Julgamento
Julgamos frequentemente das coisas conforme nos falam ao coração;porque o amor-próprio turva facilmente a verdade dos nossos juízos.
Todo mundo terá uma opinião sobre o seu decoro. Sobre suas roupas, a forma como cria suas filhas. Se a sua graduação é muito feminista ou se as suas causas não são feministas o suficiente.
Não podemos tratar todo desvio comportamental como doença - isso invalida a punição por mal caráter e incentiva a novos atos ilícitos devido a certeza da impunição.
Não podemos julgar como é uma pessoa por sua estética.
Só com o tempo de observação pessoal, poderemos ver a verdade que vem dentro delas.
Essa verdade é como um tesouro, sempre vai estar por trás de algo que a esconda.
“Ser contrário ao que uma pessoa faz, fala ou defende não confirma sua superioridade perante a ela.
Levando em consideração que cada um vive o mundo que criou, a crítica é válida e o julgamento analisado.”
Quando sentir a necessidade de julgar alguém convida-te para uma auto análise.
Evite, então, incorrer ao erro de criticar a outrem por imperfeições e/ou atitudes que tu mesmo estás a praticar.
Pense que, fosse esse encargo teu (o de julgar os que aqui estão), talvez não estaria pisando sobre o mesmo solo do que aqueles que tu desejas sentenciar.
Quando nos aceitamos por completo passamos a aceitar o próximo do jeito que ele é, dessa forma criamos um espaço seguro onde o outro se sente confortável para ser ele mesmo.
O bálsamo da nossa cura passa a contribuir para a cura do todo.
Aos religiosos legalistas, gostaria de pedir para não se deixarem levar pelo pensamento equivocado e sentimento inquisidor, de que alguns de nossos semelhantes (sejam quem for) adoeceram nesta pandemia de forma grave pelo fato de terem zombado de Deus, da bíblia, da igreja, da religião ou dos cristãos.
Gente, pelo amor de Deus, tem crianças e jovens sendo acometidos pela doença da covid... Que mal fizeram a Deus para estarem internadas?
Doença não é castigo de Deus para ninguém! Parem de "ser velho-testamento" para os outros e graciosos para consigo mesmo (ou só para quem interessa a vocês). Quem somos nós para manipular a Graça, tornando-a seletiva, julgando quem a merece ou não? Mal sondamos nosso próprio coração, que dirá o dos outros.
Conheço cristãos fervorosos, religiosos e bondosos que morreram em uma situação muito sofrida, acometidos por doenças muito tristes. Preciso lembrar vocês de como os apóstolos morreram?
Não caiam nessa! Jesus MANDOU orar, amar e ter bondade inclusive para com os nossos inimigos...
Se você se considera cristão, você faz parte do povo da Graça e não da Lei. E se não puder orar, amar e fazer o bem para alguém que você julga não ser merecedor (da sua misericórdia humana), então silencie! Não exponha seu cristianismo deturpado, disseminando sentimentos como o ódio e a vingança (que são contraditórios ao caráter do Deus da nossa fé); e o pior: levar outras pessoas a pecarem por sua causa!
Todos nós temos diversos pecados e dependemos da misericórdia de Deus todos os dias das nossas vidas. Ser cristãos não nos torna melhores do que ninguém e muito menos nos dá o direito de dizermos a Deus a quem a misericórdia Dele deve alcançar ou não.
A diferença que um cristão deveria ter, em comparação com os demais, está nos frutos. Se um cristão não tem os frutos, também não tem os dons. Não queiram inverter as coisas, pois isso ridiculariza o evangelho, desagrada a Deus e torna a sua fé vã.
...
* Se você for acometido gravemente pela covid, ou por qualquer outra doença, independente de quem você seja, eu desejo que você se recupere! Se você for ateu, desejo que você se recupere da mesma forma, mesmo que você não glorifique a Deus por sua melhora. Mas espero que um dia a Graça de Jesus lhe alcance (e ela alcança, onde quer que você esteja, sem precisar de quem quer que seja).
Muitos querem nos aprovar pelas réguas das massas, desprezando nitidamente a individualidade e singularidade de cada um.
Uma das coisas que o Brasileiro tem que aprender é não julgar. Parar de polarizar e dividir entre quem sabe x quem é inferior. Isso cria separação. Temos que criar inclusão, incluir minorais, incluir nossos ancestrais, nossas dores, nossas fraquezas.
E tirar nossas armaduras.
Não é eliminando ou ridicularizando quem é melhor que a ti, que te tornas melhor que ele e nem te livras do peso da comparação.
Seguir tentando evoluir como ser humano num mundo onde você é julgado por um erro é uma atitude de grande resistência.
Não use as suas experiência como critério de análise para julgar a experiência dos outros. Coisas que para você foram fáceis para outras pessoas podem ser extremamente difíceis e dolorosas. Cada um sabe o peso da dor que carrega e não cabe a você se colocar na condição de juíz da dor de ninguém. O fato de você não ter vivido a história e nem ao menos tê-la represenciado já torna você inapto a julgá-la.
Às vezes, nem é sobre o que a pessoa diz, é sobre como ela faz você se sentir. Existem julgamentos silenciosos que condenam mais que palavras.
