exposto à contestação pública e ao atrito constante com o Poder Executivo e o Poder Legislativo.
A crise institucional recente decorre, portanto, de uma dupla dinâmica:
Ativismo e Reação Institucional: O uso recorrente de instrumentos jurídicos para desorganizar adversários políticos e as respostas de exceção legal (como inquéritos abertos de ofício) colocam o STF em rota de colisão direta com outros poderes da República.
Ambiente de Comunicação em Rede: Diferente das contendas do século XIX e XX, intermediadas pela grande imprensa ou pelos gabinetes, a polarização atual é amplificada pelo ecossistema digital, fragilizando a mediação institucional do conflito político e fomentando a rejeição radical ao contraponto.
5. Considerações Finais
A busca por um momento de perfeita tranquilidade e ausência de polarização na história do Brasil revela-se um exercício de projeção nostálgica desprovido de amparo empírico. A trajetória política do país reflete o movimento de um Estado em permanente disputa por hegemonia, representatividade e distribuição de poder.
Conclui-se que o verdadeiro desafio da democracia brasileira contemporânea não reside na utopia da erradicação do conflito que é inerente à vida política republicana, mas na capacidade das instituições democráticas de mediar as divergências sem descambar para a paralisia institucional, o autoritarismo ou a erosão da ordem constitucional.
Referências Bibliográficas
CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: A elite política imperial. Rio de Janeiro: Campus, 1980.
FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder: Formação do patronato político brasileiro. Porto Alegre: Globo, 1958.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Rio de Janeiro: Maia & Schmidt, 1933.
HIRSCHL, Ran. Towards Juristocracy: The Origins and Consequences of the New Constitutionalism. Cambridge: Harvard University Press, 2004.
SADEK, Maria Tereza. Judiciário e Política no Brasil. São Paulo: Sumaré, 2000.
Quando os governantes têm mais fome de poder do que o povo tem de pão, a política deixa de servir a nação e começa a alimentar-se dela.
Daniel Perato Furucuto, 2026
Nova e Velha Política.
"Não consigo dizer o quanto uma janela exposta à luz do meio-dia pode ou não ofuscar minha vista, uma vez que quem decide é a hora e a posição que eu devo ocupar naquele ambiente. O paradoxo entre as leis limitantes e a liberdade de escolhas promovidas pelo livre arbítrio sob a lente religiosa promove discursos. Hoje, os políticos são categoricamente dois jogadores em lados diferentes em um único tabuleiro. O que torna isso engraçado é o fato de que somos nós os peões e as rainhas dentro desse jogo. Podemos decidir qual jogador irá nos representar, mas nunca a direção pela qual eles irão nos mover durante cada jogada."
... o tão desejado
bem viver trata-se de uma
ousada e bem disposta política de
resultados; em que as boas atitudes
devem ser espontaneamente praticadas; jamais presunçosamente
contabilizadas!
... a esmagadora
maioria daqueles que compõem
a 'classe política' é formada por seres
demasiado açucarados e conversadores —
que muito polemizam, tudo contestam
e prometem; no entanto, raramente
entregam o produto!
