Julgamento
O Que Se Lê no Mundo
Não, não é fácil compreender.
O que se vê nem sempre é o que é,
o que se sente nem sempre é o que se quis dar.
A luz que atravessa as folhas
é sombra ou claridade?
O rio que corre apressado
foge ou segue o seu rumo?
Tudo depende do olhar que pesa,
da memória que julga,
do medo que contamina.
O mundo não se explica,
move-se, respira, transborda
— e cada um o lê à sua maneira.
Mas talvez valha a pena ficar,
esperar que o tempo dissipe os enganos,
que a verdade encontre fenda na rocha
e que, no silêncio certo,
o mundo se mostre sem precisar de tradução.
Ruído e Sintonia
Às vezes, o mais difícil
é ser compreendido.
O que digo, o que faço,
o que deixo por dizer,
perde-se num labirinto
de ecos distorcidos.
Não é por nada que se diz
que o caminho para o inferno
está pavimentado de boas intenções.
Mas e quem lê as intenções?
Quem decifra o código
das entrelinhas invisíveis?
Cada olhar é um prisma,
cada ouvido, um filtro.
O que para um é gesto de afeto,
para outro, afronta.
O riso de uns
é a ferida aberta de outros.
Comunicar é atravessar o abismo
entre o que se sente
e o que se entende.
Palavras são apenas vento
se não encontram solo fértil,
se não fazem vibrar a mesma corda.
Porque no fim,
toda mensagem precisa de um lar,
de um receptor que a acolha
e a transforme em sentido.
Se não, é só ruído,
perdendo-se no vazio
Digo uma coisa, e entendem outra.
A vida é um jogo de espelhos
onde cada um vê apenas a sua própria sombra.
Falo com intenção limpa,
mas o outro ouve com o peso do seu mundo.
E assim, entre a verdade e o engano,
o que era claro torna-se nevoeiro.
Talvez nada seja realmente dito.
Talvez apenas fingimos comunicar
enquanto cada um se perde na solidão
das suas próprias ideias.
Digo palavras como quem lança
pedras num lago:
espero apenas que as ondas
toquem outra margem.
Mas nem sempre chegam.
Ficam presas na sombra
de quem as ouve.
Queria que tudo fosse claro,
como um rio ao meio-dia,
mas há sempre a névoa
dos dias difíceis.
No fim, talvez reste apenas
um eco perdido,
uma sílaba breve
na boca do vento.
O Eco do Silêncio
Lanço palavras como quem atira pedras
num lago sem margens,
esperando que o silêncio as devolva
sem distorção.
Mas o mundo é um espelho partido,
onde cada olhar lê o que já esperava ver,
onde cada voz se perde
num labirinto de ecos esquecidos.
Não sou feito de aço,
nem de pedra erguida contra o vento.
Sou a sombra de um pensamento que passa,
o reflexo de um instante que já se foi.
Se digo, não ouvem.
Se calo, suspeitam.
Mas sei que a raiz cresce no escuro
e a verdade não precisa de nome.
No fim, talvez reste apenas um vestígio,
um traço de luz na poeira do tempo.
E quem escutar, quem souber ler as entrelinhas,
saberá que sempre estive aqui.
Se falarem que sou uma péssima pessoa, eu sou. Eu posso receber todos os adjetivos e ser tudo aquilo que o outro acha que sou na perspectiva dele, nas vivências dele. Eu posso ser um fragmento na mente dele. E eu não tenho controle sobre isso. Eu sou o que realmente sou.
"Você só descobre que um caminho é difícil quando está nele, pois, visto de fora, tudo parece fácil."
A prática constante de definir como inadequado o ato de tornar público uma ação altruísta, faz com que se deseje mais, estar no papel de vítima pela atenção recebida, do que no papel de benfeitor por medo de julgamentos.
Julgamentos apressados e céticos não mudam o destino de ninguém, mas servem apenas para revelar quem tem medo de acreditar, quem prefere duvidar em vez de tentar e quem escolhe ser um espectador crítico em vez de um protagonista da própria história.
PASSOS E ATITUDES DE HERÓI
A cada dia que passa, vendo a avidez da vingança biliar do sistema brasileiro, tentando acusar, condenar e destruir a honrada trajetória de @jairbolsonaro, fracassando fragorosamente, tenho, por deontologia, de professar meu apreço e meu apoio incondicional a ele. E estou consciente de que não estou sozinho nisso.
Os passos dele são de quem possui a perfeita consciência de seu propósito de vida e, sua aparição inesperada perante seus detratores é digna de moldura.
A imagem de sacrifício por um ideal, nunca esteve tão próxima da realidade da nossa era, como na figura de liderança que emana de Bolsonaro.
Um homem que, com sua envergadura, consegue permear o debate público e midiático, mesmo sem exercer cargo público, e ainda transcender ao território jurídico, fazendo tremer a estrutura de um sistema que se arrogava inabalável, merece ser aplaudido de pé, por vários minutos.
Que se erga uma estátua para ele! Aplaudam, senhoras e senhores, aplaudam!
Temos uma lenda viva entre nós.
Tem gente que subestima a capacidade dos outros porque conheceu algumas de suas deficiências e passa a prejulgar toda sua trajetória.
O fato de chegarmos só a esse mundo e sozinhos partirmos dele não é justificativa para que nesse intervalo aceitemos sermos julgados por isso e condenados à solidão.
Aprendiz
Não me embalsame
De puritanismo
Eu não aceito.
Nesta terra
Perfeito é Deus
E todos nós
Temos defeitos.
Se me julgas
Por um sentimento
Sem que haja atitudes erradas,
Lembre-se,
Por julgamento,
Pulseram Jesus
Crucificado.
Se és tão puro assim,
Porquê tomas
O papel do inquisitor?
O mais importante assumir
E perdoar
Permanecer no erro
É ver o acerto e se opor
Mas se sua cadeira for a de juíz
Judas pega na sua mão,
Sua vida vira um quiz
A minha com tanta decepção
Me faz um mero aprendiz.
A zombaria é apenas o espetáculo dos condenados, eles riem em vida mas o choro e a agonia está reservado para a sua morte.
O isolamento é um fosso. Algo está em falta, algo é necessário
para o preencher e nada o pode preencher, pois é um mal-entendido.
À medida que você fica à mercê das redes sociais, amigos,
seguidores, likes, visualizações o fosso aumenta. As pessoas têm
tanto medo de estar sós que fazem todo o tipo de coisas estúpidas. É
por isso que a solitude é importante.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
